CONCERTO

Divulgação

Marturet: regente convidado


ORQUESTRA SINFÔNICA DE BERLIM.
Ópera e música sinfônica convivem no encerramento da temporada internacional 2001 do Mozarteum, na Sala São Paulo. A Sinfônica de Berlim – não confundir com a Filarmônica de Berlim, considerada a melhor do mundo – esteve no Brasil pela última vez em 1996. Volta agora com dois convidados: o maestro venezuelano Eduardo Marturet e a meio-soprano Fredrika Brillembourg, americana que fez carreira na Alemanha. No programa estão trechos das óperas A Italiana em Argel (abertura e a ária "Cruda Sorte!"), de Rossini, A Favorita (prelúdio do terceiro ato e a ária "O Mio Fernando"), de Donizetti, e Carmen (prelúdio do primeiro ato e a seguidilha), de Bizet. A orquestra complementa as noites com a interpretação da Sinfonia Nº 7, de Beethoven, na segunda (29), e da Sinfonia Nº 2, de Brahms, na terça (30).

 

TEATRO

João Caldas

Cappeleti, o garçom: conselheiro


BAR DOCE BAR.
Cinco anos depois da estréia, essa deliciosa comédia musical de Luis Alberto de Abreu volta à cena. A ação se desenrola em um bar, ponto de encontro de seis amigos desde os tempos de colégio até se tornarem quarentões. Movidos a cerveja, vodca e tequila, eles conversam sobre tudo, mas acabam sempre no mesmo ponto: a relação com as mulheres. Os atores do Grupo Zambelê se saem bem e exibem ótimas vozes nos números musicais. Brilham no texto as irônicas interferências de outros dois personagens – o garçom (Carlos Cappeleti) e o bêbado (José Galasso). Observadores, eles disparam verdades que a turma tenta a todo custo negar. Assim como uma boa conversa de botequim, a montagem simples e caprichada dirigida por Ednaldo Freire garante momentos muito agradáveis.

 

EXPOSIÇÃO


Três Mulheres Dançando: Gomide de 1962

ANTONIO GOMIDE – QUATRO DÉCADAS DE MODERNIDADE. Embora tenha sido louvado por Mário de Andrade, o paulista Antonio Gomide (1895-1967) pouco aparece na história do modernismo. Os cerca de oitenta trabalhos que a Dan Galeria exibe dão razão a Mário. Produzidos entre 1921 e 1962, revelam dois Gomide, ambos de valor. O primeiro, bem art déco, pauta-se pela leveza e por um intrincado equilíbrio na composição, geralmente em aquarelas. O segundo, que começa a delinear-se na década de 30 e se cristaliza nos anos 50, enfatiza os movimentos e o clima de brasilidade. É assim com as sensuais mulheres requebrando ou com as plácidas cenas da vida caiçara, quase sempre em registros a óleo.

 

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