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ESPORTE
Polêmica
na USP
Corredores
de fim de semana
se irritam com
novas regras
impostas pelo campus
Hiroto Yoshioka
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| Competição
na Cidade Universitária: tendas proibidas |
Desde
a semana passada, muitos paulistanos que costumam correr na USP
nos fins de semana estão perplexos e irritados. Isso porque
o novo prefeito da Cidade Universitária proibiu os atletas
de terem ali serviços de apoio prestados por treinadores
de corrida. Para assessorar os praticantes, os personal trainers
montavam tendas com frutas e água, colchonetes e massagista.
Cada uma funcionava como um QG, onde eles davam instruções
e mediam a freqüência cardíaca dos clientes. De
agora em diante, quem quiser correr por lá está liberado,
mas sem nenhum tipo de infra-estrutura.
A
polêmica surgiu quando o prefeito Wanderley Messias da Costa
anulou no fim de 2003 um acordo feito há quase dois anos
entre a USP, o grupo Corredores Paulistas Reunidos (Corpore) e a
Associação dos Técnicos dos Corredores de Rua
(ATC). O acerto permitia a colocação dessas barracas
mediante um pagamento de 150 reais mensais por tenda. "Era um convênio
irregular, que promovia uma elitização do espaço
público", argumenta Costa. "Estávamos sublocando a
Cidade Universitária por uma ninharia." Segundo a Corpore
e a ATC, cerca de 5 000 pessoas correm no campus nos fins de semana,
divididas em mais de sessenta grupos. "A USP é um lugar ideal
para o esporte", afirma Armando Santos, diretor executivo da Corpore.
"Não queremos desrespeitar ninguém, apenas promover
um hábito saudável."
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