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VIAGEM Petar
para aventureiros
Luis Veiga  |
| Rio Bethary: águas cristalinas e leito raso, bom para
caminhadas entre as pedras |
Com 250 cavernas catalogadas, cachoeiras,
trilhas pela Mata Atlântica e caminhadas na beira de rios, o Parque Estadual
Turístico do Alto Ribeira (Petar), no município de Iporanga, no
sul do estado, é uma jóia pouco explorada do turismo de aventura.
Trata-se de um programa frescura zero: as roupas ficam imundas de barro, os tênis
estão quase sempre encharcados, as caminhadas são longas e os pernilongos
incomodam. O visual e a experiência de entrar no escuro e silencioso mundo
das cavernas, no entanto, compensam os percalços.
Atrações
Dorival Elze  |
| Caverna da Água Suja: uma das mais interessantes entre
as 250 catalogadas na região |
Para
ingressar no parque, é preciso estar acompanhado de um guia turístico
da região. Os melhores passeios são organizados pela única
agência de Iporanga, a Ecocave (
15 3556-1574, www.ecocave.com.br).
Custam a partir de 30 reais por pessoa e é recomendável reservar
com antecedência. Quem preferir contratar um guia independente poderá
fazê-lo na entrada do parque ou no bairro da Serra, próximo à
reserva, a um preço que gira em torno de 70 reais (para grupos de até
dez pessoas). Como os riscos de acidentes em cavernas são altos, é
indispensável o uso de capacete com iluminação, calçado
apropriado e companhia do guia.
São imperdíveis as cavernas Santana, Água Suja
e Morro Preto. A primeira, acessível depois de menos de uma hora
de caminhada leve, é considerada uma das mais ornamentadas do mundo. Tem
passarelas e escadas por todo o trajeto. A da Água Suja, encontrada após
uma hora de trilha na beira do Rio Bethary, esconde uma gelada e revigorante cachoeira.
Na do Morro Preto, uma formação que lembra uma catedral costuma
deixar emocionados os espeleólogos (exploradores de caverna) de primeira
viagem.
Para quem se cansar de trilhas e cachoeiras, há a opção do
bóia-cross. Versão bem light do rafting, é uma descida
sobre câmara de pneu pelas corredeiras do Rio Bethary. Devem-se usar caneleiras,
joelheiras e capacete por causa do leito cheio de pedras. A descida custa 15 reais
por pessoa e dura cerca de uma hora.
Onde ficar
O centro de Iporanga fica a 17 quilômetros da entrada do parque, de onde
partem os passeios. Por isso, será mais cômodo hospedar-se no bairro
da Serra, a 4 quilômetros do parque. O melhor endereço da região
é a Pousada das Cavernas. Seus apartamentos tipo luxo têm
televisão, ar-condicionado e frigobar, além de uma bela vista para
o vale do Rio Bethary. Estrada IporangaApiaí, quilômetro
13,
3814-9153, www.pousadadascavernas.com.br.
Pacote para casal: de 386 a 602 reais, com meia pensão (três diárias,
Semana Santa, Tiradentes e 1º de Maio).
Um pouco mais simples, a Pousada do Quiririm dispõe de dez quartos,
dos quais apenas três de casal com banheiro privativo. Localiza-se em um
bonito terreno no meio da mata, com um riacho aos fundos. Estrada IporangaApiaí,
quilômetro 13,
6693-3578, www.pousadadoquiririm.com.br.
Pacote para casal: de 450 a 486 reais, com meia pensão (três diárias,
Semana Santa, Tiradentes e 1º de Maio).
Onde comer
Os melhores restaurantes estão nas pousadas, onde se podem também
comprar lanches para levar aos passeios. Custam em média 8 reais por pessoa
e costumam incluir sanduíches, frutas, sucos de caixinha, barras de cereais
e chocolates. No bairro da Serra, o Zeni Bar Pastel (Estrada IporangaApiaí,
quilômetro 13) serve pastel, caldo de cana, cerveja e refrigerantes aos
que chegam esfomeados das incursões às cavernas.
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