Índice
A São Paulo fértil
Tatuapé: a pérola do leste
Meu estilo: Sig Bergamin
A Freguesia de 1580
Meu cantinho preferido
Meu estilo: Fernanda Marques
Lofts: um jeito descolado de morar
Apartamentos menores e melhores
Meu estilo: Ruy Ohtake
Moradias classe AAA
Os endereços de ouro
Meu estilo: Débora Aguiar
O charme de viver no centro
Condomínios: redutos de sossego
Vistas de tirar o fôlego
Meu estilo: Gilberto Elkis
Meu estilo: Isabel Duprat
Fábricas de arranha-céus
Enxame de escritórios
À caça de inquilinos
Investir em flats? Já era
Financiamentos: vai comprar uma casa?
Meu estilo: Roberto Migotto
Piscinas: elas refrescam e enfeitam
Meu estilo: Brunete Fraccaroli
Vida de nômade
Terrenos milionários
Ponto de vista: Romeu Chap Chap
   
 

MEU ESTILO

Roberto Migotto


Por Bianca Fincati

Renata Ursaia


Expert na arte de criar um visual contemporâneo sem abrir mão de peças de época, o arquiteto Roberto Migotto gosta de ambientes limpos e integrados. Ele aplicou essa fórmula, por exemplo, no apartamento da apresentadora Adriane Galisteu. Apaixonado por Carnaval, Migotto gosta de relaxar navegando pelos sites das escolas de samba. Já assinou até a decoração de um camarote no Sambódromo de São Paulo. Com muito ziriguidum, é claro.

Qual é o diferencial do seu trabalho?
Na decoração, fiquei conhecido por colocar em contraste o clássico e outros elementos modernos. Esse é o meu diferencial.

O que faz quando um cliente começa a palpitar muito no projeto?
Eu me imponho. O projeto é do cliente, mas de duas uma: ou eu caio fora ou ele não mexe mais. Tem limite para tudo.

Toda decoração tem sua beleza, independentemente do estilo?
Se tiver coerência e equilíbrio, sim. Um projeto precisa ser atemporal, continuar bonito daqui a quarenta anos.

Um pecado em arquitetura...
Excesso.

Acredita em feng shui?
Respeito. Não faço uma casa cuja porta de entrada dê direto para a rua. Também nunca poria uma cama encostada em uma parede hidráulica. Mas acho que, se a pessoa não tiver uma energia boa, não estiver de bem com a vida, não há feng shui, reza nem promessa que resolva.

O mesmo vale para o uso das cores?
Acho que funcionam para projetos específicos como hospitais, restaurantes. Não gosto, por exemplo, de uma sala ou quarto de dormir vermelhos.

Você prefere trabalhar em espaços grandes ou pequenos?
Aprendi na faculdade que é muito mais difícil fazer o pequeno porque tem de dar solução para tudo. Exige muita criatividade. Em compensação, tem de tomar cuidado para não se perder com os espaços grandes.

Acredita que o barato sai caro?
Sim. Sempre digo para os meus clientes que eles devem consultar pelo menos três orçamentos. O mais barato, pode apostar, tem alguma coisa errada. É como a história dos três porquinhos: casa precisa ter solidez, estrutura.

Qual a primeira coisa em que repara quando entra numa casa?
Fico aflito se não tiver integração dos ambientes.

Tem algum hobby?
Gosto de Carnaval, já sei todos os enredos do ano que vem. Fui até convidado para projetar um carro alegórico, mas quero fazer um enredo próprio, relacionado à habitação.

O melhor e o pior em ser arquiteto...
O melhor é poder construir um espaço onde alguém vai viver e contar uma história. O pior é entrar em uma obra quando está na fase da pintura. Sou alérgico a cheiro! Tenho sempre uma máscara no carro.