Enchentes

 

 

Robson Fernandjes/AE

Paulistano ilhado em enchente no Campo Limpo, no final de fevereiro: plano de prevenção precisa estar integrado com o de prefeituras vizinhas

Problema: Quando as chuvas de verão começam a cair, o paulistano já se prepara para enfrentar o pior. Fruto, sobretudo, da ocupação desordenada da cidade – as várzeas dos rios, mais sujeitas a inundações, estão tomadas por avenidas e casas –, as previsíveis enchentes são agravadas pela falta de uma política que diminua suas conseqüências. Pelo menos 600 dos 3.000 quilômetros de galerias pluviais já não comportam o volume de água. A impermeabilização do solo aumenta a velocidade da água da chuva que chega ao Tietê, que transborda cada vez mais rapidamente. Os alagamentos, contudo, ocorrem mesmo em locais distantes dos rios, principalmente por causa do entupimento das bocas-de-lobo.


Eduardo Knapp/Folha Online

"Faremos um plano diretor de drenagem e daremos prioridade aos piscinões"


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Soluções:
Se não há como acabar com o problema das enchentes, pelo menos é possível diminuir os efeitos das chuvas. O governo estadual anunciou que irá concluir as obras de rebaixamento da calha do Rio Tietê em 2003. Caso a promessa seja cumprida, será um alívio para quem sofre com os congestionamentos na marginal ou mora perto. Mas a prefeitura ainda tem muito a fazer. Como a água encontra sempre um caminho, esse é um problema que não se resolve com medidas isoladas. O próximo prefeito terá de montar um plano integrado, com as administrações vizinhas e com o Estado. Para aumentar a permeabilização, é possível trocar calçadas por gramados, fazer mais praças e reservatórios em edifícios, além de usar pavimento poroso em ruas secundárias e em grandes estacionamentos. A prefeitura tem de construir mais piscinões, já que onde eles foram feitos as enchentes diminuíram consideravelmente. Quando a cheia é inevitável, é essencial manter sistemas de alerta capazes de prever transbordamentos com até três horas de antecedência. É importante ainda substituir galerias obsoletas e limpar bueiros com maior regularidade. Porém, nada disso adiantará se não forem feitas campanhas de conscientização para que o paulistano não jogue lixo nas ruas.

 

Veja as propostas dos candidatos:

Marta
Maluf
Erundina
Alckmin
Tuma

 

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