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cantinho preferido  Por
Carolina Chagas Branco total Fotos
Mario Rodrigues
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Um cacto gigante, aparelhos de televisão e som de última geração,
uma suntuosa mesa de madeira maciça, prateleiras brancas cuidadosamente
preenchidas com livros diversos, fotos de viagens e de família e uma considerável
coleção de CDs recheiam o amplo escritório de Adriane
Galisteu. É ali que a apresentadora gosta de ficar quando está
em seu apartamento de 700 metros quadrados em Higienópolis. "Aqui escrevo,
leio jornal, ouço música, vejo televisão e acompanho o Ibope",
diz ela, que contratou, há três anos, o arquiteto Roberto Migotto
para reformar o imóvel. Com uma agenda de horários pouco usuais
Adriane costuma dormir depois das 2 da manhã e nunca acorda antes
das 10 , a apresentadora conta que passa bastante tempo em casa. "Fora a
sexta-feira, meu dia de folga, faço questão de jantar todos os dias
aqui." Estantes lotadas, paixões diferentes
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Aos
91 anos, o bibliófilo José Mindlin não consegue mais
ler, mas nem por isso deixa de usufruir os mais de 30 000 volumes de sua famosa
e bem organizada biblioteca, instalada em sua casa, um oásis encravado
em movimentada rua do Brooklin. "Todo dia vem uma pessoa aqui ler para mim. São
duas moças que se revezam", conta ele. É numa sala ao lado do simpático
jardim que Mindlin se acomoda para ouvir seus autores prediletos, ora em uma cadeira
de balanço, ora em uma poltrona. Entre os livros de autores nacionais,
ele puxa uma raridade: o caderno de capa de couro preto em que Oswald de Andrade
escreveu Serafim Ponte Grande. As estantes do apresentador e músico
João Gordo são quase tão cheias quanto as de Mindlin,
só que de miniaturas de bonecos, chamados action figures. "A coleção
é brutal, comecei há uns dez anos e tenho toda a primeira geração
de bonecos de rock do desenhista Todd McFarlane", afirma. É nesse cantinho
da casa que João Gordo acessa a internet, ouve parte de seus mais de 5
000 CDs e curte a filha Victoria, de 1 ano. "Ela é figurinha freqüente
no espaço." 400 filmes e
37 porta-retratos
Fã de cinema, colecionador de filmes (ele possui cerca de 400) e famoso
por dormir tarde e pouco , o prefeito José Serra tem
um cantinho especial em que costuma começar e acabar o seu dia. Rodeada
por 37 porta-retratos com fotos da mulher, dos filhos e do neto, prateleiras recheadas
de livros, fitas de vídeo e DVDs, a sala preferida de Serra fica na parte
superior de seu elegante sobrado no Alto de Pinheiros. "Sinto decepcionar, mas,
nesta casa toda, este é o espaço que eu mais uso e do qual mais
gosto", diz. É ali que Serra toma seu cereal matinal e lê os jornais
antes de ir para o gabinete, entre o Viaduto do Chá e a Praça do
Patriarca. Quando volta do trabalho, costuma sentar no sofá de dois lugares
e assistir a clássicos de Woody Allen ou episódios da série
Columbo. Vista
que acalma Quando quer se recuperar da agenda agitada,
a empresária e especialista em beleza Cristiana Arcangeli se refugia
em um canto especial de sua bem guardada casa em um condomínio no Morumbi.
Trata-se de uma saleta com móveis clássicos e macios, imensa janela
de vidro e privilegiada vista da região. "É nesta sala íntima
que eu leio, escrevo e trabalho", diz ela. "Com o silêncio, consigo me concentrar
e produzir até altas horas. Sem falar que esta vista me acalma."
Perto da natureza
O
rabino Henry Sobel e o paisagista Marcelo Faisal têm algo
em comum: ambos recorrem a suas áreas verdes para recarregar as baterias.
O jardim-de-inverno de Sobel fica no quintal de seu apartamento, no andar térreo
de um prédio em Higienópolis. "É neste oásis em meio
à selva de cimento que sento para relaxar e refletir", diz ele. "Só
lamento não poder fazer isso todos os dias." Na casa do badalado paisagista,
erguida no Alto de Pinheiros, o ditado "casa de ferreiro, espeto de pau" não
se aplica. Ali, o jardim é bem-cuidado e a grama aparada com freqüência.
É num declive natural do terreno (espreguiçadeira, segundo ele)
que Faisal se refugia sempre que tem uma brecha. "Geralmente nos fins de semana
que não viajo consigo colocar uma canga ou toalha no quintal e me desligar
do mundo." Comida para bárbus e espadinhas
A piscicultura é uma paixão antiga do governador Geraldo Alckmin.
Quando deixou Pindamonhangaba, em 1987, aos 34 anos, levou com ele o gosto herdado
do pai, o veterinário Geraldo José Rodrigues Alckmin, que morreu
em 1998, aos 85 anos. "Sempre gostei de bichos, e em especial de peixes", conta.
É na mesa ao lado do aquário de água doce no terraço
da área residencial do Palácio dos Bandeirantes, com doze cômodos
distribuídos em 700 metros quadrados, que o governador gosta de ficar.
"É aqui que tomo café-da-manhã, leio todos os jornais e vejo
televisão", diz. Quando dá tempo, ele cuida pessoalmente dos bárbus,
espadinhas e outras espécies. "Eu mesmo gosto de trocar a água e
alimentá-los, mas nos últimos tempos tenho dividido essa tarefa
com o meu filho Thomaz." Os peixes são os mais comportados do pedaço.
Alckmin também mantém ali dois papagaios, uma calopsita branca,
dois vira-latas e um pitbull. Panelas, muita
luz e apetitosos risotos
Não foi só para curtir mais o marido, Walter Mundell, que a jornalista
Ana Paula Padrão trocou a Rede Globo pelo SBT. A apresentadora também
queria mais tempo para aproveitar sua bela casa no Alto de Pinheiros. Amante das
panelas, Ana Paula foi especialmente exigente na hora da reforma da cozinha. "Queria
um espaço integrado, que me permitisse cozinhar e interagir com meus convidados",
diz. Para dar amplitude ao ambiente, mandou instalar uma janela industrial com
vista para o jardim. Fã das receitas da região do Mediterrâneo,
Ana Paula garante fazer um ótimo risoto, prato que aperfeiçoou durante
uma viagem pela Itália no ano passado. "É a minha especialidade.
Depois de errar muito, hoje sou capaz de fazer alguns muito bons." | |