Dívida municipal

Problema: A situação da prefeitura é dramática. Ela tem uma dívida de 16,5 bilhões de reais – mais de duas vezes o orçamento anual, de 7,6 bilhões. Já em 2001, o novo prefeito precisará desembolsar até 13% da receita líquida do município (780 milhões de reais) para cumprir o acordo firmado entre Pitta e o governo federal na renegociação de 10,5 bilhões de reais. Também herdará um débito de 1,47 bilhão em restos a pagar (350 milhões de reais por ano). Acrescentando-se as despesas fixas com pessoal (3 bilhões por ano) e custeio (2,2 bilhões) o desembolso chega a 6,3 bilhões, apenas 100 milhões a menos que todo o dinheiro que entrou nos cofres municipais no ano passado. Há mais. Para conseguir juros de 6% ao ano, Pitta comprometeu-se a quitar 20% do valor renegociado (2,1 bilhões de reais) em trinta meses. O acordo proíbe novos financiamentos, com exceção de 200 milhões de reais para a recuperação do centro e outros 741 milhões para transporte público.


Lalo de Almeida/Folha Online

"Transformaremos o
endividamento em gastos correntes e vamos gerar recursos que desonerem o Tesouro"

Soluções: Renegociar com os credores e reforçar o caixa. A renegociação pode começar com fornecedores. Fazendo isso e controlando o orçamento, a nova administração pode reduzir os gastos de custeio e investir em outras áreas. O novo prefeito terá de tentar com o governo federal uma redução nos 13% da receita comprometidos com a dívida. O mesmo vale para os 2,1 bilhões que devem ser pagos em trinta meses. O município possui 7 bilhões de reais em imóveis e pode vender parte deles. Também é possível obter recursos com a cobrança de parte da dívida ativa. São 5,8 bilhões de reais que a prefeitura tem a receber. Outra possibilidade de fazer caixa é a privatização de órgãos, como o Anhembi, o Estádio do Pacaembu e o Autódromo de Interlagos.

 

Veja as propostas dos candidatos:

Marta
Maluf
Erundina
Alckmin
Tuma

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