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Habitação
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Gal Oppido/Imagem Data

Favela
às margens do Rio Tamanduateí, próximo
à Marginal Tietê: déficit habitacional
é de 500 000 moradias
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Problema:
Cerca
de 5 milhões de pessoas, ou metade da população
paulistana, moram em habitações irregulares. São
2,5 milhões vivendo em loteamentos ilegais, 2 milhões
em favelas e 600.000 em cortiços.
O déficit habitacional é estimado em 500.000
unidades. Dos 30.000 apartamentos do
Cingapura prometidos por Pitta na campanha eleitoral, foram entregues
7.925. A prefeitura prevê a conclusão
de outros 1.865 até dezembro,
completando 9.790 unidades em quatro
anos, menos de um terço do planejado. Mais casas estão
sendo tocadas em mutirões, retomados no ano passado, mas
não há previsão de quando ficarão prontas.
Em outros programas, a atual administração deve concluir
mais 6.910 moradias. Isso quer dizer
que, na melhor das hipóteses, Pitta terminará o mandato
com 16.700 unidades, média de
4.170 por ano. Nesse ritmo, seriam necessários
120 anos para acabar com o drama da falta de moradia. Os altos níveis
de inadimplência 90% na Cohab e 50% no Cingapura
também colocam em risco a continuidade dos projetos.
Rogério Montenegro
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| "Darei
prioridade à urbanização de favelas e à
recuperação de cortiços" |
Soluções: Segundo
a Secretaria Municipal da Habitação, a maior parte
dos loteamentos ilegais pode ser regularizada e receber obras de
infra-estrutura básica. A construção por mutirões,
embora mais lenta, tem um custo máximo de 13.200
reais por unidade, contra os 23.000 reais
no Cingapura. A vantagem é que o próprio morador entra
com a mão-de-obra. Desde que feitas com critério e
bem fiscalizadas, as Operações Interligadas
sistema que arrecada verba para moradia popular vendendo alterações
do zoneamento a projetos imobiliários podem alavancar
recursos para o setor. A prefeitura também precisa atuar
em conjunto com o Estado para coordenar os programas habitacionais.
Outra medida urgente é revisar a desatualizada legislação
de ocupação e uso do solo. Isso só será
possível com a aprovação de um novo Plano Diretor
para a cidade.
Veja
as propostas dos candidatos:
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