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Funcionalismo
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Mario Rodrigues

São
muitos funcionários (105 000), a maioria ganhando pouco
(em média, 300 reais), quase sem treinamento: servidores
desmotivados atendem mal o cidadão
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Problema:
Muitos
paulistanos têm verdadeira ojeriza ao funcionalismo público.
Quem já enfrentou fila em alguma repartição
municipal entende o porquê. Poucos órgãos de
prefeitura contam com estrutura adequada ao atendimento. Os funcionários
se queixam de vencimentos defasados (o sindicato reivindica 147%
de reposição salarial), da falta de uma política
de aperfeiçoamento profissional e de planos de carreira.
Trata-se de uma máquina gigantesca, com 105 000 funcionários.
O salário médio do pessoal da ativa é de 300
reais. Muitos, porém, são contratados por autarquias,
como Anhembi e Prodam, e, comissionados, chegam a receber trinta
vezes mais.
Rogério Montenegro

"Minha meta é eliminar o cabide de emprego e estimular
a carreira do funcionalismo" |
Soluções:
É
preciso motivar quem está do lado de trás do balcão.
Para isso, é essencial rever a política salarial (verificar
quais cargos têm salários incompatíveis com
a função e negociar dívidas na Justiça),
implantar planos de carreira, informatizar os órgãos
públicos e capacitar os funcionários para o uso da
nova tecnologia. Basta uma gerência competente para identificar
quem está trabalhando e quem está apenas fazendo número.
É necessário ainda aplicar mecanismos de punição
aos maus servidores (inquérito, suspensão e exoneração)
e restringir as contratações sem concurso apenas a
cargos que sejam realmente de confiança, como no caso dos
chefes de gabinete.
Veja
as propostas dos candidatos:
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