Segurança

 

 

Fotos Mário Rodrigues

Praça da Sé, um dos cartões-postais da cidade: depois da retirada dos camelôs, o número de roubos caiu 70%


Problema:
Eis um problema gravíssimo, cuja responsabilidade direta não cabe à prefeitura. Numa cidade com quinze homicídios e 300 assaltos por dia, embora disponha de um contingente de 19.529 PMs e 11.367 policiais civis, o papel de combate ao crime está nas mãos do governo do Estado. A questão é que a prefeitura não cumpre a sua parte. No ano passado, por exemplo, a PM perdeu mais de 50.000 horas de patrulhamento socorrendo parturientes e removendo doentes mentais, trabalho que caberia à assistência social do município. Os 4.300 homens da Guarda Civil Metropolitana (GCM) também são insuficientes para vigiar adequadamente as escolas municipais e o patrimônio público.



Soluções: O que a prefeitura pode fazer é cumprir suas tarefas básicas, de maneira a facilitar a prevenção de atos criminosos. Deve, por exemplo, iluminar convenientemente as ruas, fiscalizar hotéis e boates que dão suporte à prostituição, coibir o excesso de ruídos em bares e danceterias, retirar ambulantes. Ajudaria muito. Veja-se o caso da Praça da Sé. Após a remoção dos camelôs, em 1997, o número de roubos caiu 70%. A prefeitura pode contribuir para o combate à infração contra o espaço público. São milhares de caçambas, cavaletes, pontos de táxi não autorizados, perueiros ilegais, construções irregulares e lojas que se apropriam das calçadas.

 

 

Veja as propostas dos candidatos:

Marta
Maluf
Erundina
Alckmin
Tuma

 

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