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VEJA SÃO
PAULO RECOMENDA
CINEMA
RETROSPECTIVA
MIKE LEIGH. O cineasta de Manchester ganhou fama internacional
com Segredos e Mentiras (1996), belo drama que lhe
rendeu a Palma de Ouro em Cannes e uma indicação ao
Oscar de melhor diretor. Antes, porém, Leigh já havia
construído uma sólida carreira em sua Inglaterra natal,
com filmes que são quase ensaios sociais sobre a classe média
britânica. À exceção do novo Agora
ou Nunca, seus principais títulos estão a partir
de terça (29) numa mostra gratuita no Centro Cultural Banco
do Brasil. Até 10 de novembro, serão exibidos, com
legendas eletrônicas, dois curtas, seis longas e nove produções
televisivas. Entre os destaques, o premiado Nu (1993) e o
sensível Garotas de Futuro (1997), programado para
a segunda semana.
EXPOSIÇÃO
Divulgação
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Praça
Fernando Costa: hiper-realismo
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GREGÓRIO GRUBER. Filho do pintor Mário Gruber,
Gregório registra desde os anos 60, em telas hiper-realistas,
ruas, avenidas, praças e a arquitetura de Santos, onde nasceu,
e principalmente da capital, onde vive. As obras sobre São
Paulo motivam a individual que ocupa o Masp Centro e o Espaço
Cultural BM&F a partir desta semana. São cerca de 100
trabalhos, entre pinturas de técnicas mistas, aquarelas,
pastéis e gravuras, todos contemplando a região central.
Estão lá o Edifício Itália, a Praça
Ramos de Azevedo, a Estação da Luz, o Viaduto do Chá,
a Ladeira da Memória e outros marcos paulistanos. Uma das
obras mais antigas é de 1971, dedicada à Galeria Prestes
Maia. Entre as mais recentes, há uma acrílica com
a reprodução do monumento da Praça Fernando
Costa, feita no ano passado.
PARA
AS CRIANÇAS
Joana Mattei
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O
Rouxinol e o Imperador: faz-de-conta no Teatro Alfa
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O ROUXINOL. Baseada no conto homônimo do escritor dinamarquês
Hans Christian Andersen (1805-1875), a montagem da Cia. da Revista
seduz adultos e crianças no Teatro Alfa. Na antiga China,
o Imperador (Kleber Montanheiro) aprisiona numa gaiola o personagem-título
(Claudia Zucheratto), que encantava o reino com seu canto. Esperto,
o Rouxinol foge e é logo substituído por uma ave mecânica
de ouro e pedras preciosas. Quando o brinquedo pifa, o soberano
adoece de tristeza. No palco, a dupla de atores se reveza em sete
personagens, tendo como único elemento cênico uma enorme
caixa preta sobre rodas. Em torno dela, cria um irresistível
mundo do faz-de-conta.
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