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29 de março de 2006
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Ilha do Cardoso
para ecoturistas


Renato Chaui
Cachoeira Grande: uma das muitas corredeiras em meio à Mata Atlântica, que cobre 90% da ilha
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Nadar com golfinhos, acompanhar revoadas de pássaros e observar peixes, macacos, tartarugas e, com sorte, jacarés-de-papo-amarelo. Uma visita à Ilha do Cardoso, na divisa de São Paulo com o Paraná, é um programão para quem gosta de natureza e não está atrás de conforto. Localizada em um parque estadual e pertencente ao município de Cananéia (de onde partem os barcos para a ilha), tem 22.500 hectares e 90% de seu território coberto por Mata Atlântica. Apesar da estrutura turística sofrível, as dez praias, trilhas, montanhas de até 800 metros, piscinas naturais e cachoeiras compensam a viagem.


Atrações

A pequena vila de Marujá – a três horas de barco (44,70 reais por pessoa) ou uma hora de lancha (150 reais para até quatro pessoas) de Cananéia – tem pouco mais de quarenta casas e cerca de 150 moradores. É a capital informal da ilha e, em geral, a primeira parada dos turistas. Lá é o ponto de partida de passeios de barco ou a pé. Nos feriados, as pousadinhas e as casas costumam ficar cheias.

Para chegar à Cachoeira Grande, uma das mais visitadas, é preciso alugar um barco em Marujá. A viagem dura dez minutos e custa em média 10 reais por pessoa. Depois, há uma trilha leve de meia hora pela mata.


Esdras Martins
Reserva ecológica: tartarugas marinhas são vistas com freqüência

No extremo sul, a 18 quilômetros de Marujá, diante da ilha paranaense do Superagüi, está o Pontal do Leste. A caminhada, de cerca de três horas pela praia, é desaconselhada em dias de sol quente, já que não existem árvores à beira-mar. De lancha (em média 40 reais por pessoa), chega-se em meia hora.

Muito freqüentado por biólogos e pesquisadores, o Núcleo Perequê, em frente à baía onde está Cananéia, é o ponto habitado mais próximo do continente. Ficam ali um pequeno museu marinho, com animais da região empalhados, e a chamada Baía dos Golfinhos, de águas muito calmas. Acostumados com os turistas, grupos numerosos dos simpáticos mamíferos costumam aproximar-se dos banhistas para brincar e fazer piruetas.


Onde ficar

Na vila de Marujá, os pescadores alugam quartos e improvisam pousadas e campings em seus terrenos (a diária custa em média 30 reais por pessoa). Tudo muito rústico. A Pousada Ilha do Cardoso é mais razoável, mas mesmo assim só serve para quem abre mão de maiores comodidades. Marujá, (13) 3851-1613, www.cananet.com.br/pousadailhadocardoso. Pacotes para casal: 400 reais (três diárias, Semana Santa e 1º de Maio) e 300 reais (três diárias, Tiradentes).


Renato Chaui
 

O melhor é hospedar-se em Cananéia e fazer passeios de barco para a ilha (de escuna, custam em média 20 reais por pessoa; com 200 reais dá para alugar lanchas rápidas que levam até quatro pessoas). Uma boa opção de hotel é o Costa Azul Club, em frente ao canal de Cananéia, com barcos e caiaques disponíveis para os hóspedes. Estrada da Aroeira, 6000, Parque Náutico, (13) 3851-1489, www.hotelcostazul.com.br. Pacotes para casal: entre 300 e 360 reais (três diárias, Semana Santa) e entre 280 e 360 reais (Tiradentes e 1º de Maio).

No Hotel Marazul, os hóspedes com crianças podem aproveitar os intervalos entre os passeios para brincar nos dois toboáguas das piscinas. Avenida Luís Wilson Barbosa, 408, (13) 3851-1407, www.hotelmarazul.com.br. Pacotes para casal: entre 400 e 1 100 reais (três diárias, Semana Santa, Tiradentes e 1º de Maio).


Onde comer

Assim como as pousadas, os restaurantes da Ilha do Cardoso são simplíssimos. Ao lado da Pousada Ilha do Cardoso, em Marujá, o restaurante da Valdete serve no almoço ou no jantar pratos como peixe frito com arroz e feijão, caranguejada e caldeirada de mariscos (12 reais).

Em Cananéia, muitos estabelecimentos preparam frutos do mar, especialidade da região. Não há sofisticação, mas a comida é saborosa. Prove a moqueca de camarões graúdos do restaurante Porto Camarão (Avenida Independência, 661, (13) 3851-3994). Custa 70 reais e serve três pessoas com fartura. No Naguissa do Silêncio (Avenida Luís Wilson Barbosa, 401, (13) 3851-1341), que mistura as culinárias caiçara e japonesa, experimente o bem temperado teppan-yaki naguissa (98 reais, para duas pessoas), com robalo, mariscos, lulas, polvos, camarões e ostras sobre uma chapa quente.

 
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