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28 de setembro de 2005
CARTA AO LEITOR
RESTAURANTES
BARES
COMIDINHAS
CRÔNICA
  

COMIDINHAS

PASTÉIS
CAFÉS PIZZAS DE BALCÃO
CHÁS ROTISSERIAS
CHOCOLATES SALGADOS
SANDUÍCHES
ESFIHAS SORVETES
HAMBÚRGUERES SUCOS
PADARIAS VINHOS

 

O cearense Raimundo Ferreira está há 45 anos montando os pastéis arredondados da Pastelaria Modelo, na Praça da Sé.

 

PASTÉIS

Barraca da Cris – Com mesinhas a sua volta, a barraca é montada na esquina das ruas Napoleão de Barros e Capitão Macedo, a meio quarteirão do burburinho da feira. Dos tachos saem dezoito receitas de pastel, a R$ 1,75 cada um. O de carne–seca com queijo custa um pouquinho mais (R$ 2,00), mas vale o preço cobrado. Aos sábados, a barraca segue para a feira da Rua Diogo Jácomo, em Moema; aos domingos está na Rua Inglês de Sousa, também na Vila Mariana.
Rua Napoleão de Barros, s/nº, Vila Mariana. 7h/14h (sex.). Não tem telefone. T.: todos.

Hocca Bar – Localize o mais famoso pastel do Mercadão pela maior fila. Ou melhor, pelas duas maiores, já que a cinqüentona Hocca agora também está no mezanino, aberto em novembro do ano passado. Aos sábados, perto de 6 000 pessoas vão atrás da fritura e seus recheios fartos. O preferido é o de bacalhau, com 150 gramas de pescado dentro. A iguaria, que tem fãs como o chef Luciano Boseggia, custa R$ 6,00 e equivale a uma refeição. Prefere uma novidade? Então experimente o pastel de mortadela (R$ 3,50).
Rua da Cantareira, 306 (Mercado Municipal, Rua G, boxe 7 e mezanino), 3227–0839. Boxe 7: 6h/17h (fecha dom.); no mezanino: 8h/18h (fecha seg.). T.: todos. www.hoccabar.com.br.

Pastel da Maria – A japonesa Kuniko Yonaha, a Maria, chega a vender 2 500 pastéis aos domingos na feira da Mooca. Na feira do Pacaembu, é concorrente de peso para a famosa Barraca do Zé. Sua especialidade, o pastel de carne (R$ 1,50), traz na massa sequinha o recheio perfumado com Ajinomoto e uma série de condimentos que ela não revela. O ponto é organizado. Sempre há massinhas fritas de cortesia e boa variedade de molhos.
Rua dos Trilhos (Feira Modelo da Mooca), Mooca. Não tem telefone. 6h30/14h30 (dom.). T.: todos. Praça Charles Miller, s/nº (Feira do Pacaembu). Não tem telefone. 6h30/14h30 (ter. e qui.). T.: todos.

Pastel Trevo – A famosa pastelaria de Bertioga fincou uma filial paulistana que faz sucesso há cinco anos. Tal como no litoral, a massa é fininha e o conteúdo, generoso. Em média, 300 gramas de carne, queijo, camarão ou bacalhau, entre outros doze recheios, engordam o salgado, que chega a 8 centímetros de altura por 30 de comprimento. O de carne–seca custa R$ 8,00. Se o apetite corresponder, tente uma das opções doces, como chocolate ao leite picado com cereja e castanhas (R$ 6,00).
Rua José Maria Lisboa, 757, Jardim Paulista, 3884–8942. 7h/23h (dom. a partir das 11h). Cd.: V. Cr.: V. T.: todos. Estac.

Pastelaria Brasileira – Os salgados sequinhos e crocantes desse endereço trintão guardam um segredo. No lugar de óleo, eles são fritos em gordura hidrogenada a uma temperatura de 180 graus. O melhor de todos, o pastel de carne levemente apimentado (R$ 1,60), divide as atenções com versões especiais (R$ 4,20) fartas em recheio, como a combinação de frango, catupiry, tomate e palmito. Caldo de cana geladinho a R$ 1,00.
Rua Turiaçu, 2113, Perdizes, 3672–8606. 8h/22h30 (fecha dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. T.: todos. www.pastelariabrasileiraonline.com.br.

Pastelaria Changai – São 57 anos de história, como anunciam os azulejos de florzinhas alaranjadas e o velho balcão de aço. À frente do negócio está o casal Lin Fonkam e Silvana Shan, que também se dedica ao cultivo de plantas ornamentais, ervas e temperos vendidos ali mesmo. O pastel sequinho sai com apenas três recheios – carne, queijo e palmito –, a R$ 1,70 a unidade.
Praça da Árvore, 23, Mirandópolis, 2276–0958, Metrô Praça da Árvore. 8h/21h (fecha dom.). T.: todos.

Pastelaria e Empadaria Big – Aos sábados, em meio às quinquilharias da feira da Praça Benedito Calixto, Monaliza Ferreira da Costa chega a vender 1.500 pastéis (de R$ 1,75 a R$ 3,50 cada um) e 800 salgados, como bolinhos de bacalhau (R$ 3,00) e empanadas (R$ 4,00). Seus ótimos quitutes também estão na casa aberta por ela em janeiro, no Cambuci, e a preços um pouco mais baixos (pastéis a R$ 1,50 e salgados a R$ 2,50). Ali também faz sucesso o açaí natural, com banana ou com morango (R$ 3,00, 280 gramas).
Rua Lins de Vasconcelos, 1121, Cambuci, 3207–5208. 9h/22h (sáb. e dom. a partir das 13h). T.: todos. Praça Benedito Calixto, Pinheiros. Não tem telefone. 8h/20h (sáb.). T.: todos.

Pastelaria Hiroy – Muita gente que trabalha na região costuma trocar o almoço por um pastel da movimentada barraca do Sacolão da Vila. O especial, com carne, queijo, tomate, azeitona e ovo cozido, tem 30 centímetros de comprimento e custa R$ 3,40. Com recheios tradicionais e tamanho–padrão, os demais saem por R$ 1,70 cada um.
Rua Medeiros de Albuquerque, 352 (Sacolão), Vila Madalena, 3813–0614. 8h/20h (dom. até 15h; fecha seg.). Estac.

Pastelaria Modelo – Vizinha à Catedral da Sé, a casa quase centenária sobrevive às transformações da região e à concorrência acirrada. Há 45 anos o mesmo funcionário, o cearense Raimundo Ferreira, monta os pastéis. No lugar de carretilha, ele usa uma fôrma meia–lua para cortar a massa. O resultado é um salgado arredondado, com recheio na medida, que salta do óleo em cinco versões: carne, queijo, palmito, frango e pizza. Qualquer um custa R$ 1,50.
Praça da Sé, 88, centro, 3241–2137, Metrô Sé. 7h/20h (qui. e sex. até 21h; sáb. até 18h; dom. 8h/16h). T.: todos.

Yoka – Além de bons quitutes, a modesta casa cravada há sete anos no burburinho da Liberdade serve gentilezas. Para os estrangeiros, há um cardápio em inglês. Os pastéis demoram um pouquinho, mas em compensação são montados na hora, em massa delicada e com boa variedade de recheios. Feliz combinação, o de palmito com atum sai por R$ 2,50. Há também o pastel japonês, de tofu, kamaboko (pasta de peixe) e shiitake, por R$ 3,50 cada um.
Rua dos Estudantes, 37, Liberdade, 3207–1795, Metrô Liberdade. 9h/20h (sáb. e dom. até 19h). Cd.: V. Cr.: V. T.: todos.

Yokoyama – Todos descendentes de japoneses, os empregados de Teresa Yokoyama protagonizam um espetáculo à parte. Uns preparam a massa, outros colocam o recheio, há os que fritam e a turma que, do outro lado do balcão, limpa as mesas rapidamente. O pastel de massa sequinha aparece nos triviais sabores de carne, queijo e palmito (R$ 2,50) e em recheios como carne com ovo (R$ 4,80). Outros salgados, sobretudo o bolinho de bacalhau (R$ 4,00), também agradam bastante.
Avenida Lins de Vasconcelos, 1365, Cambuci, 3207–9613. 10h/23h (fecha dom.). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. T.: todos. Rua Luís Góis, 1151, Mirandópolis, 2578–5070. 10h30/23h (dom e ter. até 22h; fecha seg.). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. T.: todos. Estac. na Rua dos Jacintos, 15 (R$ 2,00 por meia hora). Entrega em domicílio (18h30/23h; dom. e ter. 18h30/22h, pedido mínimo de R$ 10,00, taxa a partir de R$ 2,50).

 

O MELHOR PASTEL

Frituras bem recheadas: fartura típica de feira

Barraca do Zé – Da receita herdada de seus pais, o feirante José Hiromi Mori revela apenas um detalhe: usa margarina vegetal para deixar a massa crocante e não esfarelar. Em sua casa, na Lapa, Zé monta sozinho pastéis bem recheados, vendidos em diversas feiras da cidade. A barraca mais conhecida, tocada por sua mulher, Vera, e pela filha Adriana, fica na feira do Pacaembu quatro dias da semana. Salame, bacalhau e carne–seca marcam presença na variadíssima lista de recheios – 63 ao todo, ao preço de R$ 1,50 (às sextas e sábados, sobe para R$ 1,75). Os mais pedidos são os tradicionais de palmito, queijo e carne. Deste último, Zé criou uma versão desafiadora, de 30 centímetros de comprimento por 15 de largura, turbinada com ovo cozido, tomate, azeitona e queijo. Custa o dobro, mas vale a pena.

Praça Charles Miller, s/nº (Feira do Pacaembu). Não tem telefone. 6h/15h (ter., qui., sex. e sáb.). T.: todos.

 

     
   
 
 
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