| Carta ao leitor
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| A modelo Ana Hickman nos retoques finais para a foto
de capa, cujo cenário custa 1,6 milhão de reais. Só o colar
de diamantes Bulgari que ela usa sai por 257 000 reais | Há
muitas maneiras de enxergar o universo de luxo que borbulha com mais e mais força
em São Paulo. Para uns, gastar com produtos carésimos, que concernem
ao domínio dos desejos e não ao das necessidades, é uma maneira
de satisfazer fantasias, uma recompensa pessoal. Para outros, trata-se de projeção
social, um jeito de obter mais ou tornar-se melhor. Geralmente esse mundo de extravagâncias
é carregado de estigmas e preconceitos. Mas a fortuna e o luxo têm
um aspecto positivo raramente lembrado. É quando a riqueza de um produz
oportunidade de trabalho e ganhos para outros. Não estamos falando aqui
dos empregos gerados por empresas. Tratamos das ocupações e dos
salários que os milionários fornecem pessoalmente a dezenas de servidores,
como seguranças e cozinheiros, além daquele número incalculável
de empregos que o conjunto dos milionários mantém. Vendedores em
lojas de arte e antiguidade, roupas caras e veículos de luxo, por exemplo.
Ou garçons e manobristas à porta de restaurantes refinados. São
Paulo tem perto de 30 000 milionários. Nesta edição, tratamos
de produtos só para eles. Nas 220 páginas a seguir, serão
apresentados 260 artigos das maiores grifes de roupas, jóias, automóveis,
beleza, decoração e vinhos. Só ganharam espaço aqui
as marcas com fama internacional. Confira, divirta-se e, se for o caso, compre. |