| | Meu
pequeno grande apartamento Surgem na cidade os edifícios
inteligentes, que combinam área privativa pequena com infra-estrutura
de lazer digna de clubes. E o melhor: com baixas taxas de condomínio  Por
Sandra Soares
Mário
Rodrigues
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| A educadora Daniela Pereira na piscina
do seu prédio: despesas divididas com 131 vizinhos |
Acomodar oito pessoas em
uma mesinha para quatro era um desafio para a analista de comércio exterior
Luciana Giorgio, de 32 anos. Ela, que adora cozinhar para os amigos, não
podia recebê-los em casa por falta de espaço. Luciana chegou a inventar
um sistema de rodízio de convidados, não de comida
para resolver o problema. Mas desde que se mudou para o Edifício Oggi,
na Pompéia, seu drama acabou em pizza. Agora ela consegue reunir platéia
maior em torno do fogão. O prédio possui um espaço gourmet,
salão com cozinha equipada e duas grandes mesas. "Meu apartamento mede
50 metros quadrados e minha cozinha é minúscula", afirma. "Receber
aqui é bem mais confortável." O prédio
de Luciana é um dos inúmeros empreendimentos inteligentes que surgem
na cidade. Foi assim que o mercado batizou os edifícios com apartamentos
pequenos e caprichada infra-estrutura. Neles, a falta de espaço na área
útil é compensada pelos serviços e pelas instalações
da área comum. Seus parentes não cabem todos na sala? Reserve uma
hora para recebê-los no home theater do prédio ou no lounge equipado
com sofás espaçosos e sistema de som. Precisa marcar uma reunião
de negócios em casa? O business center do edifício faz o papel de
seu escritório. Mário
Rodrigues
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| A analista de comércio exterior Luciana:
espaço gourmet para receber os amigos na Pompéia |
"Esse modelo funciona muito
bem porque permite que prédios superequipados tenham uma taxa de condomínio
baixa", diz Odair Senra, diretor de incorporação da construtora
Gafisa. Com grande número de unidades por andar, as despesas comuns são
divididas por uma quantidade maior de moradores e, portanto, todos acabam pagando
menos. A taxa de condomínio de 400 reais foi decisiva para que a educadora
Daniela Pereira, de 27 anos, comprasse um apartamento de 55 metros quadrados no
São Paulo Fashion Hall, no Alto de Pinheiros. "É um valor baixo
para tudo o que o prédio oferece", diz ela, que dividirá as despesas
com 131 vizinhos. "E ainda vou economizar o que gastava com academia."
Piscina com raia, sauna, ofurô, fitness center, sala de massagem e solário
são itens básicos nas construções inteligentes
não é à toa que elas também são batizadas de
empreendimentos-clube. Muitas oferecem ainda serviços de lavanderia, pet
shop e camareira no sistema pay-per-use. Para ir ao salão de beleza, por
exemplo, os moradores da Chácara Alto da Boa Vista não precisam
sair de lá. Com 100 000 metros quadrados de área e onze torres,
o condomínio é quase uma minicidade, pela qual os moradores circulam
em carrinhos de golfe. Além de um clube completo, bosque e pista de bicicross,
a Chácara possui lanchonete e um child care, espaço para crianças
com monitores e babás. "Eu me mudei para cá porque queria que meus
filhos tivessem liberdade", conta o advogado Alfredo Pasanini, de 35 anos, que
mora num apartamento de 86 metros quadrados com a mulher e duas crianças.
"Eles fizeram muitos amigos aqui, e eu também." Dicionário
próprio
Algumas
terminologias comuns desse tipo de empreendimento
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Espaço gourmet: cozinha, salas de estar
e jantar. Ideal para a organização de jantares
•
Cyber-room: espaço com equipamentos conectados
à internet
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Lounge: ambiente social recheado de sofás
espaçosos
•
Central delivery: atende aos serviços
de conveniência
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Child care: berçário com babá
•
Megaplay: complexo de lazer infantil, com playgrounds
e áreas verdes
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Concierge: local onde se reservam teatro, restaurante
e eventos no salão de festas do prédio |
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