MEU
ESTILO Roberto Migotto  Por
Bianca Fincati
Renata
Ursaia
 |
Expert
na arte de criar um visual contemporâneo sem abrir mão de peças
de época, o arquiteto Roberto Migotto gosta de ambientes limpos e integrados.
Ele aplicou essa fórmula, por exemplo, no apartamento da apresentadora
Adriane Galisteu. Apaixonado por Carnaval, Migotto gosta de relaxar navegando
pelos sites das escolas de samba. Já assinou até a decoração
de um camarote no Sambódromo de São Paulo. Com muito ziriguidum,
é claro.
Qual é o diferencial do
seu trabalho? Na decoração, fiquei conhecido por colocar
em contraste o clássico e outros elementos modernos. Esse é o meu
diferencial. O que faz quando um cliente começa
a palpitar muito no projeto? Eu me imponho. O projeto é do cliente,
mas de duas uma: ou eu caio fora ou ele não mexe mais. Tem limite para
tudo. Toda decoração tem sua beleza,
independentemente do estilo? Se tiver coerência e equilíbrio,
sim. Um projeto precisa ser atemporal, continuar bonito daqui a quarenta anos.
Um pecado em arquitetura... Excesso. Acredita
em feng shui? Respeito. Não faço uma casa cuja porta de entrada
dê direto para a rua. Também nunca poria uma cama encostada em uma
parede hidráulica. Mas acho que, se a pessoa não tiver uma energia
boa, não estiver de bem com a vida, não há feng shui, reza
nem promessa que resolva. O mesmo vale para o
uso das cores? Acho que funcionam para projetos específicos como
hospitais, restaurantes. Não gosto, por exemplo, de uma sala ou quarto
de dormir vermelhos. Você prefere trabalhar
em espaços grandes ou pequenos? Aprendi na faculdade que é
muito mais difícil fazer o pequeno porque tem de dar solução
para tudo. Exige muita criatividade. Em compensação, tem de tomar
cuidado para não se perder com os espaços grandes. Acredita
que o barato sai caro? Sim. Sempre digo para os meus clientes que eles
devem consultar pelo menos três orçamentos. O mais barato, pode apostar,
tem alguma coisa errada. É como a história dos três porquinhos:
casa precisa ter solidez, estrutura. Qual a primeira
coisa em que repara quando entra numa casa? Fico aflito se não tiver
integração dos ambientes. Tem algum
hobby? Gosto de Carnaval, já sei todos os enredos do ano que vem.
Fui até convidado para projetar um carro alegórico, mas quero fazer
um enredo próprio, relacionado à habitação. O
melhor e o pior em ser arquiteto... O melhor é poder construir um
espaço onde alguém vai viver e contar uma história. O pior
é entrar em uma obra quando está na fase da pintura. Sou alérgico
a cheiro! Tenho sempre uma máscara no carro. |