Os candidatos

 

 

Marta Suplicy Paulo Maluf
Luiza Erundina Geraldo Alckmin
Romeu Tuma Marcos Cintra
Enéas Carneiro Fábio Bosco
José de Abreu João Manuel Baptista
José Maria Marin Osmar Lins
Canindé Pegado Rui Costa Pimenta
Ciro Moura

 

Feco Hamburger


Marta Suplicy, 55 anos

Partido: Partido dos Trabalhadores (PT), com PCB, PHS e PC do B (Coligação Muda São Paulo)

Vida Pública: Foi deputada federal entre 1995 e 1998, ocupando a vice-liderança do PT na Câmara. É autora de projetos polêmicos, como a regulamentação do direito de aborto e a parceria civil para homossexuais. Em 1998, quando se candidatou ao governo do Estado, ficou fora do segundo turno por apenas 74 000 votos, menos de 1%. Ingressou no PT em 1980, meses depois da fundação do partido. Não tem experiência administrativa, pois jamais ocupou cargo executivo, exceto como presidente de ONGs, o Instituto de Políticas Públicas Florestan Fernandes e o Grupo TVer, que debate a programação das emissoras de TV no Brasil.

Patrimônio Declarado: 995.500 reais

Site: www.martasuplicy.org.br

5572-5888

Estilo: Psicanalista, tornou-se conhecida em 1980, quando apresentava o quadro Comportamento Sexual no programa TV Mulher, da Rede Globo. Alinhada com o chamado "PT light", procura manter distância das alas petistas mais radicais e das disputas internas do partido. Responde a um processo por calúnia e difamação movido pelo candidato Paulo Maluf. Neste início de campanha, deixou de lado as questões polêmicas para falar de temas como desemprego, saúde, educação e combate à corrupção.

Temperamento: Corajosa e autoritária, tem idéias próprias e sempre diz o que pensa – seja sobre política, comportamento ou sexo. Quando fala, é muito mais articulada, clara e precisa que o marido, o senador Eduardo Suplicy.

Prioridades na prefeitura: "Só o combate à corrupção já libera recursos para ser aplicados em serviços públicos. Assim, podemos gastar mais em educação, saúde e habitação".

 

Paulo Maluf, 68 anos

Juca Varella/Folha Online


Partido:
Partido Progressista Brasileiro (PPB)

Vida Pública: Depois de presidir a Caixa Econômica Federal, em 1969, durante o regime militar, foi nomeado prefeito de São Paulo. Em 1971 assumiu a Secretaria de Transportes do governo Laudo Natel. Disputou e venceu em 1978 a convenção da Arena que escolheu o governador do Estado. Foi eleito deputado federal em 1982, com 672 729 votos. Em 1985 foi derrotado por Tancredo Neves na eleição indireta para a Presidência da República. Perdeu cinco eleições diretas: para presidente, em 1989; governador, em 1986, 1990 e 1998; e prefeito, em 1988. Prefeito de 1993 a 1996, não pôde candidatar-se à reeleição. Lançou na disputa seu secretário da Fazenda, Celso Pitta. "Se Pitta não for um bom prefeito, nunca mais vote em mim", disse na época. Quatro anos depois, o atual prefeito é reprovado por 74% dos paulistanos e a estratégia de Maluf mudou: "Se sujei, deixa eu limpar".

Patrimônio Declarado: 75 milhões de reais

Site: www.maluf.com.br

3061-0282

Estilo: Filho de um imigrante libanês, engenheiro e empresário, é um homem obcecado pelo poder, um reconhecido tocador de obras e grande gastador de verbas públicas. Responde a pelo menos quarenta processos, vários deles por mau uso de dinheiro público. Na última passagem pela prefeitura, deixou para seu sucessor uma dívida total de 9,6 bilhões de reais. Costuma alardear que não há bairro algum na cidade sem pelo menos uma obra sua.

Temperamento: Obstinado, centralizador e arrogante. Costuma responder às críticas com ironia.

Prioridades na prefeitura: "Defendo que seja priorizada a segurança dos habitantes de São Paulo, a grande preocupação de todos os que moram aqui".

 

Luiza Erundina, 65 anos

Partido: Partido Socialista Brasileiro (PSB), com PDT, PPS, PMN (Coligação São Paulo Somos Nós)

Vida pública: Aos 24 anos, assumiu a Secretaria da Educação de Campina Grande, na Paraíba. Veio para São Paulo em 1971 e sempre fez política. É uma das fundadoras do PT. Elegeu-se vereadora em 1982 e deputada estadual em 1986, quando foi líder do PT na Assembléia. Em 1988 tornou-se a primeira mulher a ser eleita prefeita de São Paulo. Durante cinco meses, em 1993, ocupou o ministério do governo Itamar Franco como secretária federal da Administração. No ano seguinte, perdeu a disputa para o Senado. Em 1996, sua última eleição pelo PT, foi derrotada por Celso Pitta no segundo turno. Já pelo PSB, em 1998, elegeu-se deputada federal.

Patrimônio: 150 000 reais

Site: www.luizaerundina2000.com.br

3064-9817

Estilo: Socialista e mestra em ciências sociais pela USP, foca suas prioridades na periferia, tende a usar o assistencialismo e é antiprivatista. Quando prefeita, paralisou as obras deixadas por Jânio Quadros para investir em saúde, habitação e educação. Agora quer mostrar que mudou e promete concluir o fura-fila, iniciado por Pitta. Responde a dezessete processos civis, a maioria por uso indevido de verba pública em publicidade. Cinco são ligados ao caso Shell, no qual foi acusada de favorecer a companhia em contrato para a reforma do Autódromo de Interlagos.

Temperamento: Durona, exigente e obstinada, define-se como perfeccionista. Mesmo contando com assessoria para se vestir, não abandonou o estilo simples e sóbrio. Dificilmente fala de sua vida particular. Diz que deixou o PT, em 1997, porque "não agüentava mais" a burocracia que rondava as decisões do partido.

Prioridades na prefeitura: "Vamos investir principalmente em educação, saúde e habitação".

 

Geraldo Alckmin, 47 anos

Partido: Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com PTB, PSD, PV, PRP (Coligação Respeito por São Paulo)

Vida Pública: Em 1972, aos 19 anos de idade, foi eleito vereador em Pindamonhangaba. Quatro anos depois, assumiu a prefeitura da cidade pelo MDB. Em 1982, foi eleito deputado estadual e, em 1986, deputado federal. Em 1989, tornou-se um dos fundadores do PSDB, partido pelo qual se reelegeu em 1990. Vice-governador do Estado desde 1994, foi governador interino durante quatro meses em 1998, quando Covas se licenciou para disputar a reeleição.

Patrimônio Declarado: 532 000 reais

Site: www.geraldoalckmin.org.br

3884-1511

Estilo: Médico-anestesista, não exerce a profissão há doze anos. Embora pouco conhecido, teve boa atuação no Congresso, onde foi autor do Código de Defesa do Consumidor, relator do projeto que facilita a doação de órgãos para transplantes e vice-líder do PMDB na Assembléia Nacional Constituinte. Como vice-governador, coordenou o programa de privatizações do Estado. Diz que é o candidato mais capacitado para obter rdo Estado. Diz que é o candidato mais capacitado para obter recursos por estar afinado com os governos estadual e federal.

Temperamento: Discreto, cauteloso, fala mansa e pausada, "Geraldinho" – como é chamado pelo governador Mário Covas – gosta de lembrar que já participou de sete eleições e não perdeu nenhuma. Pão-duro, pergunta o preço de tudo e controla os gastos da família.

Prioridades na Prefeitura: "Gastaremos mais em educação, saúde e transporte coletivo e menos nos contratos de coleta de lixo e varrição de ruas, eliminando os desperdícios que ocorrem no Anhembi e na Prodam".

 

Romeu Tuma, 68 anos

Partido: Partido da Frente Liberal (PFL), com PMDB (Coligação Mãos Limpas)

Vida Pública: Ingressou na polícia em 1951, aos 20 anos. Trabalhou no Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social), um dos órgãos responsáveis pela repressão durante o regime militar, de 1966 a 1983. Foi superintendente da Polícia Federal em São Paulo e seu diretor-geral, função que exerceu até 1992. Ganhou fama com a descoberta da ossada do criminoso nazista Josef Mengele e a captura do mafioso Tommaso Buscetta. De 1992 a 1994 foi assessor especial do governador de São Paulo. Eleito senador por São Paulo em 1994, com 5,5 milhões de votos.

Patrimônio Declarado: 1,5 milhão de reais

Site: www.romeutuma.com.br

5594-5454

Estilo: Conhecido como Xerife, centra sua atuação na área de segurança. Apresentou no Senado proposta de emenda constitucional que permite a guardas municipais realizar serviços de policiamento ostensivo e preventivo. No meio político é conhecida a grande influência que sofre de um dos filhos, o deputado federal Robson Tuma. É o candidato que tem o maior tempo no horário eleitoral gratuito: oito minutos.

Temperamento: Teimoso, quando toma uma decisão não muda mais de idéia. Vítima de um infarto agudo há dois anos e meio, implantou quatro pontes de safena. "Fui salvo por milagre", afirma. Depois disso, emagreceu 20 quilos e diz que se tornou mais sentimental e religioso.

Prioridades na Prefeitura: "Não vou gastar mais do que o orçamento previsto. Se a administração paulistana virou caso de polícia, é porque, no devido tempo, quem tinha força para agir se omitiu. Quero que isso não se repita."

 

 

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