Corrupção

 

 

Mário Rodrigues

Problema: O Ministério Público calcula que, só nos últimos oito anos, a corrupção devorou 15 bilhões de reais da prefeitura de São Paulo. É um número estimado que pode estar longe da realidade. Mas, mesmo que seja a metade disso, corresponde a um orçamento anual do município. Essa dinheirama escorreu dos cofres públicos em três frentes principais:

multas que deixaram de ser cobradas;

impostos que não foram arrecadados por causa da vista grossa dos fiscais; e

superfaturamento em obras e serviços.

Desde o início das denúncias contra a máfia dos fiscais, em 1998, descobriu-se que a propina estava arraigada na cidade -- da cessão de espaço na calçada para os camelôs à fiscalização de coleta de lixo. Hoje, mais de 600 pessoas estão sendo investigadas. Entre os vereadores há dezesseis sob investigação. Oito deles foram denunciados (José Izar, Hanna Gharib, Maeli Vergniano, Maria Helena, Dito Salim, Faria Lima, Armando Mellão e Vicente Viscome, este condenado e preso).

Soluções: Se é impossível evitar a corrupção, pode-se ao menos inibir a roubalheira, vigiando de perto quem lida com dinheiro público. O primeiro passo é montar uma corregedoria independente, com funcionários e moradores que fiscalizem as ações dos fiscais. Para combater o clima de impunidade, deve-se agilizar os processos disciplinares. O excessivo número de leis e normas funciona muitas vezes como "dificuldade que serve para vender facilidades". Diminuí-las significa menos burocracia e menos espaço para achaques. Para evitar os superfaturamentos, a sociedade civil precisa ter acesso às informações da administração municipal e execução orçamentária (vendo, assim, o que está sendo gasto e onde). A internet é um dos meios para divulgar esses dados.

 

Veja as propostas dos candidatos:

Marta
Maluf
Erundina
Alckmin
Tuma

 

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