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Plano
Diretor
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Gladstone Campos

Caminhões
no caminho: eles
podem fazer mais ou
menos parte da paisagem da
cidade, dependendo
da política urbana
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Problema:
Saber
aonde se quer chegar já é meio caminho andado. Mas,
para quem não faz a mínima idéia de qual será
seu destino, qualquer caminho serve. Essa imagem ajuda a explicar
um problemão da administração paulistana: a
falta de rumo. Planejamento urbano, de verdade, é aquele
que define as grandes metas de circulação e transporte,
desenvolvimento econômico e regional, além de estratégias
para os terrenos urbanos, o chamado "uso do solo". A tudo isso se
dá o nome de Plano Diretor (PD). Parece um tema distante
da vida cotidiana. Não é. Para o bem e para o mal.
Um detalhe no texto é capaz de colocar ou tirar centenas
de caminhões da rua de sua casa. O último PD é
de 1971, quando a cidade possuía apenas dois dos atuais 45
shoppings, um sexto dos carros e uma economia industrial que mudou
radicalmente. Sem uma visão atualizada e abrangente, a prefeitura
tende a pensar pequeno e implanta soluções localizadas,
que geram novos problemas. Um deles é a Lei de Zoneamento,
desacreditada, desrespeitada e uma das maiores fontes de
propina da caixinha dos fiscais. Um bom PD reduz a possibilidade
de negociatas de vereadores que se acreditam donos da cidade a ponto
de vendê-la aos pedaços.
Jorge Araújo/Folha online

"Irei
adensar o crescimento em áreas dotadas de infra-estrutura"
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Soluções:
Além
dos componentes técnicos, um Plano Diretor é um acordo
político. Primeiro, a cidade deve eleger um prefeito capaz
de pensar grande e a longo prazo, com disposição para
negociar com o conjunto de sua sociedade. Na Câmara há
um projeto de Pitta. O próximo prefeito pode atualizá-lo
e devolvê-lo à votação. Ou jogá-lo
no lixo e fazer outro. Isso talvez leve algum tempo. Imediatamente,
pode-se fazer o zoneamento funcionar, alterando-o onde for necessário
para criar oportunidades econômicas e de moradia como
no centro, por exemplo.
Veja
as propostas dos candidatos:
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