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Saúde
Maurilo Clareto/AE

Manifestação
contra a falta de médicos em frente do posto do Jardim
Três Corações, na Zona Sul: sistema de assistência
à saúde precisa integrar-se ao do Estado |
Problema:
São
Paulo tem um sistema híbrido de assistência à
saúde. Mistura unidades gerenciadas por cooperativas médicas
e pelo município. Por isso, não cumpre uma das exigências
do Sistema Único de Saúde, SUS a municipalização
do atendimento básico , deixando de receber 250 milhões
de reais por ano do governo federal. A prefeitura arca com 150 milhões
de reais anuais em salários de 10.400
funcionários que não aderiram às cooperativas
e estão subaproveitados em outras secretarias. Diante da
falta de integração com o Estado, as unidades básicas
são mal aproveitadas e os hospitais de alta complexidade
acabam ficando lotados. A cidade tem um número aceitável
de leitos (2,75 para cada 1 000 habitantes, quando a recomendação
da Organização Mundial da Saúde, OMS, é
de 3 por 1.000), mas são mal distribuídos.
Rogério Montenegro

"O
Programa de Saúde da Família atenderá 5
milhões de pessoas com o fornecimento gratuito de remédios"
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Soluções:
Definir
um rumo para a saúde. Para receber a verba do SUS, a prefeitura
deve municipalizar as unidades básicas. É preciso
integrar os serviços municipais e estaduais, montando uma
rede hospitalar que atenda de forma equânime às diversas
regiões. Nos bairros, ficariam as unidades básicas.
Cada região teria seu hospital de referência e ambulatórios
de especialidades. Esses hospitais estariam ligados a uma unidade
de alta complexidade. Assim, seria reduzida a superlotação
em hospitais como o Hospital das Clínicas. Estima-se que
90% dos casos possam ser resolvidos em unidades básicas bem
equipadas, 9% em hospitais gerais e apenas 1% em hospitais superespecializados.
Duas outras ações devem ser estudadas: construção
de novos hospitais e adoção de um programa de agentes
comunitários de saúde.
Veja
as propostas dos candidatos:
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