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26 de maio de 2004
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NOITE

Os gringos da balada

Quem são os estrangeiros que comandam
bares
e danceterias de sucesso na cidade

Fabio Wright

 
Mark Hindmarsh,
30 anos
País de origem: Nova Zelândia
Quando chegou a São Paulo: 1999
Casas que abriu: Kia Ora (foto), Rua Doutor Eduardo de Souza Aranha, 377, Itaim Bibi, fone: 3846-8300; e All Black, Rua Oscar Freire, 163, Jardim Paulista, fone: 3088-7990


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Em comum, eles têm o sotaque arrastado, o gosto pela balada e o espírito empreendedor. Nos últimos anos, a cidade viu surgir uma leva de estrangeiros no comando de bares e danceterias. Todos estão à frente de empreitadas bem-sucedidas e não perdem tempo na hora de expandir os negócios. Dono do agitado pub irlandês All Black, nos Jardins, o neozelandês Mark Hindmarsh inaugurou há um mês seu segundo estabelecimento em São Paulo. "Desta vez, resolvi montar um lugar com referências de meu país", conta. O Kia Ora, no Itaim Bibi, tem balcão em forma de bumerangue, enfeitado com desenhos aborígines, cardápio com pratos típicos e 24 rótulos de vinho da Nova Zelândia e da Austrália. O alto-astral é garantido com shows de rock, pop e dance.

 

Ross Saario,
34 anos
País de origem: Estados Unidos
Quando chegou a São Paulo: 1999
Casas que abriu: Favela (foto), Rua Professor Atílio Innocenti, 419, Vila Olímpia, fone: 3848-6988; Avenida Lavandisca, 590, Moema, fone: 5055-2892; Swahili African Lounge, Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 104, Vila Olímpia, fone: 3845-2140; e Living Room, Rua Clodomiro Amazonas, 1175, Itaim Bibi, fone: 3045-9691

Nascido em New Orleans e criado no Alasca, o americano Ross Saario chegou à cidade em 1999 para trabalhar numa empresa de telefonia. "Fazia oito horas de aula de português por dia", afirma ele, ainda embaralhando os idiomas. Encantado com a noite paulistana, decidiu entrar no ramo. Largou o emprego e abriu o Favela, na Vila Olímpia. A casa, decorada com geladeiras velhas, santinhos de barro e sofás surrados, ganhou em janeiro uma sucursal em Moema. Sócio também da boate Living Room e do bar Swahili African Lounge, o empresário pretende agora levar o Favela para seu país de origem. "Até o ano que vem, vou inaugurar filiais em Miami, Seattle e Phoenix."

 

Maurizio Longobardi,
42 anos
País de origem: Itália
Quando chegou a São Paulo: 1990
Casas que abriu: Bop Bistrô Eletrônico (foto), Rua Inácio Pereira da Rocha, 170, Vila Madalena, fone: 3813-0513; e Grazie a Dio!, Rua Girassol, 67, Vila Madalena, fone: 3031-6568

O argentino Léo Sanchez engrossa o time dos estrangeiros da noite. Depois de montar uma série de estabelecimentos em Buenos Aires, radicou-se no Brasil em 2001 com projetos ambiciosos. Há cinco meses, lançou o bar latino Rey Castro, semelhante ao que funciona na capital argentina. "Faltam bons lugares temáticos por aqui", acredita. Até o fim do ano, promete trazer outra casa de lá: o Soul Café, essa voltada para música negra americana.

Desde 1990 em São Paulo, o italiano Maurizio Longobardi fez da Vila Madalena sua praia. Ele foi um dos idealizadores do Brancaleone, point que marcou época no bairro. Atualmente, comanda o Grazie a Dio! e o Bop Bistrô Eletrônico, um misto de bar, restaurante e boate. Uma vez por ano, vai a Milão para rever os pais. Além da saudade, ele viaja por um motivo prático: "Estou sempre atrás da assessoria culinária da mamma".

 

Léo Sanchez,
38 anos
País de origem: Argentina
Quando chegou a São Paulo: 2001
Casa que abriu: Rey Castro (foto), Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 181, Vila Olímpia, fone: 3044-0716

 

         
     
 
 
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