Nas eleições, fique de olho neles

Quem são os vereadores candidatos à reeleição
em São Paulo e como foi seu trabalho na
Câmara Municipal até agora

Adriano Diogo (PT) Ivo Morganti (PMDB)
Alan Lopes (PTB) Jooji Hato (PMDB)
Aldaíza Sposati (PT) Jorge Taba (PSB)
Ana Maria Quadros (PSDB) José Amorim (PTB)
Anna Martins (PC do B) José Eduardo Martins Cardozo (PT)
Antonio Goulart (PMDB) José Izar (PST)
Archibaldo Zancra (PL) José Mentor (PT)
Arselino Tatto (PT) Lídia Corrêa (PMDB)

Aurélio Nomura (PSDB)

Luiz Paschoal (PL)
Aurelino de Andrade (PFL) Maria Helena (PL)
Brasil Vita (PPB) Mário Dias (PPB)
Bruno Feder (PTB) Miguel Colasuonno (PMDB)
Carlos Neder (PT) Milton Leite (PMDB)
Cármino Pepe (PL) Myryam Athie (PMDB)
Celso Cardoso (PPB) Mohamad Mourad (PL)
Cosme Lopes (PPB) Natalício Bezerra da Silva (PTB)
Dalton Silvano (PSDB) Osvaldo Enéas (Prona)
Devanir Ribeiro (PT) Paulo Frange (PTB)
Dito Salim (PPB) Pierre de Freitas (PSDB)
Domingos Dissei (PPB) Roberto Tripoli (PSDB)
Éder Jofre (PSDB) Rubens Calvo (PSB)
Éder Jofre (PSDB) Salim Curiati Júnior (PPB)
Emílio Meneghini (PPB) Toninho Paiva (PFL)
Faria Lima (PMDB) Vicente Cândido (PT)
Gilson Barreto (PSDB) Viviani Ferraz (PL)
Ítalo Cardoso (PT) Wadih Mutran (PPB)

 

Adriano Diogo (PT)
www.adrianodiogo.com.br
Está no terceiro mandato. Já apresentou, sem sucesso, quatro pedidos de CPI para investigar o Plano de Atendimento à Saúde (PAS). Durante o atual mandato, enfrentou policiais para conseguir entrar num manicômio em que velhinhos estavam sendo torturados. Em fevereiro de 1999, votou a favor da instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Também votou a favor do impeachment de Celso Pitta nas duas ocasiões em que a proposta foi apresentada, em maio de 1999 e em abril deste ano.

Alan Lopes (PTB)
Antes de ser vereador, Alan Lopes foi diretor da Anhembi Turismo. Era suplente do vereador Nelo Rodolfo e assumiu quando o titular foi eleito deputado federal. Em maio de 1999, votou contra a abertura de processo de impeachment contra Celso Pitta. Em abril deste ano, mudou de posição e votou a favor. Sua base eleitoral fica na Regional de Vila Mariana, alvo das investigações da polícia e do Ministério Público no caso da Máfia dos Fiscais. Em fevereiro de 1999, votou contra a instauração da CPI para investigar o esquema de corrupção nas administrações regionais.

Aldaíza Sposati (PT)
www.aldaiza.com.br
Vereadora pela segunda vez, é autora da lei que proíbe a discriminação nos elevadores por motivo de classe social, raça ou gênero. Coordenou uma equipe que mediu o índice de qualidade de vida nos 96 distritos da cidade. O levantamento, chamado Mapa da Inclusão/Exclusão Social de São Paulo, comparou a situação de vida dos paulistanos de acordo com o local de moradia. Em fevereiro de 1999, votou a favor da instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Também votou a favor do impeachment de Celso Pitta nas duas ocasiões em que a proposta foi apresentada.

Ana Maria Quadros (PSDB)
anamariaquadros@uol.com.br
Foi líder da bancada de vereadores do PSDB e atualmente é presidente da Comissão Especial sobre a Situação de Jovens e Adolescentes em relação ao Alcoolismo, Tabagismo e outras Dependências Químicas. Um de seus projetos mais importantes é o que institui as creches noturnas. Em fevereiro de 1999, votou a favor da instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Também votou a favor do impeachment de Celso Pitta nas duas ocasiões em que a proposta foi apresentada.

Anna Martins (PC do B)
Assistente social, trabalhou na roça quando era criança e depois como operária em sete fábricas. Casada com um eletricista aposentado, tinha um Fusca ano 80, que foi roubado. Nove de seus projetos viraram leis. Entre eles, o que cria faixas para ciclistas nas avenidas do município. Votou a favor do impeachment de Celso Pitta.

Antonio Goulart (PMDB)
Fundador da Gaviões da Fiel, a mais conhecida torcida organizada do Corinthians, exerce influência sobre a Regional de Cidade Ademar. Votou contra a CPI da Máfia dos Fiscais em fevereiro de 1999 e contra o impeachment de Celso Pitta em maio de 1999. Em abril deste ano, mudou sua posição e votou a favor do impeachment. Um de seus projetos transformou o Autódromo de Interlagos em parque público municipal.

Archibaldo Zancra (PL)
Empregou dois irmãos em seu gabinete. Exerce influência sobre a Regional de Vila Prudente. Em fevereiro de 1999, votou contra a CPI da Máfia dos Fiscais. Votou contra o impeachment de Celso Pitta em maio de 1999 e, em abril deste ano, se absteve na segunda vez que a proposta foi apresentada. Dias depois que foram barrados o impeachment de Celso Pitta, a prorrogação da CPI da Máfia dos Fiscais e a instalação da CPI dos Precatórios, ele reuniu o prefeito e vereadores para uma festa em sua casa, na Vila Prudente

Arselino Tatto (PT)
www.arselino-tatto.com.br
Ex-metalúrgico, é autor do projeto que institui o Programa de Renda Mínima no município. Também foi autor da lei que instituiu a meia-entrada para estudantes em casas de espetáculo, cinemas e jogos de futebol. Está na sua terceira gestão. A primeira foi em 1988 e a segunda, em 1992. Em fevereiro de 1999, votou a favor da instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Em maio do mesmo ano, votou a favor do impeachment de Celso Pitta. Em abril deste ano, repetiu o voto.

Aurélio Nomura (PSDB)
www.aurelionomura.com.br
Está em seu segundo mandato. No primeiro, em 1992, foi eleito pelo PL e controlou por alguns meses a Regional do Jabaquara. Desta vez, pelo PSDB, presidiu por três anos consecutivos a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente. Em fevereiro de 1999, votou a favor da instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Em maio do mesmo ano, votou a favor do impeachment de Celso Pitta, posição que manteve em abril deste ano.

Aurelino de Andrade (PFL)
Exerce influência sobre a Regional de São Miguel Paulista. Foi relator da comissão processante que analisou a cassação do mandato da vereadora Maria Helena (ela acabou sendo absolvida). Em fevereiro de 1999, votou contra a instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Também votou contra o impeachment de Celso Pitta em maio de 1999. Mudou sua posição em abril deste ano, quando votou a favor.

Brasil Vita (PPB)
Um dos vereadores mais antigos, está na Câmara Municipal há 40 anos e exerce influência sobre a Regional do Butantã. É o atual líder do governo Celso Pitta na Câmara. Foi autor da proposta de CPI da Máfia dos Fiscais que excluía vereadores, prefeito e secretários das investigações. Em fevereiro de 1999, votou contra a instauração da CPI para investigar o esquema de corrupção nas administrações regionais. Votou contra o impeachment do prefeito em maio de 1999 e manteve a posição em abril deste ano.

Bruno Feder (PTB)
Controlou a administração regional de Vila Mariana. É suspeito de ter indicado pelo menos quatro funcionários fantasmas no Anhembi. Exercia influência no extinto módulo 2 do PAS, um dos campeões de denúncias. Em 1990, quando também era vereador, propôs a implementação de uma lei determinando que vagas em escolas municipais e creches, o direito de comprar apartamentos da Cohab e a possibilidade de obter emprego na prefeitura só seriam permitidos a quem morasse e trabalhasse na cidade por mais de dois anos. O objetivo era dificultar o acesso dos migrantes a São Paulo. Em fevereiro de 1999, votou a favor da CPI da Máfia dos Fiscais. Em maio de 1999, votou contra o impeachment de Celso Pitta. Em abril deste ano, mudou sua posição e votou a favor.

Carlos Neder (PT)
www.alternex.com.br/~neder
Médico sanitarista, foi secretário da Saúde na gestão da prefeita Luiza Erundina. Apresentou mais de 50 projetos na Câmara, a maioria na área da saúde. Entre as leis aprovadas, está a que obriga as borracharias a deixar os pneus em locais cobertos para evitar focos de proliferação de dengue. Em fevereiro de 1999, votou a favor da instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Em maio do mesmo ano, votou a favor do impeachment de Celso Pitta e manteve a posição em abril deste ano.

Cármino Pepe (PL)
Assumiu o cargo após a cassação da vereadora Maeli Vergniano. Até então, era delegado de polícia do 77º DP (Santa Cecília). Participa da Comissão de Administração Pública, na qual é relator de um projeto que tenta extinguir o Tribunal de Contas do Município. Em abril deste ano, votou a favor da abertura do impeachment de Celso Pitta.

Celso Cardoso (PPB)
Eleito com 28.555 votos, é representante da bancada evangélica na Câmara. Um mês após a queda do teto de um templo da Igreja Universal do Reino de Deus, em Osasco, que resultou na morte de 25 pessoas, apresentou um projeto de lei determinando a dispensa de alvará de funcionamento para templos religiosos. Exerce influência sobre a Regional de Guaianazes. Em fevereiro de 1999, votou contra a instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Votou contra o impeachment de Celso Pitta em maio de 1999. Em abril deste ano, mudou sua posição e votou a favor.

Cosme Lopes (PPB)
Capitão da Polícia Militar, foi reeleito com 29.298 votos. É investigado pelo Ministério Público por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção da Regional de Jaçanã-Tremembé, sob o seu controle. Em fevereiro de 1999, votou contra a instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Votou contra o impeachment de Celso Pitta em maio de 1999 e, em abril de 2000, se absteve na votação do mesmo tema.

Dalton Silvano (PSDB)
www.daltonsilvano.com.br
Eleito com 13.622 votos, foi um dos dois membros da oposição na CPI da Máfia dos Fiscais. Defende a legalização do transporte clandestino. Um projeto seu determina a liberação de peruas e táxis apreendidos com a isenção de multas e taxas. Em fevereiro de 1999, votou a favor da instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Em maio do mesmo ano, votou a favor do impeachment de Celso Pitta e manteve a posição em abril deste ano.

Devanir Ribeiro (PT)
www.devanir-ribeiro.com.br/
Ex-metalúrgico, é o primeiro-secretário da Câmara Municipal. Fez parte da comissão que avaliou a denúncia da OAB-SP contra Celso Pitta. A entidade pediu o impeachment do prefeito. Antes de ser vereador, foi presidente estadual do PT de 1983 a 1985. Foi preso político na época dos governos militares. Em fevereiro de 1999, votou a favor da instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Votou a favor do impeachment de Celso Pitta nas duas ocasiões em que a proposta foi apresentada.

Dito Salim (PPB)
Contratou a filha como chefe de gabinete. Foi um dos mais citados durante as investigações da Máfia dos Fiscais. O ex-funcionário da Câmara Laerte Antonacci disse à polícia que encaminhava mensalmente entre 15 000 e 16 000 reais para o vereador. A ex-funcionária Lúcia Lanza afirmou que era obrigada a devolver a ele 2 400 reais de seu salário (de 3 100 reais). Segundo depoimentos, uma empresa pagou ao vereador 6 000 para se livrar de fiscalização em Itaquera, onde exerce influência. Em fevereiro de 1999, votou contra a instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Em maio de 1999, votou contra o impeachment do prefeito e se absteve em abril deste ano, quando uma nova proposta foi apresentada.

Domingos Dissei (PPB)
www.dissei.com.br
Ex-secretário das Administrações Regionais (novembro de 1998 a setembro de 1999), foi eleito vereador com 45.945 votos. Durante a campanha eleitoral, usou o slogan: "O amigo da terceira idade". Foi administrador regional do Ipiranga duas vezes. Após ser eleito vereador, continuou exercendo influência sobre essa regional. A polícia e o Ministério Público investigam um possível esquema de arrecadação de propinas em troca de benefícios a indústrias e comerciantes da região nesse período. Dissei indicou dois parentes para trabalhar na Anhembi Turismo (ambos seriam funcionários fantasmas, segundo a polícia). Em abril deste ano, votou a favor da abertura do processo de impeachment de Celso Pitta.

Éder Jofre (PSDB)
www.ederjofre.com.br
Ex-campeão de boxe, conseguiu sucesso na carreira política graças à sua popularidade. Abandonou os ringues em 1976 após 81 lutas, dois títulos mundiais, 77 vitórias, 52 nocautes e dois empates. Em 1982, ingressou na política. Em 1996, foi eleito 1º suplente com 11.105 votos e efetivou-se com a saída de Turco Loco, eleito deputado estadual em 1998. Em abril deste ano, votou a favor da abertura do processo de impeachment de Celso Pitta.

Edivaldo Estima (PPB)
Reeleito com 54.000 votos, exerce influência sobre a Regional da Capela do Socorro. Em fevereiro de 1999, votou contra a instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Em maio de 1999, votou contra o impeachment de Celso Pitta. Em abril de 2000, se absteve em outra votação semelhante.

Emílio Meneghini (PPB)
É vereador pela quarta vez. A primeira foi em 1959, pelo PDC. Controla a Regional de Aricanduva-Vila Formosa desde a gestão de Paulo Maluf. Já foi deputado estadual pelo MDB, de 1967 a 1971. Na Câmara Municipal, contratou o neto como assessor em seu gabinete. Em maio de 1999, votou contra o impeachment de Celso Pitta. Em abril de 2000, se absteve em outra votação semelhante.

Faria Lima (Paulo Roberto Faria Lima) (PMDB)
sites.uol.com.br/faria.lima
Sobrinho do ex-prefeito José Vicente Faria Lima e filho do ex-deputado federal José Roberto Faria Lima, foi eleito com 39.730 votos. Exerce influência sobre a Regional de Pinheiros, que administra uma das regiões mais nobres de São Paulo. Foi a prisão do fiscal Marco Antonio Zeppini, dessa regional, que originou a investigação sobre a Máfia dos Fiscais. Zeppini disse à polícia que arrecadava 120.000 reais por mês de caixinha dos comerciantes da região para não multá-los. Em fevereiro de 1999, votou contra a instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Votou contra o impeachment de Celso Pitta em maio de 1999. Em abril deste ano, mudou sua posição e votou a favor.

Gilson Barreto (PSDB)
www.gilsonbarreto.com.br
Chegou à Câmara em 1989 como primeiro suplente do PSDB. Em 1996, foi eleito com 27.034 votos - 14.000 só na região de São Mateus. Apresentou 88 projetos, dos quais doze foram transformados em lei. Entre eles, o que estabelece horário e local para estacionamento de veículos de transporte de valores. Em fevereiro de 1999, votou a favor da instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Em abril deste ano, deu voto favorável à abertura do processo de impeachment do prefeito.

Ítalo Cardoso (PT)
Ex-metalúrgico, está em seu terceiro mandato. Fez parte da CPI do Cemitério de Perus. A comissão concluiu que valas desse cemitério foram usadas para enterrar opositores do regime militar. Entre seus oito projetos transformados em lei, está o que estabelece normas para o armazenamento de botijões de gás. Em fevereiro de 1999, votou a favor da instauração da CPI da Máfia dos Fiscais. Também votou a favor do impeachment de Celso Pitta nas duas ocasiões em que a proposta foi apresentada.

 

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