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NOITE
Os
gringos da balada
Quem
são os estrangeiros que comandam
bares e
danceterias de sucesso
na cidade
Fabio
Wright
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Mark
Hindmarsh,
30
anos
País de origem: Nova Zelândia
Quando chegou a São Paulo: 1999
Casas que abriu: Kia Ora (foto), Rua Doutor Eduardo
de Souza Aranha, 377, Itaim Bibi, fone: 3846-8300; e All Black,
Rua Oscar Freire, 163, Jardim Paulista, fone: 3088-7990 |
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Veja
também
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Assista
ao vídeo e saiba porque empresários estrangeiros
escolheram São Paulo para montar seus negócios |
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Em
comum, eles têm o sotaque arrastado, o gosto pela balada e
o espírito empreendedor. Nos últimos anos, a cidade
viu surgir uma leva de estrangeiros no comando de bares e danceterias.
Todos estão à frente de empreitadas bem-sucedidas
e não perdem tempo na hora de expandir os negócios.
Dono do agitado pub irlandês All Black, nos Jardins, o neozelandês
Mark Hindmarsh inaugurou há um mês seu segundo estabelecimento
em São Paulo. "Desta vez, resolvi montar um lugar com referências
de meu país", conta. O Kia Ora, no Itaim Bibi, tem balcão
em forma de bumerangue, enfeitado com desenhos aborígines,
cardápio com pratos típicos e 24 rótulos de
vinho da Nova Zelândia e da Austrália. O alto-astral
é garantido com shows de rock, pop e dance.
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Ross
Saario,
34 anos
País
de origem: Estados Unidos
Quando chegou a São Paulo: 1999
Casas que abriu: Favela (foto), Rua Professor
Atílio Innocenti, 419, Vila Olímpia, fone: 3848-6988;
Avenida Lavandisca, 590, Moema, fone: 5055-2892; Swahili African
Lounge, Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 104, Vila Olímpia,
fone: 3845-2140; e Living Room, Rua Clodomiro Amazonas, 1175,
Itaim Bibi, fone: 3045-9691
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Nascido
em New Orleans e criado no Alasca, o americano Ross Saario chegou
à cidade em 1999 para trabalhar numa empresa de telefonia.
"Fazia oito horas de aula de português por dia", afirma ele,
ainda embaralhando os idiomas. Encantado com a noite paulistana,
decidiu entrar no ramo. Largou o emprego e abriu o Favela, na Vila
Olímpia. A casa, decorada com geladeiras velhas, santinhos
de barro e sofás surrados, ganhou em janeiro uma sucursal
em Moema. Sócio também da boate Living Room e do bar
Swahili African Lounge, o empresário pretende agora levar
o Favela para seu país de origem. "Até o ano que vem,
vou inaugurar filiais em Miami, Seattle e Phoenix."
O
argentino Léo Sanchez engrossa o time dos estrangeiros da
noite. Depois de montar uma série de estabelecimentos em
Buenos Aires, radicou-se no Brasil em 2001 com projetos ambiciosos.
Há cinco meses, lançou o bar latino Rey Castro, semelhante
ao que funciona na capital argentina. "Faltam bons lugares temáticos
por aqui", acredita. Até o fim do ano, promete trazer outra
casa de lá: o Soul Café, essa voltada para música
negra americana.
Desde
1990 em São Paulo, o italiano Maurizio Longobardi fez da
Vila Madalena sua praia. Ele foi um dos idealizadores do Brancaleone,
point que marcou época no bairro. Atualmente, comanda o Grazie
a Dio! e o Bop Bistrô Eletrônico, um misto de bar, restaurante
e boate. Uma vez por ano, vai a Milão para rever os pais.
Além da saudade, ele viaja por um motivo prático:
"Estou sempre atrás da assessoria culinária da mamma".
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