CONCERTO

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A Orquestra Bach: programa com Vivaldi e homenagem ao patrono


ORQUESTRA BACH DO GEWANDHAUS DE LEIPZIG.
Na semana passada, o conjunto italiano Europa Galante ganhou a platéia do Cultura Artística com uma leitura jovial de As Quatro Estações, de Vivaldi. Nesta semana, outra atração internacional de câmara chega à cidade para também apresentar peças barrocas. Criada em 1962, a Orquestra Bach está sediada no Gewandhaus, em Leipzig, famosa sala de concertos alemã. O violinista Christian Funke lidera os dezoito músicos do grupo. Na segunda (21), eles tocam As Quatro Estações e homenageiam Bach interpretando a Suíte em Si Menor para Flauta, Cordas e Contínuo BWV 1067, o Concerto em Dó Menor para Violino, Oboé, Cordas e Contínuo BWV 1060 e o Concerto em Mi Maior para Violino, Cordas e Contínuo BWV 1042. No programa de terça (22), repetem as três obras de Bach e mostram ainda dois dos seis Concertos de Brandemburgo – o de Nº 2 e o de Nº 5 –, que figuram entre as criações mais perfeitas do compositor alemão, morto há 250 anos.

 

SHOWS

 
Marcos Muri

Fred: "samba não é do Gugu nem é do Faustão", canta o líder do Mundo Livre
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Stereolab: vanguarda musical inglesa

STEREOLAB E MUNDO LIVRE S/A. Enquanto as grandes casas de espetáculos apostam no sucesso seguro, alguns espaços seguem em outra direção: abrem seu palco para a música de qualidade excluída dos viciados dials radiofônicos e circos televisivos. O oásis desta semana é o Sesc Pompéia, com shows, em noites diferentes, de duas bandas: a recifense Mundo Livre S/A e a inglesa Stereolab. No CD que lança, intitulado Por Pouco, o Mundo Livre mistura cavaquinho, batidas eletrônicas, rock e muito samba, ritmo que, canta o líder Fred Zero Quatro, "não é do Gugu nem é do Faustão". O Stereolab vem a reboque de The First of the Microbe Hunters, 13º disco em quase uma década de carreira. As canções fundem tecnopop com os toques melodiosos do easy listening mais bossa nova – e samba também, na ótima Household Names.

 

EXPOSIÇÃO

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Escultura de Elisa Bracher: a arte invade o Parque da Luz


ESCULTURAS MONUMENTAIS BRASILEIRAS.
Mais uma vez, a Pinacoteca ultrapassa as barreiras de seu belo prédio e invade o vizinho Parque da Luz. Ali, foram espalhadas trinta esculturas de pesos-pesados das artes plásticas brasileiras. Trabalhos mais recentes como Craca, de Nuno Ramos, apresentado na Bienal de Veneza de 1995, convivem em harmonia com A Portadora de Perfume, de Victor Brecheret, e Moça no Espelho, de Bruno Giorgi. Outras setenta peças estão distribuídas dentro da Pinacoteca. Entre elas, há seis criações de Domenico Calabrone, um dos mais importantes adeptos da chamada estética fractal, morto no mês de abril. Passear pelo quase bicentenário parque – agora limpo, com câmaras de monitoramento, um lago povoado de carpas e esta mostra em meio à vegetação – voltou a ser um delicioso programa.

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