Transporte

 

 

Mario Rodrigues

Ponto lotado na Avenida
Rebouças: com poucos corredores exclusivos, ônibus rodam a uma velocidade de 14 quilômetros por hora

Problema: Sofrem os que andam de ônibus e sofrem, de outro jeito, os que andam de automóvel. Sem um sistema de transporte coletivo decente, a cidade enche-se de carros, e o trânsito emperra. Os trens metropolitanos são insuficientes e muitos estão em estado deplorável. Os ônibus rodam, em média, a 14 quilômetros por hora. O metrô, um nadinha no imenso mapa da cidade, já dá sinais de saturação. É uma crueldade. Cerca de 62,5% dos usuários perdem de uma a duas horas por dia no trânsito, 20% passam de duas a três e 17,5%, mais de três horas. Os 9.700 ônibus, que hoje transportam 3,7 milhões de passageiros por dia, em 1994 levavam 6,5 milhões de pessoas. Nesse vácuo, 13.000 peruas clandestinas disputam espaço nas ruas. Tudo isso é fruto da falta de uma política global e de investimentos no setor.


Paulo Giandalia/Folha Online


Soluções:
Parece o paradoxo do biscoito. Para melhorar o sistema, é preciso atrair a classe média. Para atraí-la é necessário melhorar o sistema, aumentando a velocidade e a eficiência de ônibus (de exclusiva responsabilidade da prefeitura) e investindo em trens e metrô (ambos da esfera estadual). Uma das soluções mais baratas para os ônibus (2 milhões de reais por quilômetro) são os corredores exclusivos, onde os veículos podem rodar a 25 quilômetros por hora. Com maior rapidez, os custos cairiam até 30%. É preciso fazer parcerias com o Estado para integrar os ônibus aos 133 quilômetros da CPTM, subutilizados, e aos 49,2 do metrô. O serviço de vans deve ser disciplinado e integrado ao sistema.

 

Veja as propostas dos candidatos:

Marta
Maluf
Erundina
Alckmin
Tuma

 

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