Publicidade
 
 

 
 


13 de setembro de 2006
ENTRETENIMENTO
CIDADE
TRÂNSITO
TECNOLOGIA
COMIDA
TEATRO
Portal Veja São Paulo
DEZ MOTIVOS PARA...
AS BOAS COMPRAS
MISTÉRIOS DA CIDADE
TERRAÇO PAULISTANO
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
VEJA SP RECOMENDA
BARES

em destaque
CINEMAS

em destaque
COMIDINHAS

em destaque
CONCERTOS

em destaque
CURSOS
DANÇA
ESPECIAL
EXPOSIÇÕES

em destaque
FILMES

em destaque
LIQUIDAÇÕES
PARA AS CRIANÇAS

em destaque
PARA DANÇAR
RÁDIO
RESTAURANTES

em destaque
SHOWS

em destaque
TEATRO

em destaque
  

Teatro

Mônica Santos

Destaque da semana

ESTRÉIAS

O ANTICRISTO, de Brunno Almeida. Drama livremente inspirado no livro homônimo, escrito pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche. A ação está ambientada em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001. Na mesma data dos ataques às torres do World Trade Center, um jornal anuncia que o novo salvador da humanidade é uma mulher. Trata-se de Hanna Hillel (Renata Becker), desde a infância treinada por um grupo religioso para a missão. Contrariando a todos, a jovem está interessada em defender sua própria visão sobre a humanidade. Com o Grupo Teatral 1º Ato. Direção do autor (120min). 12 anos. Teatro Brigadeiro (676 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 884, Bela Vista, 3107-5774. Segunda, 20h30. R$ 15,00. Bilheteria: a partir das 18h (seg.); 14h/19h (ter. a dom.). Até 9 de outubro. Estréia prometida para segunda (11).

ANTONIO E CLEOPATRA, adaptação de Paulo José e Geraldo Carneiro. Escrita por William Shakespeare em 1607, a tragédia de proporções épicas ganha uma versão mais enxuta. Os quarenta personagens originais foram reduzidos a 25. Um coro entra em cena para dar andamento à montagem, apresentada com sucesso nos palcos cariocas. Ruiva e tatuada, Maria Padilha interpreta Cleópatra e Adriano Garib vive Marco Antonio, obrigado a rumar para o Egito para lutar contra Otávio César (Leonardo Brício) pelo Império Romano. Direção de Paulo José (120min). 12 anos. Teatro do Sesc Vila Mariana (608 lugares). Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, 5080-3000. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 30,00. Bilheteria: 9h/21h30 (ter. a qui.); a partir das 9h (sex. a dom.). Cc.: D, M e V. Estac. (R$ 5,00). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 15 de outubro. Estréia prometida para sexta (15).

O QUE SE ACUMULA DENTRO DO CORAÇÃO, da Cia. As Duas. Liliane Rovaris e Luisa Friese formam a companhia carioca. Além de escrever e dirigir, a dupla interpreta os personagens do drama livremente inspirado no filme Dolls, do diretor japonês Takeshi Kitano. A narrativa sustentada por três histórias interligadas expõe diferentes formas de amar. Bonecos manipulados pela técnica do bunraku (na qual os atores-manipuladores ficam visíveis à platéia) e uma instalação de oitenta alto-falantes ajudam na encenação (60min). 14 anos. Sesc Avenida Paulista – Espaço 11º Andar (60 lugares). Avenida Paulista, 119, 3179-3700, Metrô Brigadeiro. Quarta e quinta, 19h. R$ 8,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a sex.); 10h/19h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 12 de outubro. Estréia prometida para quarta (13).

RITA FORMIGA, de Domingos de Oliveira e Maria Gladys. Comédia. Os autores eram vizinhos no fim dos anos 60. Sem telefone em casa, Maria Gladys invadia a residência do amigo Domingos de Oliveira para usar o aparelho. Suas longas ligações, recheadas de histórias sobre amores frustrados, trabalho e baladas, serviram de inspiração para a peça escrita e abandonada na gaveta desde aquela época. Quatro décadas depois, Oliveira convidou Guta Stresser, a Bebel de A Grande Família, para dar vida à cômica personagem. Cláudio Tizo faz o papel de seu interlocutor. Direção de Domingos de Oliveira (55min). 12 anos. Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro (126 lugares). Rua Álvares Penteado, 112, centro, 3113-3651, Metrô Sé. Sexta, 19h30; sábado, 18h e 19h30; domingo, 18h. R$ 15,00. Bilheteria: 10h/21h (ter. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. Até 5 de novembro. Estréia prometida para quinta (14).

A SESSÃO DA TARDE OU VOCE NÃO SOUBE ME AMAR, de Marcos Ferraz. O musical embalado por canções que fizeram sucesso nos anos 80 acompanha a trajetória de uma banda em busca do sucesso. Com a Cia. de Teatro-Rock. Direção de Marcos Okura, Fezu Duarte e Fábio Ock (90min). 12 anos. Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa (200 lugares). Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, 3383-3400, Metrô Vergueiro. Terça e quarta, 19h. R$ 10,00. Até 25 de outubro. Estréia prometida para terça (12).

TEXTICULOS, de Antonio Rocco. Composta de sete pequenos textos, a comédia enfoca os personagens em situações-limite. Numa delas, um casal acaba de sobreviver a um furacão. Noutra, os ex-amantes Carlos e Luiza tentam travar uma conversa no meio de uma avenida movimentadíssima. A montagem celebra os sete anos do N.Ex.T. Com Antonio Destro, Daniela Casteline e Elam Lima. Direção de Antonio Rocco e Fábio Saltini (60min). 14 anos. N.Ex.T. (99 lugares). Rua Rego Freitas, 454, Vila Buarque, 3106-9636, Metrô República. Sexta e sábado, 22h; domingo, 21h. R$ 20,00. Estac. (R$ 5,00). Estréia prometida para sexta (15).

 

REESTRÉIAS

ALDEOTAS, de Gero Camilo. Drama. Um rapaz (Gero Camilo) recorda a infância na cidade fictícia de Coti das Fuças e a relação com seu melhor amigo lá, papel de Marat Descartes. Poética e minimalista, a encenação cresce com a graciosa movimentação da dupla. O espetáculo conquistou o Prêmio Shell de melhor direção em 2004 para Cristiane Paoli Quito (100min). 12 anos. Estreou em 13/3/2004. TBC – Sala Assobradado (280 lugares). Rua Major Diogo, 315, Bela Vista, 3104-5523. Quinta e sexta, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 14h/18h (qua., sáb. e dom.); a partir das 14h (qui. e sex.). Até 13 de outubro. Reestréia prometida para quinta (14).

R & J, de Joe Calarco. Escrito em 1997, o drama americano faz uma releitura de Romeu e Julieta, de Shakespeare. A trama envolve quatro estudantes massacrados pela rotina escolar. Após uma aula, enquanto lê a famosa peça do bardo inglês, o grupo descobre na história de amor proibido um paralelo com sua vida real. A montagem marca a estréia do Núcleo Experimental do Teatro Augusta. Direção de Zé Henrique de Paula (90min). 12 anos. Estreou em 7/7/2006. Teatro Augusta (328 lugares). Rua Augusta, 943, Consolação, 3151-4141. Quarta e quinta, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 15h (qua. e qui.); 15h/20h (sex. a dom.). Estac. c/manobr. (R$ 5,00). Até dia 28. Reestréia prometida para quarta (13).

 

ÚLTIMA SEMANA

AMORES SURDOS, de Grace Passô. O Grupo Espanca!, de Belo Horizonte, sucesso na temporada paulistana de 2005 com Por Elise, encena um novo drama. Do cotidiano de uma família formada por um pai ausente, uma mãe zelosa e cinco filhos – o caçula com sérios problemas respiratórios –, a trupe extrai uma crônica sobre a alienação e a incomunicabilidade. Direção de Rita Clemente (60min). 12 anos. Galpão do Sesc Pompéia (120 lugares). Rua Clélia, 93, Pompéia, 3871-7700. Sexta e sábado, 22h; domingo, 19h. R$ 15,00. Bilheteria: 9h/21h (ter. a qui.); a partir das 9h (sex. a dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até domingo (17). A estréia estava prometida para sexta (8).

BENT, de Martin Sherman. Esse drama escrito em 1979 está no centro da dramaturgia contemporânea mundial graças a inúmeras montagens – na Broadway contou com Richard Gere no elenco; em Londres, com Ian McKellen – e uma adaptação para o cinema. No Brasil, José Mayer estrelou uma versão nos anos 80. De volta ao palco, a trama contempla a perseguição dos nazistas aos homossexuais a partir da trajetória do jovem gay Max. Da efervesência cultural na Alemanha dos anos 30, a história segue para o campo de concentração e o implacável cotidiano do personagem. Com Augusto Zacchi, Gustavo Rodrigues, Rodrigo Pandolfo e Miro Marques. Direção de Luiz Furlanetto (90min). 16 anos. Estreou em 26/8/2006. Sesc Avenida Paulista – Espaço Nono Andar (70 lugares). Avenida Paulista, 119, 3179-3700, Metrô Brigadeiro. Sexta e sábado, 22h; domingo, 18h. R$ 15,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a sex.); a partir das 10h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até domingo (17).

OS CAFUNDO, criação coletiva. O Grupo Cia. Dedo de Prosa encena uma livre adaptação da comédia Na Roça, escrita pelo poeta e dramaturgo mineiro Belmiro Braga (1872-1927). A trama acompanha as confusões de um casal caipira em busca do marido perfeito para sua única filha. Direção de Francisco Brêtas (75min). 12 anos. Estreou em 26/7/2006. Casa das Rosas (35 pessoas). Avenida Paulista, 37, 3285-6986, Metrô Brigadeiro. Quarta e quinta, 21h. R$ 20,00. Até quinta (14).

DESESPERADOS, de Fernando Ceylão. A comédia carioca está estruturada em esquetes que abordam temas como a solidão e a loucura geradas pela incomunicabilidade e o stress dos centros urbanos. Vestidos com macacões pretos, os atores usam tarjas no peito para identificar qual o personagem que assumem a cada momento. Com Álamo Facó, Igor Paiva e Márcio Machado. Direção do autor (80min). 12 anos. Estreou em 21/7/2006. Teatro das Artes (800 lugares). Shopping Eldorado, 3034-3675. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00. Bilheteria: 15h/20h (ter. a qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Estac. (R$ 4,00 por quatro horas). Até domingo (17).

GATO SEM RABO, adaptação de Celso Cruz e Lúcia Romano para palestras de Virginia Wolf. Drama. Em 1928, a escritora inglesa Virginia Wolf proferiu duas palestras, posteriormente publicadas no livro Um Teto Só Seu. Entre os temas que servem agora à peça estão a identidade feminina e a importância da criação artística e da ficção. Com Lúcia Romano. Direção de Celso Cruz e Alice K. (55min). 10 anos. Estreou em 11/8/2006. Centro Cultural São Paulo – Sala Paulo Emílio Salles Gomes (110 lugares). Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, 3383-3400, Metrô Vergueiro. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 12,00. Até domingo (17).

AS MONA LISAS, de Wilson Coca. Comédia. Moradores de um mesmo apartamento, três rapazes – um cabeleireiro, um maquiador e um bancário – cercam de cuidados o jovem vizinho Klaus. A chegada da bela Luiza, que se apaixona por Klaus, provoca o ciúme do trio e o caos no prédio. Com Ronaldo de Assis, Eduardo Moreno, Lessandro Fagutt, Flavia Lobati e Reinaldo Vilella. Direção de Sebastião Apollonio (90min). 12 anos. Estreou em 5/12/2003. Teatro Brigadeiro (676 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 884, Bela Vista, 3107-5774. Quarta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/19h (ter. e qui. a dom.); a partir das 14h (qua.). FP. Até quarta (13).

QIOGUEM?!, adaptação de Alice K para textos do gênero Kyogen. No Japão, os intervalos dos clássicos espetáculos do gênero nô são animados com esquetes de comédia curtos e leves para descontrair o público. Esse estilo teatral chama-se kyogen, que significa palavras insensatas. A autora e diretora Alice K. escolheu seis dessas peças baseadas em farsas, fábulas e situações patéticas e as entrelaçou. Com Alda Maria de Abreu, Camila Soares e Carlos Gontijo. Direção da autora (80min). 12 anos. Estreou em 25/8/2006. Tusp (128 lugares). Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, 3255-5538. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 15,00. Até domingo (17).

 

EM CARTAZ

ACHADAS E PERDIDAS, de Maitê Proença. Comédia. Desafio duplo para o belo rosto de Maitê Proença. A atriz assina a adaptação de seu próprio livro Entre Ossos e a Escrita, lançado em 2004, e protagoniza seis esquetes na companhia de Clarisse Derziê Luz. Juntas, em dezoito papéis diferentes (alguns apresentados em vídeo), as moças falam de futebol, amor, homens e mulheres. No quadro mais simpático, transformam-se em meninas para comentar a morte da mãe de uma delas. Direção de Roberto Talma (75min). 12 anos. Estreou em 11/8/2006. Teatro Cultura Artística – Sala Rubens Sverner (333 lugares). Rua Nestor Pestana, 196, centro, 3258-3344. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 50,00 (sex. e dom.) e R$ 60,00 (sáb.). Bilheteria: 12h/19h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex. a dom.). Cc.: D, M e V. FP, IC, TN. Até 26 de novembro.

ADORAVEIS SEM-VERGONHAS, adaptação de Guilherme Leme para peça do argentino Daniel Botti. Comédia. Seis amigos desempregados quebram a cabeça para descobrir um jeito de ganhar dinheiro. Resolvem, então, montar um inusitado show de strip-tease. Assim como o filme Ou Tudo Ou Nada, o texto do argentino Daniel Botti foi inspirado em outra peça: Ladies' Night, dos neozelandeses Anthony McCarten e Stephen Sinclair. Na longa adaptação de Leme, sobram palavrões a torto e a direito. Mas as boas atuações e as sacadas no tempo certo arrancam gargalhadas e salvam a peça de cair na mera vulgaridade. Com Paulo Goulart Filho, Jandir Ferrari, Clóvis Gonçalves, Vinícius Calamari, Gilmar Guido e Mário Hermeto. Direção de Guilherme Leme (80min). 14 anos. Estreou em 1º/9/2005. Teatro Jardim São Paulo (371 lugares). Avenida Leôncio de Magalhães, 382, Jardim São Paulo, 6959-2952. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 25,00 (sex. e dom.) e R$ 30,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). FP. Estac. c/manobr. (R$ 7,00). Até 1º de outubro.

ALBERTO SANTOS=DUMONT, de Valdir Medori Jr. Monólogo protagonizado por Fernando Silveira. A trama aborda a vida de Alberto Santos Dumont (1873-1932), do seu sonho de voar até a decepção ao ver seus experimentos se tornarem instrumentos de guerra. Direção do autor (70min). 12 anos. Café Teatro Cia. (80 lugares). Rua Doutor Vila Nova, 241, Consolação, 3214-0835. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. Até 29 de outubro. A estréia estava prometida para sábado (9).

AMOR DE IMPROVISO, de Marcelo Lazzaratto. Drama. O tema é o famigerado amor. Mas o diferencial desse espetáculo é a improvisação dos dez atores em cena, que fazem uso da expressão corporal e de textos diversos para representar tal sentimento. Alguns recursos são fixos, a exemplo dos envelopes contendo palavras que orientam os atores. Com a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico. Direção do autor (60min). 12 anos. Estreou em 7/8/2004. Viga Espaço Cênico (70 lugares). Rua Capote Valente, 1323, Pinheiros, 3801-1843, Metrô Sumaré. Segunda, 21h. R$ 15,00. Até 4 de dezembro.

O AVARENTO, adaptação de Felipe Hirsch para a peça de Molière. Cabe ao maior ator do teatro brasileiro representar um dos personagens definidores da comédia clássica de Molière. Aos 83 anos, Paulo Autran sobe ao palco em sua 90ª montagem para interpretar Harpagon, velho avaro, egoísta e cruel que domina todos à sua volta. Enquanto esconde uma fortuna, enterrada no jardim, ele negocia o casamento da filha Elisa (Cláudia Missura), amor correspondido de seu criado Valério (Luciano Schwab). O filho Cleanto (Gustavo Machado) não tem destino melhor ao apaixonar-se por Mariana (Arieta Correa), a quem Harpagon escolhe para esposa. Em meio aos dilemas, Frosina (Karin Rodrigues) faz-se passar por alcoviteira interessada no dinheiro que todos sabem que existe. Com a liderança costumeira de Autran, o elenco corresponde de forma vivaz ao humor leve do texto e trava seus duelos num cenário de Daniela Thomas formado por caixas vazias – idéia enxuta e funcional como bem cabe à residência de um pão-duro. Com Elias Andreato e Tadeu Di Pyetro. Direção do adaptador (100min). 12 anos. Estreou em 19/8/2006. Teatro Cultura Artística Sala Esther Mesquita (1.156 lugares). Rua Nestor Pestana, 196, centro, 3258-3344. Quinta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 30,00 a R$ 80,00. Bilheteria: 12h/19h (seg. a qua.); a partir das 12h (qui. a dom.). Cc.: todos. FP, IC.

AVISO ÀS BORBOLETAS, criação coletiva. Comédia dramática encenada por ex-alunos da Oficina de Atores Nilton Travesso. Reunidos no Grupo Lupa, eles levam quatro historietas inspiradas em contos de Jorge Miguel Marinho. A falta de comunicação entre mãe e filha, o mundo das descobertas e as mentiras que os adolescentes adorariam que fossem verdades rendem momentos lúdicos e envolventes. A última cena – sobre duas pessoas no limite da vida – foge desse universo e soa desnecessária. Ainda assim, vale conferir o fôlego dos jovens atores e, sobretudo, a eficiente direção de Bete Dorgam (60min). 14 anos. Estreou em 20/8/2005. Auditório da Cultura Inglesa Santana (60 lugares). Rua Duarte de Azevedo, 550, Santana, 6976-8699, Metrô Santana. Domingo, 19h. R$ 20,00. Até dia 24.

BEIJO NO ASFALTO, de Nelson Rodrigues. Tragédia. Um homem atropelado agoniza no meio-fio e pede um beijo na boca a um desconhecido chamado Arandir (Emílio Orciollo Neto). A cena é vista pelo inescrupuloso jornalista Amado (Leopoldo Pacheco, o Cemil da novela Belíssima), que inventa uma notícia montada na possível relação homossexual entre a vítima e a inocente testemunha do acidente. O imbróglio trará revelações surpreendentes para Arandir, sua mulher Selminha (Graziella Moretto) e seu sogro Aprígio (Flávio Antônio). Com essa trama corrosiva, Nelson Rodrigues emplacou um dos mais formidáveis textos da dramaturgia brasileira, agora revisto numa montagem com bons recursos visuais e atuação impecável de Pacheco. Direção de Michel Bercovitch (50min). 14 anos. Estreou em 16/8/2006. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis, 3823-2323. Quarta e quinta, 21h. R$ 14,00. Bilheteria: 15h/21h (ter. a qui.); 13h/21h30 (sex.); 12h/0h (sáb.); 12h/20h (dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ingressos antecipados, 3823-2737. FP. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Até 1º de outubro.

BICHO DE 7 CABEÇAS, adaptação de Mário Costa para o texto de Luis Bolognesi. Drama. Tal como o filme homônimo de Laís Bodanzky, a peça foi livremente inspirada na autobiografia Canto dos Malditos, de Austregésilo Carrano Bueno. Narra a história de Neto, adolescente que depois de ser flagrado com maconha pelos pais é internado num manicômio. Com o grupo Artéria Teatral. Direção do adaptador (70min). 14 anos. Estreou em 8/10/2005. Teatro do Centro da Terra (100 lugares). Rua Piracuama, 19, Sumaré, 3675-1595. Quinta, 21h. R$ 20,00. Até 26 de outubro.

BORBOLETAS DE SOL DE ASAS MAGOADAS, de Evelyn Ligocki. Monólogo. O cenário reproduz o quarto do travesti Bety. Acomodados nesse espaço, os espectadores são apresentados ao cotidiano de um homem que vive num universo totalmente feminino. Além de escrever e interpretar, a gaúcha Evelyn Ligocki dirige a cômica peça em parceria com Celina Alcântara (50min). 16 anos. Sesc Avenida Paulista – Espaço 11º Andar (55 lugares). Avenida Paulista, 119, 3179-3700, Metrô Brigadeiro. Sexta e sábado, 23h; domingo, 19h. R$ 15,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a qui.); a partir das 9h (sex.) e das 10h (sáb.); 10h/19h (dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 8 de outubro. A estréia estava prometida para sábado (9).

CAMARADAGEM, de August Strindberg. No teatro do dramaturgo sueco August Strindberg (1849-1912), embates tempestuosos são uma constante. Esse drama encenado pelo grupo Tapa não foge à regra na relação de um casal de jovens pintores que firmam um trato antes de partir da Suécia para Paris. Axel (Tony Giusti) deve enxergar sua mulher, Bertha (Patricia Pichamone), como um amigo e assim ajudá-la a crescer na profissão. A proposta é colocada em xeque no momento em que ambos concorrem para a mesma vaga num salão de pintura. Direção de Eduardo Tolentino de Araújo (145min). 14 anos. Estreou em 2/9/2006. Viga Espaço Cênico (74 lugares). Rua Capote Valente, 1323, Pinheiros, 3801-1843, Metrô Sumaré. Quinta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00 (qui. e sex.) e R$ 30,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: 14h/20h (ter. a sex.); a partir das 19h (sáb.) e das 17h (dom.). Até 29 de outubro.

UM CAMINHO PARA DOIS, de Flávio Marinho. A comédia romântica acompanha os 26 anos de um casamento, entre 1979 e 2005, além das mudanças que o tempo provocou em cada um. Cardoso (Raul Gazzola), ex-hippie de esquerda, tornou-se um famoso cirurgião plástico que veste ternos de grife e sonha comprar uma Ferrari. Tati (Luciana Braga), que nos anos 70 só queria saber de baladas, virou jornalista de renome e defensora ferrenha do governo Lula. Direção do autor (90min). 12 anos. Teatro Augusta (328 lugares). Rua Augusta, 943, Consolação, 3151-4141. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 40,00 (sex. e dom.) e R$ 50,00 (sáb.). Bilheteria: 15h/20h (qua. e qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). Estac. c/manobr. (R$ 5,00). Até 29 de outubro. A estréia estava prometida para sábado (9).

CARRO DE PAULISTA, de Alessandro Marson e Mário Viana. Comédia. A divertida trama mostra as enrascadas em que se envolvem quatro rapazes da Zona Leste decididos a cruzar a cidade a fim de paquerar as "minas bacanas" dos Jardins. Em um carro velho e com alguns trocados no bolso, a turma acaba envolvida em uma série de confusões noturnas, da Radial Leste à Rua Augusta. Despretensiosa, a montagem reúne cinco jovens atores que, com desenvoltura, destilam gírias típicas da periferia paulistana bem empregadas pela dupla de autores. A platéia, especialmente a ala juvenil, rola de rir. Com Aline Abovsky, Edgard Jordão, Carlos Baldim, Fabio Neppo e Davi Campos. Direção de Jairo Mattos (60min). 12 anos. Estreou em 26/4/2003. Teatro Cultura Inglesa Pinheiros (194 lugares). Rua Deputado Lacerda Franco, 333, Pinheiros, 3814-0100. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. Às sextas-feiras, todos pagam meia. Estac. (R$ 5,00). Até 15 de outubro.

100 SHAKESPEARE, de Beto Andretta. Comédia. Hábil na manipulação de bonecos, a Cia. Pia Fraus usa trinta deles para reproduzir clássicas e bem-humoradas cenas da obra de William Shakespeare. Os trechos foram pinçados de sete peças do dramaturgo inglês: Hamlet, Macbeth, Rei Lear, Romeu e Julieta, Sonhos de uma Noite de Verão, Otelo e Titus Andronicus. Direção de Wanderley Piras (60min). 14 anos. Estreou em 3/8/2006. Teatro Popular do Sesi de Vila Leopoldina (90 lugares). Rua Carlos Weber, 835, Vila Leopoldina, 3832-1066. Quinta a sábado, 20h; domingo, 18h. Grátis. Ingressos distribuídos uma hora antes. Até dia 24.

OS 120 DIAS DE SODOMA, adaptação de Rodolfo García Vazquez. Drama. A companhia Os Satyros dá seqüência à sua trilogia sobre a obra do Marquês de Sade (1740-1814), iniciada com A Filosofia na Alcova. Clássico da literatura mundial, Os 120 Dias de Sodoma foi escrito pelo nobre na prisão da Bastilha, onde passou boa parte de sua vida. Narra a história de libertinos da alta sociedade francesa que se propõem a organizar uma orgia. Levada ao palco, a empreitada ganha paralelo com a situação política do país a partir de quatro personagens: o Presidente de Curval, a maior autoridade do Supremo Tribunal, a Federal e cuja fortuna foi acumulada graças a sentenças favoráveis a criminosos; o Ministro Durcet, mestre na arte da corrupção; o inescrupuloso empresário Duque de Blangis, herdeiro de uma colossal riqueza; e seu irmão, o Bispo de Blangis, que graças à defesa da moral e dos bons costumes conseguiu um assento na Assembléia Nacional. Direção do adaptador (120min). 18 anos. Estreou em 5/5/2006. Espaço dos Satyros Dois (70 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 214, Consolação, 3258-6345, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h30. R$ 35,00. Estac. (R$ 5,00). Até 17 de dezembro.

CLEIDE ELO E AS PERAS, de Gero Camilo. Comédia dramática. Com uma divertida e impressionante expressão corporal que tira proveito de seu tipo miúdo, Gero Camilo encena três textos extraídos de seu livro Macaúba da Terra. Todos versam sobre as confusões provocadas pela paixão. Na primeira parte, uma mulher expõe as dores de um amor frustrado. Em seguida, o ator seduz e faz rir como o apaixonado vigia de fábrica Ernesto. Por fim, os personagens de Paula Cohen e Gero Camilo se encontram. Direção de Gustavo Machado (80min). 12 anos. Estreou em 27/7/2006. TBC – Sala Assobradado (280 lugares). Rua Major Diogo, 315, Bela Vista, 3104-5523. Sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. Bilheteria: 14h/18h (qua. a sex.); a partir das 14h (sáb. e dom.). Até 15 de outubro. A reestréia estava prometida para quinta (7).

COMENDO ENTRE AS REFEIÇÕES, de Donald Margulies. Drama. Aracy Balabanian, longe dos palcos paulistanos desde 2000, e Virgínia Cavendish dividem a cena da peça montada seis anos atrás por Beatriz Segall e Rita Elmôr com o título Histórias Roubadas. A trama reúne duas escritoras, a consagrada Ruth Steiner e a novata Lisa Morrison, numa relação de inveja e admiração mútuas. Até a veterana se enraivecer com a discípula, que pretende transformar seus relatos num romance. Direção de Walter Lima Jr. (90min). 12 anos. Estreou em 4/8/2006. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis, 3823-2323. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00 (sex. e dom.) e R$ 50,00 (sáb.). Bilheteria: 15h/21h (ter. a qui.); 13h/21h30 (sex.); 12h/0h (sáb.); 12h/20h (dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ingressos antecipados, 3823-2737. FP. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Até 1º de outubro.

CONTOS EROTICOS DE SENHORITA K, de Fabiana Karfig. Baseado em diversos textos da autora, reunidos em um livro ainda inédito, o drama sobre sexo é apresentado por cinco atores no formato de monólogos. Erotismo e humor mesclam-se nas várias histórias. Com Cristiane Madeira, Dora Bueno e Fabiana Karfig. Direção de André Dias (75min). 18 anos. Estreou em 1º/8/2006. Teatro Fábrica São Paulo – Sala 1 (134 lugares). Rua da Consolação, 1623, Consolação, 3255-5922. Sexta e sábado, 0h. R$ 20,00. Estac. no nº 1611 (R$ 8,00). Até dia 30. A reestréia estava prometida para sexta (8).

EL DIA QUE ME QUIERAS, do venezuelano José Ignácio Cabrujas. O Grupo Folias volta a ocupar seu galpão com a brilhante comédia política. Ambientada na Caracas de 1935, a peça sintetiza uma época de esperanças frustradas. A decadente família Ancízar vê na visita-surpresa de Carlos Gardel a chance de recuperar o glamour de seu passado. Ao mesmo tempo, uma das irmãs Ancízar vive outra utopia. Tem a intenção de vender a casa e, com a parte do dinheiro que lhe cabe, seguir com o noivo comunista para a Rússia. O diretor Marco Antonio Rodrigues acerta no tom crítico exibido pelo elenco. Além de interpretar Gardel muito bem, Dagoberto Feliz montou a trilha sonora executada ao vivo. O trabalho rendeu-lhe o Prêmio Shell 2005 de melhor direção musical (135min, com intervalo). 12 anos. Estreou em 24/2/2005. Galpão do Folias (57 lugares). Rua Ana Cintra, 213, Santa Cecília, 3361-2223, Metrô Santa Cecília. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. Estac. (R$ 5,00). Até dia 24.

AS ENCALHADAS, de Isabel Scisci e Miriam Palma. Comédia. Iara Brasil, Miriam Palma e Romana Flora encarnam, respectivamente, uma psicóloga solteirona, uma socialite recém-divorciada e uma manicure amante de homens casados. Elas abordam, com bom humor, o universo das mulheres sozinhas. Direção de Bibi Ferreira (90min). 12 anos. Estreou em 21/10/2000. Teatro da União Cultural Brasil-Estados Unidos (250 lugares). Rua Coronel Oscar Porto, 208, Paraíso, 2148-2904, Metrô Brigadeiro. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 25,00 (sex. e dom.) e R$ 30,00 (sáb.). Bilheteria: 13h/18h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Até 29 de outubro.

O ESCRIVÃO, adaptação de Marília Toledo. Mais conhecido pelo clássico Moby Dick, o novelista americano Herman Melville (1819-1891) também escreveu Bartleby, o Escrivão, drama de tintas tragicômica e absurda. No caso desta versão do diretor Antonio Abujamra, sempre com seu toque peculiar, cultivou-se apenas um humor por vezes apelativo e sem nuança na história do copista (Miguel Hernandez) de um escritório de Wall Street que sucumbe à completa apatia e se nega a trabalhar. Com Marcelo Galdino, Abrahão Farc e Adriano Stuart (80min). 14 anos. Estreou em 25/8/2006. Teatro Aliança Francesa (230 lugares). Rua General Jardim, 182, Vila Buarque, 3129-5730, Metrô República. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cd.: R e V. Televendas, 3188-4148. Cc.: todos. Estac. (R$ 10,00). Até 29 de outubro.

FAMILIA MUDA-SE, de Odilon Wagner e Tânia Bondezan. A história de uma tentativa de reajuste familiar pauta a comédia que tem o pique do extinto programa de TV Sai de Baixo. No epicentro da trama está o arquiteto e músico frustrado Jacques, interpretado por Odilon Wagner (na foto com Etty Fraser). Ele abandona o clã durante uma crise existencial e volta dois anos depois para encontrar tudo mudado. Sua mulher Fernanda (Tânia Bondezan), por exemplo, namora Edu (Taiguara Nazareth), jovem que conheceu em uma academia de dança de salão. Outras surpresas o aguardam, como a rebelde filha Ana (Paula Weinfeld) e a tia judia (a sempre divertida Etty Fraser) que sofre de mal de Alzheimer. Com Mário Schoemberger e Olívia Araújo. Direção do autor (90min). 12 anos. Estreou em 23/8/2006. Teatro Fecomercio (522 lugares). Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista, 3188-4141. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 50,00 (sex. e dom.) e R$ 60,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cd.: M, R e V. Ingressos também por telefone. Estac. c/manobr. (R$ 12,00).

O FANTASMA DA ÓPERA, de Andrew Lloyd Webber. Musical de carreira surpreendente, inspirado no romance homônimo do francês Gaston Leroux, que estreou em 1986 em Londres. Orçada em 10 milhões de dólares e encenada em português (as letras foram vertidas por Claudio Botelho), a montagem paulistana repete a fórmula de sucesso vista mundo afora. Estão lá os cenários suntuosos, os figurinos irretocáveis, os efeitos de tirar o fôlego – o lustre de 450 quilos despenca do alto do teatro para o meio do palco em poucos segundos – e a trama melodramática defendida por 37 atores-cantores. Em excelente performance, Saulo Vasconcelos vive o atormentado e deformado gênio da música que ocupa o subterrâneo da Ópera de Paris no fim do século XIX e ensina, secretamente, canto à corista Christine (Sara Sarres e Kiara Sasso alternam-se no papel). Apaixonado por ela, o Fantasma exige que a jovem ocupe o lugar da temperamental diva Carlotta (Edna D'Oliveira, em algumas sessões substituída por Solange Siquerolli). Contrariado pelos diretores e, principalmente, com o romance entre Christine e seu amigo de infância Raul (Nando Prado), o protagonista torna-se ainda mais ameaçador. Ao vivo, Miguel Briamonte conduz a orquestra de dezenove músicos. Direção geral de Arthur Masella (150min, com intervalo). 7 anos. Estreou em 21/4/2005. Teatro Abril (1.527 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista, 6846-6060. Quarta a sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 16h e 20h. R$ 65,00 a R$ 180,00 (qua. a sex.) e R$ 75,00 a R$ 200,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: 12h/20h (seg. e ter.); a partir das 12h (qua. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. Fnac, FP, TM. www.teatroabril.com.br.

A FEDRA, de Beatriz Carolina Gonçalves. Selma Pellizon estrela o monólogo livremente inspirado na tragédia Hipólito, do grego Eurípedes. Ela interpreta uma mulher de meia-idade que, durante um interrogatório, revela as mazelas de seu casamento e a delicada relação com o enteado. Direção de Suzana Aragão (45min). 12 anos. Espaço dos Satyros Dois (60 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 124, Consolação, 3258-6345, Metrô República. Quinta, 21h. R$ 20,00. Estac. (R$ 5,00). Até 30 de novembro. A estréia estava prometida para quinta (7).

FRATRIA AMADA BRASIL – PEQUENO COMPENDIO DE LENDAS URBANAS, de Claudia Schapira. Musical livremente adaptado do épico grego Odisséia, de Homero. Zé Ninguém, o personagem central da trama, conduz os espectadores por uma viagem pelo universo mítico das ruas, em busca das raízes do povo brasileiro. Com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Direção da autora (120min). 12 anos. Núcleo Bartolomeu de Depoimentos (40 pessoas). Rua Augusto de Miranda, 786, Pompéia, 3803-9396. Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 18,00. Até 17 de dezembro. A estréia estava prometida para quinta (7).

GENTE QUE FAZ..., de Mara Carvalho. Os personagens dessa comédia baseada em fatos reais e fictícios usam discursos políticos e praticam falcatruas para traçar um panorama bem-humorado sobre a corrupção. Com Bruno Fagundes, Amanda Pelegrini e Eduardo Moreno. Direção da autora (100min). 12 anos. Estreou em 20/7/2006. Teatro Augusta (328 lugares). Rua Augusta, 943, Consolação, 3151-4141. Terça, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 15h (ter.); 15h/20h (qua. a dom.). Estac. c/manobr. (R$ 5,00).

UM HOMEM CHAMADO LEE, de Fábio Mendes e Rodrigo Pitta. Musical. Aos 58 anos, a roqueira Rita Lee tem créditos suficientes para merecer diversas formas de homenagem. Ainda que o princípio seja de deboche, a cantora Preta Gil fica devendo uma atuação à altura de sua admiração pela ex-mutante. Com performance vocal exagerada e na companhia de uma banda estridente, ela surge no papel de um travesti obcecado pela diva do rock a ponto de seqüestrá-la. Entre interpretações de Esse Tal de Roque Enrow e Lança Perfume, um por vezes espirituoso texto cômico amarra a história. Direção de Rodrigo Pitta (90min). 14 anos. Estreou em 22/8/2006. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis, 3823-2323. Terça, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 15h/21h (ter. a qui.); 13h/21h30 (sex.); 12h/0h (sáb.); 12h/20h (dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ingressos antecipados, 3823-2737. FP. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Até dia 26.

HYGIENE, do Grupo XIX de Teatro. O drama encenado ao ar livre recria os sonhos e desencantos de imigrantes europeus amontoados em cortiços paulistanos no século XIX. Seis atores interpretam lavadeiras, operários e prostitutas de uma moradia coletiva. Sem ter para onde ir, eles temem mais a vigilância sanitária, e sua constante ameaça de desativar o cortiço, que a polícia. Ora em pé, ora sentado em bancos de madeira, o público se envolve com trajetórias como a da doce Carmela (Sara Antunes), que deseja uma casa de muitos cômodos, e a do comerciante Giuseppe (Ronaldo Serruya), capaz de forjar um retrato de casamento para fazer felizes os pais, na Itália. A peça itinerante serve de passaporte para um agradável passeio à vila de operários Maria Zélia – fundada em 1917 e tombada pelo Patrimônio Histórico em 1992. Direção de Luiz Fernando Marques (95min). 16 anos. Estreou em 12/3/2005. Vila Maria Zélia (70 pessoas). Rua dos Prazeres, 362 (esquina com a Rua Cachoeira), Belenzinho. Informações e reservas, 8283-6269. Domingo, 16h. R$ 10,00. www.grupoxixdeteatro.ato.br. Até 1º de outubro.

HYSTERIA, de Luiz Fernando Marques. Drama. As atrizes Evelyn Klein, Gisela Millás, Janaina Leite, Juliana Sanches e Sara Antunes interpretam internas de um hospício no século XIX. Tidas como loucas por não corresponderem aos anseios de uma sociedade machista e autoritária, elas revelam à platéia suas inquietações, angústias e desejos. São 100 espectadores por sessão – cinqüenta homens e cinqüenta mulheres, acomodados separadamente. Enquanto o primeiro grupo observa, o segundo é delicadamente convidado a interagir. O texto, o figurino e a concepção do diretor Luiz Fernando Marques são emocionantes e de uma simplicidade surpreendente. Com o Grupo XIX de Teatro (65min). 14 anos. Estreou em 20/4/2002. Vila Maria Zélia (100 lugares). Rua dos Prazeres, 362 (esquina com a Rua Cachoeira), Belenzinho. Informações e reservas, 8283-6269. Sábado, 16h. R$ 10,00. www.grupoxixdeteatro.ato.br. Até dia 30.

INTIMIDADE INDECENTE, de Leilah Assumpção. Otávio Augusto e Lucinha Lins protagonizam a comédia, sucesso que estreou em 2001 com Irene Ravache e Marcos Caruso. A dupla vive um casal cinqüentão que decide se separar. Eternamente cúmplices, os dois se reencontram em outras situações e despertam discussões sobre sexo, traição, companheirismo e preconceito. Direção de Regina Galdino (90min). 12 anos. Estreou em 1º/9/2006. Teatro Gazeta (716 lugares). Avenida Paulista, 900, 3253-4102, Metrô Trianon-Masp. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Até 29 de outubro.

O INVISIVEL, de Samir Yazbek. Um homem que se diz invisível aproxima-se de um jovem em um parque com a justificativa de que o rapaz é o único a poder vê-lo. Deposita no encontro uma oportunidade de contato com familiares e amigos, sobretudo com seu filho único, que passou a ignorá-lo. No drama contemporâneo, os dois personagens embarcam em uma reflexão sobre o individualismo e a indiferença. Hélio Cícero – que protagonizou com sucesso outra peça do dramaturgo, O Fingidor – contracena com Daniel Warren. Direção de Maucir Campanholi (60min). 12 anos. Estreou em 2/9/2006. Teatro do Sesc Santana (349 lugares). Avenida Luís Dumont Villares, 579, Jardim São Paulo, 6971-8700. Sábado e domingo, 21h. R$ 15,00. Cc.: M e V. Cd.: R. Bilheteria: 13h/21h (ter. a sex.); a partir das 10h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Estac. (R$ 7,00 a primeira hora). Até dia 30.

LEONCE E LENA, de Georg Büchner. Comédia romântica. As montagens do diretor mineiro Gabriel Villela têm marca própria dentro da dramaturgia brasileira. De Shakespeare a Chico Buarque, não importa, os autores que ele encena ganham um inconfundível – e coerente – toque circense. É o caso da adaptação da peça do alemão Georg Büchner (1813-1837). Numa arena revestida de papelão pelo cenógrafo J.C. Serroni, o público acompanha o encontro romântico dos príncipes Leonce (Luiz Päetow) e Lena (Ana Carolina Godoy), em fuga de seus reinos. Cobertos por máscaras e um figurino extravagante, os onze atores do elenco desfiam humor e sátira política, até mesmo da atualidade brasileira (90min). 14 anos. Estreou em 4/8/2006. Sesc Avenida Paulista – Espaço 10º Andar (100 lugares). Avenida Paulista, 119, 3179-3700, Metrô Brigadeiro. Quinta, 17h; sexta a domingo, 20h. R$ 15,00 (qui.) e R$ 20,00 (sex. a dom.). Bilheteria: 9h/22h (ter. a sex.); a partir das 10h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até dia 24.

LOUISE BOURGEOIS: FAÇO, DESFAÇO, REFAÇO, de Louise Bourgeois. Drama. Irrequieta na arte, metódica no cotidiano, a escultora francesa Louise Bourgeois, de 94 anos, abriu sua casa em Nova York para a atriz Denise Stoklos. A íntima convivência, em 2000, resultou num texto sobre a trajetória da anfitriã, que ainda presenteou a convidada com uma grande gaiola, um espelho e uma escada. As peças compõem o cenário do espetáculo-solo em homenagem à artista. Denise dá corpo e voz às lembranças essenciais da criadora e a sua difícil relação com os pais, universo esse refletido em obras como as gigantescas aranhas – uma delas presente no Parque do Ibirapuera (70min). 14 anos. Estreou em 6/5/2005. Instituto Cultural Capobianco (100 lugares). Rua Álvaro de Carvalho, 97, centro, 3237-1187. Sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 40,00. Até 1º de outubro.

MAKSOUD PLAZA 25 ANOS – UMA CRONICA MUSICAL, de Henry Maksoud. O musical apresenta um retrato nostálgico do hotel Maksoud Plaza e sua importância na cena dos anos 80, quando o legendário 150 Night Club recebia astros e estrelas internacionais, sobretudo do jazz. Na companhia de quatro músicos, os atores-cantores Érika Rodrigues e Ubiracy Brasil conduzem a narrativa alternando-se a imagens projetadas em dois telões. O rico material gravado, cuidadosamente selecionado pelo próprio Henry Maksoud, fundador e dono do hotel, é o ponto alto. Há performances memoráveis de Alberta Hunter, Steve Ross, Armando Manzanero, Bobby Short, Frank Sinatra, Elis Regina... Totalmente dispensáveis, as cenas de filmes como Perfume de Mulher, com Al Pacino, servem apenas para prolongar o espetáculo. O texto é arrastado e didático. Direção de Henry Maksoud e Bibi Ferreira (140min). 14 anos. Estreou em 30/6/2006. Teatro Maksoud Plaza (420 lugares). Alameda Campinas, 150, Bela Vista, 3145-8000. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 60,00. Bilheteria: 12h/20h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex. a dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Até dia 24.

MAQUINA ZARATUSTRA, adaptação de Maura Baiocchi e Wolfgang Pannek para textos de Nietzsche. Drama. O universo de um dos nomes mais influentes da era moderna é o ponto de partida da peça. Friedrich Nietzsche (1844-1900) entrou para a história da filosofia por decretar a morte de Deus e outras ousadias reunidas em obras fundamentais como Assim Falou Zaratustra. No formato de teatro-dança, o espetáculo busca inspiração em personagens de referência do filósofo alemão e de outros pensadores. A montagem, longa demais, resulta irregular com quadros de explanação, interpretação e dança inspirada no butô – esta a especialidade da companhia que resulta nos momentos mais interessantes. Com o grupo Taanteatro. Direção dos adaptadores (150min). 14 anos. Estreou em 11/8/2006. Teatro João Caetano (438 lugares). Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino, 5549-1744. Sábado e domingo, 20h. R$ 10,00. Até 29 de outubro.

UM MARIDO IDEAL, de Oscar Wilde. Miguel Falabella traduziu a comédia escrita no fim do século XIX pelo irlandês Oscar Wilde. Herson Capri e Silvia Pfeifer interpretam Robert e Gertrude Chiltern, par central da espirituosa trama. Aparentemente perfeita, a união do casal balança quando a aventureira Laura aparece com uma carta que compromete o passado de Robert. Cabe então ao solteirão Arthur salvar o casamento. Jacqueline Laurence, Larissa Bracher, Lafayete Galvão, Vanessa Gerbelli e Edwin Luisi completam o elenco. Direção de Victor Garcia Peralta (90min). 12 anos. Estreou em 14/7/2006. Teatro Procópio Ferreira (671 lugares). Rua Augusta, 2823, Jardim Paulista, 3083-4475. Sexta e sábado, 21h30; domingo, 19h. R$ 30,00 e R$ 40,00 (sex. e dom.) e R$ 40,00 e R$ 50,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/19h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. FP, IR. Até 1º de outubro.

O MARIDO VAI À CAÇA, de Georges Feydeau. Longe dos palcos desde 2000, quando passou a integrar mesas-redondas sobre futebol, Cacá Rosset volta como protagonista e diretor da comédia. Na trama cheia de qüiproquós, Chandel conta para a mulher que vai caçar com o amigo Cassagne. Quando este aparece em sua casa, Leontina percebe que foi enganada. Como vingança, ela decide ceder às investidas amorosas de Moricet. Outras confusões alimentam a engenhosa narrativa levada pelo grupo Ornitorrinco. Cenário, figurino, iluminação e elenco são eficientes, mas a montagem peca pela falta de ritmo, tão essencial para o sucesso do vaudeville escrito por Feydeau em 1892 (110min). 12 anos. Estreou em 2/6/2006. Tuca (672 lugares). Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, 3188-8455. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00 (sex. e dom.) e R$ 40,00 (sáb.). Bilheteria: 15h/20h (qua. e qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). Televendas, 3188-4156. Estac. no nº 840 (R$ 7,00). Até 1º de outubro.

A MEMORIA DAS COISAS, de Luis Alberto de Abreu. Drama. O novo trabalho da Fraternal Cia. de Artes e Malas-Artes em nada lembra suas bem-sucedidas comédias populares. Conhecido personagem da trupe, Bocarrão funciona aqui como um mestre-de-cerimônias responsável por elucidar ao público o processo de construção da peça. Ele também organiza a memória do protagonista – um homem que, diante de um portal de pedra situado na Avenida Tiradentes, se recorda de personagens do passado. O mote não rende um espetáculo envolvente, mas vale conferir as ótimas atuações de um grupo maduro o suficiente para arriscar-se em busca de uma nova forma de fazer teatro. Direção de Ednaldo Freire (100min). 14 anos. Estreou em 13/5/2006. Teatro Fábrica São Paulo – Subsolo (100 lugares). Rua da Consolação, 1623, Consolação, 3255-5922. Sábado, 19h; domingo, 18h. R$ 20,00. Estac. no nº 1611 (R$ 8,00). Até 1º de outubro.

A MENTIRA, adaptação de Mário Costa livremente inspirada no romance homônimo de Nelson Rodrigues. O empenho do grupo Artéria Teatral na montagem desta tragicomédia é evidente e compensa um certo descompasso entre o elenco. Sempre irreverente, o universo rodrigueano está garantido na trama que envolve o patriarca Maciel, sua obsessão pela caçula Lúcia e o desprezo pela mulher e as demais filhas. A confusão familiar dá-se quando a menina aparece grávida. Direção de Mário Costa (70min). 14 anos. Estreou em 11/8/2006. Teatro do Centro da Terra (100 lugares). Rua Piracuama, 19, Sumaré, 3675-1595. Sexta, 21h. R$ 20,00. Até 27 de outubro.

AS MENTIRAS QUE OS HOMENS CONTAM, adaptação de Marcelo Rubens Paiva para crônicas de Luis Fernando Verissimo. Comédia. Vaidade, futebol, traição e mulheres são alguns dos temas recorrentes da montagem relacionada ao universo masculino. Com Victor Wagner, Sérgio Lelys, Bruno Sciuto, lyliá Virna, Carla Pagani e Richard Vieira. Direção de Darson Ribeiro (100min). 14 anos. Estreou em 1º/7/2004. Teatro Paulo Eiró (600 lugares). Avenida Adolfo Pinheiro, 765, Santo Amaro, 5546-0449. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 10,00. Até 1º de outubro. A reestréia estava prometida para sábado (9).

MISTICISMO, criação coletiva. Comédia. Radicada em Brasília, a Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo elege o universo místico como novo alvo de seu humor escrachado. Seres extraterrestres, milagres, astrologia e fenômenos paranormais estão entre os temas abordados no espetáculo. Direção do grupo (75min). 14 anos. Estreou em 5/7/2006. Teatro Procópio Ferreira (671 lugares). Rua Augusta, 2823, Jardim Paulista, 3083-4475. Quarta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/19h (ter., qui. a dom.); a partir das 14h (qua). Cc.: M e V. Cd.: R e V. FP, IR. Até 25 de outubro. Excepcionalmente nesta semana, o espetáculo será apresentado na terça (12), às 21h.

NÃO SOU FELIZ, MAS TENHO MARIDO, adaptação de Maria da Luz, Zezé Polessa e Victor Garcia Peralta para o livro homônimo escrito pela argentina Viviana Gómez Thorpe. O tema do cômico monólogo não chega a ser novidade. De uma hora para outra, a protagonista decide revelar todas as frustrações acumuladas em 27 anos de casamento. Seduzem na montagem a interpretação de Zezé Polessa e a ironia do texto. Escritora iniciante, a bem-humorada personagem transforma a entrevista coletiva do lançamento de sua primeira obra em um tratado sobre coisas que considera inimigas de uma relação a dois. Entre elas, sogros, televisão, carro, amigos e mulheres mais jovens. Direção de Victor Garcia Peralta (80min). 12 anos. Estreou em 6/5/2006. Teatro Renaissance (448 lugares). Alameda Santos, 2233, Cerqueira César, 3188-4151, Metrô Consolação. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 60,00. Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). FP. Estac. c/manobr. (R$ 14,00). Até 1º de outubro.

NONADA, de Pedro Pires e Zernesto Pessoa. Novo trabalho da Companhia do Feijão, o drama marca também a inauguração de seu espaço para encenações. A peça mostra um sujeito desmemoriado que tenta descobrir sua origem por meio de encontros com tipos inspirados em personagens da literatura brasileira. Entre eles, Belazarte (Túmulo, Túmulo, Túmulo, de Mário de Andrade), Mocinha e Carla (respectivamente de O Grande Passeio e A Bela e a Fera, de Clarice Lispector). Direção dos autores (90min). 14 anos. Estreou em 7/7/2006. Companhia do Feijão (50 lugares). Rua Doutor Teodoro Baima, 68, Vila Buarque, 3259-9086, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. Até 8 de outubro.

ORFEU DILACERADO, da Cia. Sansacroma. O drama exibe uma releitura para o mito de Orfeu – o jovem semideus que vai ao reino dos mortos resgatar sua amada Eurídice mas, por uma fraqueza, perde-a para sempre no mundo das sombras. Com uma combinação de teatro do absurdo e dança, o grupo conduz a narrativa para uma análise sobre o amor nos dias de hoje. Direção de Gal Martins (60min). 12 anos. Estreou em 5/9/2006. Teatro Fábrica São Paulo – Sala 1 (134 lugares). Rua da Consolação, 1623, Consolação, 3255-5922. Terça, 21h. R$ 20,00. Estac. no nº 1611 (R$ 8,00). Até 31 de outubro.

PALHAÇOS, de Timochenko Wehbi. Comédia com ares grotescos. Careta (Dagoberto Feliz), o palhaço da meia-noite e treze, recebe em seu camarim um de seus maiores fãs, Benvindo (Danilo Grangheia). A agradável ocasião acaba enveredando por um bate-papo pesado, com desdobramentos trágicos. Direção de Gabriel Carmona (75min). 14 anos. Estreou em 26/8/2005. Teatro Denoy de Oliveira (100 lugares). Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista, 3289-7475. Sexta e sábado, 0h13. R$ 20,00. Até dia 23.

O PEDIDO DE CASAMENTO, de Anton Tchecov. Um dos críticos mais virulentos das convenções sociais de sua época, o russo Anton Tchecov (1860-1904) trafegou no teatro entre o drama trágico e a comédia. Escrita em 1888, a peça se desenrola no cenário típico do autor, ou seja, a Rússia rural. Duas famílias vizinhas, os Lómov e os Tchubúkov, convivem com suas afinidades. Mas também põem à mesa suas diferenças. O ator Fulvio Filho e o diretor Leo Stefanini são filhos de Fulvio Stefanini. Com Renato Baragão e Rosi Carrasco (45min). 14 anos. Estreou em 8/6/2006. Teatro Bibi Ferreira (387 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 931, Bela Vista, 3105-3129. Terça, 21h30. R$ 30,00. Bilheteria: 14h30/19h (ter. a qui.); a partir das 14h30 (sex. a dom.). FP.

A PEDRA DO REINO, adaptação de Antunes Filho para textos de Ariano Suassuna. Comédia dramática. Antunes Filho dirige vinte atores selecionados que substituem os medalhões do seu Centro de Pesquisa Teatral, o CPT, em uma das mais ambiciosas montagens de sua carreira. A peça refaz a trajetória de Quaderna, o herói burlesco de dois livros do paraibano Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d'O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana (1976). No palco, Quaderna (o desenvolto Lee Thalor), sertanejo que se diz descendente de verdadeiros reis brasileiros, narra as façanhas subversivas que o levaram a ser capturado pela polícia política do Estado Novo. Em clima de contemplação, o público aprecia a simplicidade e a beleza das cavalhadas, dos brincantes e dos reisados, entre outras manifestações folclóricas (90min). 14 anos. Estreou em 21/7/2006. Teatro Sesc Anchieta (320 lugares). Rua Doutor Vila Nova, 245, Consolação, 3234-3000. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 12h30/21h (seg. a sex.); 9h/21h (sáb.); 14h/19h (dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc.

PEDRAS NOS BOLSOS, de Marie Jones. Comédia. Uma pequena cidade irlandesa tem sua rotina modificada por uma superprodução de Hollywood. Fartos do cotidiano e em busca do estrelato, dois moradores decidem ser figurantes, mas esbarram em surpresas desagradáveis, como o diretor histérico e a estrela sedutora e interesseira. Esses são apenas alguns dos quinze personagens interpretados com empenho e afinação pelos atores Marco Antônio Pâmio e Rubens Caribé. Neste formato econômico escrito pela irlandesa Marie Jones, bastam gestos, vozes diferentes ou sutis mudanças de figurino para os intérpretes criarem tipos folclóricos como o velho tio de Charlie. Numa alusão brincalhona, ele se diz o último figurante vivo de Depois do Vendaval, o drama clássico irlandês filmado por John Ford em 1952. Direção de Domingos Nunez (90min). 14 anos. Estreou em 12/8/2006. Teatro Crowne Plaza (153 lugares). Rua Frei Caneca, 1360, Cerqueira César, 3289-0985, Metrô Consolação. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: 16h/21h (ter. a sáb.); 16h/20h (dom.). FP. Estac. c/manobr. (R$ 8,00). Até 1º de outubro.

PENTE FINO, de Christopher Welzenbach. Drama. O maior chamariz está no inusitado espaço onde a peça é encenada: um banheiro de verdade. A escolha do ambiente, que obriga alguns dos espectadores a ficar em pé por mais de meia hora, consta no original escrito por um americano sobre os costumeiros cortes nas grandes empresas. Cinco executivos deflagram uma discussão no sanitário ao saber que as falcatruas nas quais estão envolvidos podem ser descobertas a qualquer momento. O texto pouco criativo e o uso desnecessário de chavões do universo masculino resulta numa montagem apenas curiosa. Com a Cia. Bravos Atores. Direção de Roberto Lage (40min). 12 anos. Sanitário Masculino do Teatro Renaissance (30 lugares). Alameda Santos, 2233, Cerqueira César, 3188-4151, Metrô Consolação. Sexta, 21h45; sábado, 21h15; domingo, 18h15. R$ 40,00. Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). FP. Estac. c/manobr. (R$ 14,00). Até dia 30.

POR TRAS DO CÉU, de Caio Tedeschi. Drama. Aparecida, mulher simples do interior casada com Edivaldo, sonha em conhecer outros lugares. Suas esperanças são alimentadas por histórias contadas por Micuim, amigo viajante do casal. A chegada da prostituta Valquíria, no entanto, traz uma visão menos idealista à dona-de-casa. Com a Cia. Sinceramente Cínicos. Direção do autor (100min). 14 anos. Estreou em 12/4/2006. Teatro do Centro da Terra (100 lugares). Rua Piracuama, 19, Sumaré, 3675-1595. Quarta, 21h. R$ 20,00. Até 25 de outubro.

PRET-À-PORTER 8, criação coletiva dos alunos do Centro de Pesquisa Teatral (CPT). Drama. Além da montagem anterior, que segue em cartaz, os alunos de Antunes Filho encenam a oitava edição do projeto. Vão ao palco três curtos episódios, destinados a aprimorar e exibir o método de criação do grupo. Pedro Abhull e Marcelo Szpektor protagonizam Velejando na Beirada. Na seqüência, Marília Simões e Aline Filocomo levam Exiladas. Szpektor volta ao lado de Emerson Danesi para encenar Ponto sem Retorno (80min). 14 anos. Estreou em 6/4/2006. Sesc Consolação – Sala CPT (70 lugares). Rua Doutor Vila Nova, 245, 7º andar, Consolação, 3234-3000. Sábado, 18h30. R$ 10,00. Bilheteria: 14h/21h (seg. a sex.); a partir das 16h (sáb.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. FP. Até 16 de dezembro.

QUANDO NIETZSCHE CHOROU, adaptação de Ulisses Cohn e Nelson Baskerville. Drama. O fictício encontro do filósofo alemão Friedrich Nietzsche com o médico austríaco Josef Breuer transformou em best-seller o romance homônimo do psiquiatra americano Irvin Yalom. A história também funciona no palco. Na Viena do século XIX, um Nietzsche deprimido, à beira do suicídio, procura a ajuda do doutor Breuer, mentor de Freud e atormentado por uma crise existencial. A projeção de imagens é um dos poucos recursos cênicos utilizados. Dirigida por Cohn, a montagem clean tem como alicerces a excelente atuação dos atores e um embate acalorado – embora longe de fundir a cuca – entre a filosofia e a psicanálise. Com Nelson Barskerville e Cassio Scapin (120min). 14 anos. Estreou em 6/4/2006. Teatro Imprensa (509 lugares). Rua Jaceguai, 400, Bela Vista, 3241-4203. Quinta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 50,00 (qui. e sex.) e R$ 60,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: 14h/19h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. FP, TM.

QUERIDO PAI, adaptação coletiva para livro de Franz Kafka. Drama. O livro do checo Franz Kafka (1883-1924) Cartas ao Pai é literalmente uma longa missiva do escritor a seu pai, Herrmann Kafka. Nela, o autor faz um relato de sua vida, da educação recebida e do relacionamento com os familiares. A peça toma como ponto de partida esse desabafo para ampliá-lo às relações humanas, políticas e sociais. Com o grupo Arquipélago. Direção de Antônio Januzelli (80min). 14 anos. Estreou em 15/8/ 2006. Viga Espaço Cênico (74 lugares). Rua Capote Valente, 1323, Pinheiros, 3801-1843, Metrô Sumaré. Terça e quarta, 21h. R$ 20,00. Até 11 de outubro.

RETRATOS & CANÇÕES, de Renato Andrade. Na medida para quem tem 20 ou 30 anos, a comédia reúne trechos e elementos de mais de 200 canções dos anos 60, 70 e sobretudo 80. Na trama, Marvin ama Carol, apaixonada por Tadeu, seduzido por Diana. Os desencontros amorosos são marcados por frases que ficaram famosas na voz de Wando, Fábio Jr., Sandra de Sá e outros. Com Gabriela Lois, Marlene Prado, Gerson Almoster, Ivo Müller e Márcio Cardoso. Direção do autor (60min). 10 anos. Estreou em 21/6/2005. Teatro Crowne Plaza (153 lugares). Rua Frei Caneca, 1360, Cerqueira César, 3289-0985, Metrô Consolação. Sexta, 0h. R$ 20,00. Bilheteria: 16h/21h (ter. a qui. e sáb.); a partir das 16h (sex); 16h/20h (dom.). FP. Estac. c/manobr. (R$ 8,00). Até dia 29. A reestréia estava prometida para sexta (8).

RICARDO III, de William Shakespeare. Drama. Jô Soares é o responsável pela ótima adaptação da montagem em cartaz na Faap. Reduziu de 48 para 22 o número de personagens, inseriu falas, cortou outras e primou pela simplicidade das palavras – tudo isso sem roubar a essência do texto. Solução inteligente, um prólogo protagonizado por Glória Menezes insere a platéia no contexto histórico da trama. Apesar de exagerar nos trejeitos para expressar a deformidade física do protagonista, Marco Ricca ganha a platéia com falas pontuadas de ironia. Outro acerto de Jô, também diretor da peça, foi trocar o costumeiro luxo de grandes produções pela elegância presente no cenário de alumínio e nos figurinos de inspiração gótica. Com Ary França, Denise Fraga e outros onze atores (120min). 12 anos. Estreou em 28/5/2006. Teatro Faap (408 lugares). Rua Alagoas, 903, Pacaembu, 3662-7233. Quinta e sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 50,00 (qui. e sex.) e R$ 60,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: 14h/20h (qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. FP. Até 29 de outubro.

RICARDO III, de William Shakespeare. Drama histórico escrito em 1591. A narrativa situa-se no século XV, depois da Guerra das Rosas, que opôs os clãs York e Lancaster na disputa pelo trono inglês. Com a morte do irmão, o rei Eduardo IV, o então duque de Gloucester inicia a sórdida ascensão ao poder. Sua vilania desmedida pela conquista da coroa inclui o assassinato de todos os adversários, inclusive os sobrinhos que o antecediam na sucessão. Além da boa adaptação, com diálogos fluentes e linguagem mais erudita, Celso Frateschi assume o papel-título. Seu Ricardo III é um guerreiro frio, desumano e, ainda assim, sedutor. A deformidade física do personagem brota do impecável gestual do ator. Outros doze atores, entre eles Renata Zhaneta, Ricardo Homuth e André Frateschi, o acompanham na eficiente montagem dirigida por Roberto Lage (170min, com intervalo). 14 anos. Estreou em 18/5/2006. Ágora Teatro (90 lugares). Rua Rui Barbosa, 672, Bela Vista, 3284-0290. Quinta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00. Bilheteria: a partir das 14h (qui. a dom.). Até 29 de outubro.

RISADAS GRAVADAS, de Alejandro Robino. Tragicomédia. Novo nome da dramaturgia argentina, Robino trata da eternamente reaberta ferida da ditadura militar em seu país com tom satírico e por vezes absurdo. Entre os bons achados estão os codinomes que se referem a comediantes clássicos americanos. Com a justificativa de sofrer de excesso de prazer, Betina Mata (Patrícia Leonardelli) procura o psiquiatra Menéndez (Júlio César Dória). Uma mera consulta se transforma em um embate de complexos que envolvem fatos do passado político relacionando paciente e psiquiatra. Com Vicente Concílio. Direção de Alberto Guzik (70min). 14 anos. Estreou em 5/8/2006. Espaço dos Satyros Um (70 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 214, Consolação, 3258-6345, Metrô República. Sábado, 19h; domingo, 18h30. R$ 15,00. FP. Estac. (R$ 5,00).

SUA EXCELENCIA, O CANDIDATO, de Jandira Martini e Marcos Caruso. Na estréia da comédia, em 1985, o próprio Caruso interpretou o político corrupto Orlando, numa trama de falcatruas que renderia quatro anos consecutivos de sucesso e outra montagem em 1996, com Fulvio Stefanini. Agora, o galã Reynaldo Gianecchini assume o papel principal. Jovem candidato prestes a disputar uma eleição, ele tem um caso com a mulher (Lara Cordola) de seu padrinho político (Paulo Coronato). Mas é a chegada de uma mãe solteira (Tânia Castello), às voltas com a questão da paternidade do filho, que vai alterar os planos de todos. Direção de Alexandre Reinecke (100min). 12 anos. Estreou em 1º/9/2006. Teatro Vivo (278 lugares). Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860, Brooklin, 5105-1520. Sexta, 21h30; sábado, 19h e 22h; domingo, 18h. R$ 60,00. Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Televendas, 3188-4141. FP. Cc.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 13,00). Até 29 de outubro.

TIMÃO DE ATENAS, de William Shakespeare. A tragédia de 1608 está entre as menos conhecidas obras do dramaturgo inglês. Nesta versão, a história do mecenas Timão ganhou uma pitada cômica e uma atuação irreverente de Renato Borghi. Aos 69 anos, o ator seduz na pele de um personagem tragicômico que, na Grécia antiga, esbanja sua fortuna até liquidá-la. Abandonado pelos amigos e endividado, ele decide se esconder da humanidade. Grandiosa, a montagem conta com quatro músicos e mais quinze atores, entre eles Maurício Paroni de Castro, ótimo no papel do rabugento filósofo Apemanto. Direção de Élcio Nogueira Seixas (140min, com intervalo). 14 anos. Estreou em 24/8/2006. Teatro Popular do Sesi (456 lugares). Avenida Paulista, 1313, 3146-7405, Metrô Trianon-Masp. Quinta a sábado, 20h; domingo, 19h. Qui. e dom.: grátis (ingressos distribuídos três horas antes). Sex. e sáb.: R$ 7,00 (estudantes, aposentados, professores da rede pública, pessoas com mais de 60 anos e beneficiários do Sesi) e R$ 15,00. Bilheteria: 12h/20h (ter. a qui. e sáb.); 12h/21h (sex.); 11h/19h (dom.). TM. Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. Até 15 de dezembro.

TRAIR E COÇAR... É SÓ COMEÇAR, de Marcos Caruso. A comédia foi vista por mais de 3 milhões de paulistanos e rendeu um filme homônimo, atualmente em cartaz. Com base na suspeita de adultérios múltiplos, a espevitada empregada Olímpia envolve seus patrões e mais dois casais em muitas confusões. Com Carlos Mariano, César Pezzuoli, Anamaria Dias e Anastácia Custódio. Direção de Attílio Riccó (120min). 10 anos. Estreou em 24/8/1989. Espaço Cultural Santo Agostinho (724 lugares). Rua Apeninos, 118, Liberdade, 3209-4858, Metrô Vergueiro. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: 15h/20h (qua. e qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). FP. Estac. (R$ 10,00). Até 15 de outubro.

TRES PAREDES E MEIA, de Sérgio Pires. Drama. O ator Pedro Vieira assume personagens da dramaturgia do francês Jean Genet (1910-1986), além da figura do próprio escritor e autor teatral. Filho de uma prostituta e criador marginal, Genet passou várias vezes pela prisão e relatou suas experiências em obras como Nossa Senhora das Flores. No espetáculo, ele medita na cadeia sobre sua vida enquanto decide o que vai dizer ao tribunal no dia seguinte. Direção de Emerson Rossini (60min). 14 anos. Estreou em 2/8/2006. Espaço dos Satyros Dois (60 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 124, Consolação, 3258-6345, Metrô República. Quinta, 23h30; sábado, 19h. R$ 20,00. Estac. (R$ 5,00). Até 25 de outubro.

 

PARA OS ADOLESCENTES

O RETRATO DE DORIAN GRAY, adaptação de Marcos Damigo, Débora Dubois e Lavínia Lorezon. Drama. Responsável por boas montagens voltadas para os adolescentes, Débora Dubois não obtém o mesmo êxito ao dirigir a versão teatral do instigante romance escrito por Oscar Wilde (1854-1900). Apesar da interessante trilha – uma mescla de música erudita com Nirvana, Metallica e Björk – e dos adequados cenário e figurinos, o espetáculo perde com as atuações insossas do elenco e com a superficialidade com que é tratado o texto. Marcos Damigo faz o protagonista, um rapaz da alta sociedade londrina que posa para um pintor. Ao ver a obra pronta, Dorian Gray se impressiona e manifesta o desejo de permanecer eternamente jovem. Dito e feito. Enquanto conserva seus traços da juventude, envelhece no retrato. Com Lavínia Lorezon, Sérgio Rufino e Francisco Brêtas mais os músicos Gabriel Levy e Ana Elisa Colomar (80min). 12 anos. Estreou em 22/4/2006. Teatro Popular do Sesi (456 lugares). Avenida Paulista, 1313, 3146-7405, Metrô Trianon-Masp. Quarta, 20h; sábado e domingo, 16h. Grátis. Ingressos distribuídos três horas antes. Até 5 de novembro.

 

ESPECIAL

HUMOR DE QUINTA, de Ângela Dip, Octavio Mendes e Sergio Rabello. Proposta semelhante à dos espetáculos Segundas Intenções e Terça Insana, a comédia adiciona a quinta-feira ao calendário de humor da cidade. Os autores e atores fixos unem-se a convidados diferentes a cada semana em esquetes e monólogos movidos a sátiras. Direção dos autores (80min). 10 anos. Estreou em 17/8/2006. Teatro Procópio Ferreira (671 lugares). Rua Augusta, 2823, Jardim Paulista, 3083-4475. Quinta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/19h (ter., qua. e sex. a dom.); a partir das 14h (qui.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. FP, IR. Até 30 de novembro.

NUNCA SE SABADO... Todo sábado à meia-noite, três trupes encenam uma pequena comédia cada uma e, ao final, o público dá notas. As duas que conquistarem a maior média voltam a se apresentar na semana seguinte. Um convidado faz as vezes de anfitrião e ainda protagoniza uma quarta história, criada por Fabio Torres, Laert Sarrumor, Luiz Henrique Romagnoli, Isser Korik e Mário Viana. No sábado (16), a atriz Virgínia Cavendish desempenha a função. A companhia Comédia ao Cubo ocupa a vaga deixada pela trupe que for eliminada neste sábado (9), quando se revezam no palco os grupos Los Três Amigos, GB e As Olívias. Direção de Isser Korik (60min). 14 anos. Estreou em 27/8/2005. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis, 3823-2323. Sábado, 0h. R$ 30,00. Bilheteria: 15h/21h (ter. a qui.); 13h/21h30 (sex.); a partir das 12h (sáb.); 12h/20h (dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ingressos antecipados, 3823-2737. FP. Estac. (R$ 5,00 por duas horas).

OS SERTÕES – A LUTA, PARTE II, adaptação de José Celso Martinez Corrêa para Os Sertões, de Euclides da Cunha (1866-1909). Aventura. Zé Celso (no papel de Antônio Conselheiro) e outros 59 integrantes do Uzyna Uzona encenam o quinto e derradeiro episódio do projeto. A narrativa acompanha a batalha final da Guerra de Canudos, ocorrida em 1897 e que culminou com o extermínio do povoado tido como foco de resistência à República. O espetáculo repete a fórmula de seus antecessores, mas é de longe o mais bem-acabado da série. Com orçamento de 1,3 milhão de reais, exibe maior cuidado nos figurinos e objetos cênicos, sobretudo no armamento dos soldados. Há setenta réplicas de armas de fogo, das quais se destaca um canhão de meia tonelada. Igualmente eficientes, os recursos multimídia sobrepõem em três telas a ação dos atores e imagens pré-gravadas. As canções, usadas no lugar da narrativa tradicional, surgem ainda mais poéticas, em sintonia com a linguagem onírica e despudorada de Zé Celso. Na próxima semana, a partir do dia 20, a trupe do Oficina desafia o fôlego do espectador com a exibição do projeto completo em seqüência, durante cinco dias (360min, com um intervalo). 12 anos. Estreou em 19/5/2006. Teatro Oficina (350 pessoas). Rua Jaceguai, 520, Bela Vista, 3106-2818. Sexta (15), 20h; sábado (16) e domingo (17), 18h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/19h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.).

 
Muitos estabelecimentos alteram, sem aviso prévio, seus horários, programas e sistema de cartões de crédito e tíquetes. É bom checar antes de sair.

Cotações
– péssimo
– fraco
– regular
– bom
– muito bom
– excelente

Serviços
– vinho em taça
– acesso - deficientes físicos
– área para fumantes
- menu ou atividades para crianças

Cartões de débito (Cd.)
C –
Cheque Eletrônico
M – Maestro
R – Rede Shop
V – Visa Electron

Tíquetes ( T.)
C –
Cheque Cardápio
T – Ticket Restaurante
V – Vale Refeição

Cartões de crédito (Cc.)
A –
American Express
D – Diners
M – Mastercard
V – Visa

Cartões de refeição (Cr.)
S –
Smart VR
SP – Sodexho Pass
T –
Ticket Restaurante Eletrônico
V – Visa Vale

Faixas de preço por pessoa
$ –
até R$ 35,00
$$ – de R$ 36,00 a R$ 50,00
$$$ – de R$ 51,00 a R$ 75,00
$$$$ – acima de R$ 75,00
Refeição com couvert, um prato de custo médio, sobremesa, água mineral e serviço

Serviços de venda de ingressos
FbN –
Fun by Net, fone: 5087-3450. Cc.: todos. www.funbynet.com.br
FP – Fui Passear, fone: 3897-4455. Cc.: todos. www.fuipassear.com.br
IC ­ Ingresso.com. Cc.: todos. www.ingresso.com.br
IR –
Ingresso Rápido, fone: 2163-2000. Cc.: D, M e V.
TM – Ticketmaster, fone: 6846-6000. Cc.: D, M e V. www.ticketmaster.com.br

Pontos-de-venda de ingressos
Fnac –
Avenida Pedroso de Morais, 858, Pinheiros, fone: 3816-6905, e Avenida Paulista, 901, fone: 2123-2020, Metrô Trianon-Masp. Aceita cartão de débito e dinheiro.
ST – Show Tickets (Shopping Iguatemi), fone: 3031-2098 e 3811-9874. Aceita cheque e dinheiro.
TM – Citibank Hall, Fnac e Saraiva Mega Store dos shoppings Center Norte, Eldorado e Morumbi.

 
  Este roteiro também está disponível em:
 Palm*   WAP
* Conteúdo pago.

     
   

 

 
VEJA on-line | Veja São Paulo
copyright © Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados