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BOA FORMA
Malhação alternativa
Lúcia Monteiro
Fotos Heudes Regis
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Cerca de 1,2 milhão
de paulistanos lotam as 3 500 academias da cidade. São adeptos
de musculação, esteira, spinning, step, artes marciais,
natação, ginástica localizada e muito mais.
Evidentemente, o caminho para a conquista de um corpo bonito e saudável
não se restringe a modalidades como essas. Para os que sentem
um certo friozinho na espinha só ao passar na porta dos grandes
templos de malhação e não gostam de correr
nem de caminhar, Veja São Paulo selecionou dez atividades
que podem ser praticadas em casa ou em escolas não convencionais.
Aulas de tango, circo, percussão, sapateado, reeducação
do movimento e danças brasileiras divertem e, de quebra,
deixam o corpo definido. O balé clássico, por exemplo,
desenvolve os músculos das pernas basta reparar na
capa desta edição, com a foto da psicanalista e socialite
Eleonora Mendes Caldeira. A percussão fortalece os membros
superiores, e a dança indiana trabalha pés, panturrilhas
e braços. Sendo exercícios aeróbicos, também
ajudam a emagrecer (uma hora e meia de circo consome até
800 calorias). "Como movimentam grupos musculares ligados à
postura e à sustentação da coluna, essas atividades
têm um papel importante para quem passa a maior parte do dia
sentado", explica o fisiologista Turibio Leite de Barros, professor
da Universidade Federal de São Paulo. Para tirar o melhor
proveito de cada uma, só há duas exigências:
praticar com prazer e assiduidade.
Pé
no chão e requebrado
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| Aula no Brasílica, na Vila Madalena:
frevo, coco, afoxé e samba |
Tire os sapatos, coloque
uma roupa bem confortável e ouça a música.
O ritual começa com uma roda. De mãos dadas, os alunos
formam uma ciranda. Depois vão surgindo outros ritmos, todos
bem brasileiros, como frevo, coco, xaxado, afoxé e samba.
O som das alfaias (tambores pernambucanos) combina com os movimentos
do maracatu. É assim a aula de danças brasileiras
da escola Brasílica, criada quatro anos atrás
pelos bailarinos Ana Catarina Vieira e Ângelo Madureira, ela
paulistana, ele recifense. No começo é preciso literalmente
suar a camisa para acertar as complexas seqüências, que
ajudam a desenvolver a coordenação motora. Bolhas
nos pés, nessa fase, são inevitáveis. Com o
tempo, o requebrado vai ficando mais fácil. Madureira ministra
também um curso de dança contemporânea baseado
em sua pesquisa sobre o repertório popular, tema do espetáculo
Somtir, apresentado em março na mostra Rumos Itaú
Cultural.
"O objetivo é aprender
a dançar, e não decorar uma série de passos",
afirma Ana Catarina, ex-integrante do grupo Cisne Negro. Para soltar
o corpo de verdade, o ideal é fazer uma aula-festa, com música
ao vivo os alunos de percussão da escola se encarregam
dos tambores, pandeiros e chocalhos. A próxima está
marcada para sexta (30). No Instituto Brincante, fundado pelo multiinstrumentista
pernambucano Antonio Nóbrega, há oficinas específicas
de alguns ritmos. Nesta segunda (26), o professor Luciano Fagundes
inicia um curso de cavalo-marinho e caboclinho, bailados tradicionais
do interior de Pernambuco.
Onde praticar
Mensalidade para duas aulas por semana (sem
matrícula)
Brasílica Música
e Dança, Rua Fradique Coutinho, 1496, Vila Madalena,
3812-0828. A partir de R$ 100,00; Instituto Brincante, Rua
Purpurina, 428, Vila Madalena,
3816-0575. A partir de R$ 100,00.
A teoria das cadeias musculares
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| Bertazzo, na escola da Pompéia: tubos
de PVC cheios de areia são um dos instrumentos de trabalho
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Caixas-d'água, sacos de alpiste, colheres
de pau e tubos de PVC cheios de areia. Esses são os intrigantes
instrumentos usados pelo professor Ivaldo Bertazzo durante suas
divertidas aulas de reeducação do movimento. Nelas,
os tais tubos de PVC ajudam a manter a postura dos braços
e servem de apoio para torções do tronco. Sacos de
alpiste funcionam como almofada para o quadril, e as colheres de
pau batucam no corpo. Em determinado momento, é preciso entrar
nas caixas-d'água, enormes baldes de plástico. Vez
por outra, os alunos caem na gargalhada diante das criativas propostas
de Bertazzo. Durante seu curso, gestos inusitados são trabalhados
à exaustão, com a intenção de alongar
e fortalecer os músculos. Um exercício com uma bola
de basquete foi desenvolvido para a palma das mãos, normalmente
viciadas na posição usada para teclar no computador.
"Os movimentos parecem simples, mas na verdade são cheios
de complexidade", diz a atriz Marisa Orth, aluna há mais
de dez anos. "Depois de quinze minutos eu já estou suando."
Entre os que passaram pelas mãos de Bertazzo figuram a prefeita
Marta Suplicy, as atrizes Marília Pêra e Maitê
Proença e o apresentador Zeca Camargo.
"Minha técnica é uma síntese
de escolas da Indonésia e da Índia, para onde viajo
constantemente desde 1976", afirma Bertazzo. Além das danças
tradicionais indianas, balinesas e tailandesas que pesquisou, ele
inspirou-se na teoria das cadeias musculares das professoras Godelieve
Denys-Struyf e Marie-Madeleine Béziers para desenvolver seu
método. Um esqueleto e desenhos da anatomia humana ajudam
a turma a entender o próprio corpo antes de tentar o alongamento
das vértebras e mover as articulações da maneira
adequada. O principal objetivo de Bertazzo não é formar
bailarinos, mas "cidadãos dançantes", termo criado
por ele para designar aqueles que sabem usar adequadamente músculos
e ossos.
Onde praticar
Mensalidade para duas aulas por semana
Escola de Reeducação do Movimento Ivaldo Bertazzo,
Rua Cotoxó, 1, Pompéia,
3801-3129. A partir de R$ 180,00.
Bem-vindo ao picadeiro!
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| O professor Ricardo Rodrigues: exercícios
no tecido elástico |
Para o respeitável público, alguns
movimentos de malabaristas, trapezistas e equilibristas podem parecer
moleza. Grande engano. É preciso muita força e persistência
para aprender técnicas de circo. "As aulas têm
muito sofrimento", conta o biofísico Fernando Goldenstein
Carvalhaes, que pratica os chamados movimentos aéreos (trapézio,
tecido e balanço) na escola Central do Circo, na Vila Leopoldina.
A mão dói ao segurar a barra de ferro do trapézio
por alguns minutos, e o braço queima quando passa muito rápido
pelo tecido, um pano elástico que serve de suporte para as
acrobacias. Em dois anos de treino, Carvalhaes aprendeu várias
manobras. Consegue se prender no trapézio pela cintura, segurar
uma companheira pelo pé, ficar de ponta-cabeça...
"Sinto que estou evoluindo, e isso me motiva", afirma a bancária
Marilandi Pereira, 35 anos, colega dele na aula do professor Ricardo
Rodrigues. "As pessoas chegam achando que são pesadas demais
para subir no tecido", diz Rodrigues. "Quando conseguem, gritam
de alegria."
Outras modalidades ensinadas nas escolas da
cidade são malabares, perna-de-pau, cama elástica
e corda indiana. Metade dos 220 alunos do Picadeiro Circo Escola,
instalado há vinte anos na Avenida Cidade Jardim, tem objetivos
profissionais. Os demais querem apenas manter a forma em
uma hora e meia é possível perder até 800 calorias.
"É muito mais gostoso do que malhar na academia", acredita
Adriana Telg, que se formou em artes plásticas, mas trabalha
como atriz circense no grupo Pia Fraus. O resultado no corpo dos
praticantes é visível: braços e abdômen
firmes e fortes.
Onde praticar
Mensalidade para duas aulas por semana (sem matrícula)
Central do Circo, Avenida Imperatriz Leopoldina, 1248-B fundos,
Vila Leopoldina,
3831-1151. A partir de R$ 168,00; Galpão do Circo,
Rua Girassol, 323, Vila Madalena,
3812-1676. A partir de R$ 168,00; Oficina Cultural do Brás
Amácio Mazzaropi, Avenida Rangel Pestana, 2401, Brás,
6292-7071. Inscrição até sexta (30), R$ 5,00.
O curso é gratuito, e os alunos precisam passar por uma seleção;
Picadeiro Circo Escola, Avenida Cidade Jardim, 1105, Itaim
Bibi,
3078-0944. R$ 130,00.
Braços fortes com ritmos brasileiros
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| Percussão no Brincante: a aula termina
com um cortejo pela Vila Madalena |
Cada um escolhe seu instrumento. Pode ser o
gonguê (grande cone de ferro que marca o ritmo), a alfaia
(tambor do maracatu) ou o abê (cabaça recoberta de
contas que produz um som parecido com o do chocalho). No comando
da aula de percussão do Instituto Brincante está
o professor Marcelo Costa, que toca caixa e entoa canções
populares dos mais variados ritmos brasileiros. As lições
sempre terminam em ritmo de festa os alunos fazem o chamado
cortejo do maracatu, um passeio a pé pela Vila Madalena,
batendo em seus tambores por vinte minutos para quem quiser ouvir.
No Brincante, fundado em 1992 pelo pernambucano Antonio Nóbrega
e sua mulher, Rosane Almeida, há também um curso de
pandeiro ministrado por Gabriel, filho do casal. "Fiquei muito mais
forte no braço depois que comecei a tocar alfaia", conta
a estudante Aurora Gomes Ibri, de 16 anos. "É uma grande
curtição."
Na escola Brasílica Música e
Dança, é o recifense Ângelo Madureira quem lidera
a bateria. Antes de começarem a fazer barulho, os alunos
treinam com as baquetas num colchonete. Assim é mais fácil
aprender os toques e coordenar os movimentos de cada braço.
Os instrumentos foram completamente dispensados na oficina de barbatuques
da escola Auê Musical, em Higienópolis. Ali, aprende-se
música com a técnica de percussão corporal
desenvolvida pelo músico Fernando Barba. Valem palmas, estalos,
sapateados e efeitos de voz, além de batidas no peito e no
rosto para produzir os sons dos diversos ritmos ensinados
samba, baião, maracatu, afoxé, funk, rock, salsa,
reggae...
Onde praticar:
Mensalidade para uma aula por semana (sem matrícula)
Auê Musical, Rua Doutor José Pereira de Queiroz,
37, Higienópolis,
3826-8771. R$ 80,00; Brasílica Música e Dança,
Rua Fradique Coutinho, 1496, Vila Madalena,
3812-0828. R$ 100,00; Instituto Brincante, Rua Purpurina,
428, Vila Madalena,
3816-0575. R$ 100,00.
O império das sapatilhas
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| Eleonora: pliés, jetés e adágios em casa |
É de sapatilhas, collant e meia-calça
que a psicanalista e socialite Eleonora Mendes Caldeira mantém
o manequim 38, a elegância dos gestos e a agilidade das pernas
bem definidas. Aos 58 anos, ela orgulha-se de seus 56 quilos, distribuídos
por 1,66 metro de altura. Para ficar em forma, faz uma hora de balé
clássico todas as manhãs, sob a orientação
de Maria D'Antonio, sua professora há mais de vinte anos.
O cenário das aulas particulares é uma sala conjugada
com o quarto de Eleonora, em sua bela casa nos Jardins, com paredes
espelhadas, aquecimento central e uma barra de madeira. Pliés,
jetés e adágios são seus exercícios
preferidos. Depois, anda uma hora na esteira. "Saio com o corpo
gostosamente cansado e a cabeça tranqüila", diz ela.
"Além de ser muito charmoso, o balé dá músculos
duradouros e me ajuda a conhecer melhor meu corpo."
Assim como Eleonora, que nunca pisou num palco,
os adultos que não pretendem seguir carreira profissional
tornaram-se maioria nas escolas tradicionais. "Apenas 20% dos meus
alunos vão ser bailarinos realmente", afirma o argentino
Ismael Guiser, um dos pioneiros no ensino de balé clássico
em São Paulo. "Para muita gente, a dança funciona
como terapia ou ginástica." Em sua academia, no bairro de
Pinheiros, as crianças já não são tão
numerosas como uma década atrás. O lugar delas foi
ocupado por adultos, para os quais há turmas específicas
de nível iniciante, intermediário e avançado.
Onde praticar
Mensalidade para duas aulas por semana (sem matrícula)
Ballet Stagium, Rua Sarandi, 98, Jardim Paulista,
3088-6235. R$ 250,00; Cisne Negro, Rua das Tabocas, 55, Vila
Beatriz,
3814-0337. R$ 162,00; Escola Ismael Guiser, Rua Arthur de
Azevedo, 189, Cerqueira César,
3088-0434 e 3064-9572. A partir de R$ 119,00; Maria D'Antonio,
223-1478 e 9101-8883. Aulas particulares de uma hora a partir de
R$ 50,00; Studio 3, Rua Augusta, 2467, conj. 21, Jardim Paulista,
3898-3236. R$ 210,00.
Movimentos espontâneos
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| A professora Erika Moura (de azul),
com três alunas: consciência corporal |
A aula de contato-improvisação
começa com lições de anatomia humana. Um
esqueleto de plástico ajuda a turma a conhecer seus ossos
e articulações. Depois, é hora de um massagear
o outro, com o objetivo de sentir cada vértebra. A proposta
é que, em seguida, sejam feitos movimentos a partir das sensações
da coluna. De olhos fechados, ao som de jazz, MPB ou música
clássica, os alunos começam a mexer braços
e pernas de maneira um tanto esquisita. Um desavisado pode pensar
que a classe está numa espécie de transe maluco. Aos
poucos, no entanto, os gestos espontâneos vão ganhando
forma num bonito balé, sem passos previamente combinados.
Além de estimular o improviso, o curso
ensina técnicas de dança a dois. Aprende-se, por exemplo,
a rolar no chão por cima do parceiro e a carregá-lo
(mesmo que seja pesado). "Partindo da consciência corporal,
descobre-se que é possível fazer qualquer coisa",
acha a professora Erika Moura, formada pela Escola de Artes Dramáticas
da USP e discípula de Tica Lemos, a diretora do Estúdio
Nova Dança. O curso é muito procurado por atores e
bailarinos que querem melhorar sua performance no palco. Mas qualquer
pessoa pode freqüentá-lo, já que não oferece
grandes dificuldades. "Muitos de nossos alunos pretendem apenas
relaxar e mexer o corpo de um jeito diferente", conta Erika.
Onde praticar
Mensalidade para uma aula por semana
Estúdio Nova Dança, Rua 13 de Maio, 240, 2º
andar, Bela Vista,
3231-3719. R$ 95,00.
Expressividade milenar
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| Aula de odissi: as mãos simbolizam
o deus Krishna |
As bailarinas mexem os dedos para formar figuras,
as chamadas mudras. Os movimentos parecem impossíveis para
mãos menos treinadas. Os olhos vão de um lado para
o outro, acompanhando tudo. Num ritmo mais acelerado, os pés
batem no chão para marcar a música. A coordenação,
o grande segredo da dança indiana, é incrível.
"Enquanto um lado faz uma coisa, o outro faz outra", explica Andrea
Prior, professora do Espaço Rasa, no Sumaré. "É
ideal para quem quer cuidar do corpo de maneira integrada."
Andrea ensina duas danças clássicas
surgidas há mais de 2 000 anos na Índia: odissi e
kathak. Seus alunos trabalham músculos das mãos, dos
braços, das coxas e das panturrilhas. Cada gesto tem um significado,
pois para os indianos não há separação
entre dança e teatro. "É quase uma linguagem mímica",
descreve Andrea. A posição do pavão, com o
anular e o dedão dobrados e os demais dedos esticados, simboliza
Krishna, uma das mais importantes divindades do hinduísmo.
Na escola de Ivaldo Bertazzo, a professora é a bailarina
indiana Sawani Mudgal, que está em São Paulo há
um ano, desde que veio participar do espetáculo Samwaad,
ainda em cartaz no Sesc Belenzinho.
Onde praticar
Mensalidade para duas aulas por semana (sem matrícula)
Escola de Reeducação do Movimento Ivaldo Bertazzo,
Rua Cotoxó, 1, Pompéia,
3801-3129. R$ 250,00; Espaço Rasa, Rua Heitor Penteado,
220/236, loja 16, Sumaré,
3868-2612. R$ 140,00.
Ao som de Gardel
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| Brunete Fraccaroli com o professor Vítor
Costa: "Emagreci 7 quilos com o tango" |
Depois que começou a aprender tango,
há três anos, a designer de interiores Brunete
Fraccaroli ficou 7 quilos mais magra. Além de aulas particulares
com o professor Vítor Costa duas vezes por semana, ela ainda
sai para dançar aos domingos e às quintas. "Detestava
fazer ginástica", conta Brunete. "Finalmente encontrei uma
atividade física que me deixa bem." A trilha sonora é
sempre a mesma: o cantor Carlos Gardel. "Quando ouço sua
voz, meu coração bate", suspira. Outra cliente de
Costa é a antiquária Renée Behar, que em suas
viagens a Buenos Aires não deixa de ir às milongas
(bailes em que o tango é dançado pelos argentinos).
"As torções do tronco movimentam as cadeias musculares
e ajudam a emagrecer", afirma o professor, que em agosto se apresenta
num festival em Tarbes, na região dos Pireneus, na França.
"Sem perceber, o aluno queima calorias e melhora a postura."
Onde praticar
Mensalidade para uma aula por semana (sem matrícula)
Centro de Dança Jaime Arôxa, Avenida Vereador
José Diniz, 4014, Campo Belo,
5561-5561. R$ 80,00. Oferece também aulas particulares; Cia.
Brasileira de Danças de Salão, Alameda Barros,
376, 5º andar, Santa Cecília,
3662-2946. R$ 40,00; Espaço de Dança Andrei Udiloff,
Rua Simão Álvares, 714, Vila Madalena,
3813-6196. R$ 75,00; Vítor Costa e Margareth Kardosh,
9946-6485. Aulas particulares de uma hora a partir de R$ 80,00.
Basta um nariz vermelho
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| Felipe Riquelme (de preto) e João
Otávio: aulas de clown |
É como um passe de mágica: ao
colocar um nariz de plástico vermelho, os atores Felipe Riquelme
e João Otávio se transformam. O primeiro encarna o
palhaço João Chorão e o segundo passa a ser
Dom Pepito. Eles freqüentam aulas de clown do Estúdio
das Artes há um ano. São aprendizes de Bete Dorgam,
doutora em Artes Cênicas e professora da Escola de Artes Dramáticas
da USP. Além de atores, professores, psicólogos e
advogados também procuram o curso oferecido por Bete. O que
eles pretendem? Melhorar a expressão corporal e verbal. "Como
não é necessário nenhum preparo físico
anterior, todo mundo pode participar", diz Bete. "Já realizei
ótimos trabalhos com pessoas que nunca pisaram no palco."
Os exercícios ensinados desenvolvem o reflexo e deixam o
corpo mais ágil. É preciso subir em caixas de madeira,
correr pela sala, fazer passos de dança e dar pulos, embora
o clown não seja um acrobata. Durante o curso, cada aluno
apresenta seu número para os demais. Essa relação
com a platéia ajuda os inibidos a ganhar desenvoltura. Cada
reação do grupo serve de estímulo para que
a palhaçada continue. "No final, aprende-se a aceitar que
os outros podem rir de você", afirma a palhaça profissional
Bete Dorgam. "E isso é muito bom."
Onde praticar
Galpão do Circo, Rua Girassol, 323, Vila Madalena,
3812-1676. R$ 120,00 (mensalidade para uma aula por semana);
Estúdio das Artes, Rua Doutor Augusto de Miranda,
786, Pompéia,
3803-9396. R$ 100,00 (oficina semanal com cinco aulas de três
horas); Estúdio Nova Dança, Rua 13 de Maio,
240, 2º andar, Bela Vista,
3231-3719. R$ 120,00 (mensalidade para uma aula por semana).
Nos passos de Fred Astaire
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| Flávia Scalzzo com as alunas: coreografias
dos grandes musicais |
O único momento de silêncio do
sapateado é o alongamento, no início. Depois,
as chapinhas (placas de ferro colocadas na sola do sapato para produzir
o som) começam a bater no chão de maneira frenética.
Tanto que mal se consegue ouvir as instruções da professora
Flávia Scalzzo, que ensina a técnica no Espaço
de Dança Andrei Udiloff. Apesar de as pernas se mexerem muito
mais que os braços, o sapateado é considerado um exercício
aeróbico e ajuda quem pretende queimar calorias. "Meus alunos
saem daqui pingando", diz Flávia. "Além disso, adquirem
coordenação, ritmo e um pouco de teoria musical."
A advogada Anne Melnikoff, praticante há três anos,
está feliz com os resultados da dança. "Gosto do sapateado
porque é uma atividade social e movimenta o corpo de maneira
equilibrada", diz. Depois das aulas, Anne fica ensaiando com as
outras aspirantes a Fred Astaire a coreografia que o grupo vai apresentar
em novembro para colegas, pais, namorados e amigos.
Onde praticar
Espaço de Dança Andrei Udiloff, Rua Simão
Álvares, 714, Vila Madalena,
3813-6196 e 4612-0351. R$ 93,00 (para uma aula por semana); Gisele
Bellot, Rua Cayowaá, 266, Perdizes,
3862-3168. R$ 126,00 (para duas aulas por semana).
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