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28 de janeiro de 2004
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ESPORTE

Polêmica na USP

Corredores de fim de semana
se irritam
com novas regras
impostas pelo campus


Hiroto Yoshioka
Competição na Cidade Universitária: tendas proibidas

Desde a semana passada, muitos paulistanos que costumam correr na USP nos fins de semana estão perplexos e irritados. Isso porque o novo prefeito da Cidade Universitária proibiu os atletas de terem ali serviços de apoio prestados por treinadores de corrida. Para assessorar os praticantes, os personal trainers montavam tendas com frutas e água, colchonetes e massagista. Cada uma funcionava como um QG, onde eles davam instruções e mediam a freqüência cardíaca dos clientes. De agora em diante, quem quiser correr por lá está liberado, mas sem nenhum tipo de infra-estrutura.

A polêmica surgiu quando o prefeito Wanderley Messias da Costa anulou no fim de 2003 um acordo feito há quase dois anos entre a USP, o grupo Corredores Paulistas Reunidos (Corpore) e a Associação dos Técnicos dos Corredores de Rua (ATC). O acerto permitia a colocação dessas barracas mediante um pagamento de 150 reais mensais por tenda. "Era um convênio irregular, que promovia uma elitização do espaço público", argumenta Costa. "Estávamos sublocando a Cidade Universitária por uma ninharia." Segundo a Corpore e a ATC, cerca de 5 000 pessoas correm no campus nos fins de semana, divididas em mais de sessenta grupos. "A USP é um lugar ideal para o esporte", afirma Armando Santos, diretor executivo da Corpore. "Não queremos desrespeitar ninguém, apenas promover um hábito saudável."

         
     
 
 
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