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Os
candidatos
Feco Hamburger
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Marta Suplicy, 55 anos
Partido:
Partido dos Trabalhadores (PT), com PCB, PHS e PC do
B (Coligação Muda São Paulo)
Vida
Pública: Foi deputada federal entre 1995 e 1998,
ocupando a vice-liderança do PT na Câmara. É
autora de projetos polêmicos, como a regulamentação
do direito de aborto e a parceria civil para homossexuais. Em 1998,
quando se candidatou ao governo do Estado, ficou fora do segundo
turno por apenas 74 000 votos, menos de 1%. Ingressou no PT em 1980,
meses depois da fundação do partido. Não tem
experiência administrativa, pois jamais ocupou cargo executivo,
exceto como presidente de ONGs, o Instituto de Políticas
Públicas Florestan Fernandes e o Grupo TVer, que debate a
programação das emissoras de TV no Brasil.
Patrimônio
Declarado: 995.500 reais
Site:
www.martasuplicy.org.br
5572-5888
Estilo:
Psicanalista, tornou-se conhecida em 1980, quando apresentava
o quadro Comportamento Sexual no programa TV Mulher, da Rede
Globo. Alinhada com o chamado "PT light", procura manter distância
das alas petistas mais radicais e das disputas internas do partido.
Responde a um processo por calúnia e difamação
movido pelo candidato Paulo Maluf. Neste início de campanha,
deixou de lado as questões polêmicas para falar de
temas como desemprego, saúde, educação e combate
à corrupção.
Temperamento:
Corajosa e autoritária, tem idéias próprias
e sempre diz o que pensa seja sobre política, comportamento
ou sexo. Quando fala, é muito mais articulada, clara e precisa
que o marido, o senador Eduardo Suplicy.
Prioridades
na prefeitura: "Só o combate à corrupção
já libera recursos para ser aplicados em serviços
públicos. Assim, podemos gastar mais em educação,
saúde e habitação".
Paulo
Maluf, 68 anos
Juca Varella/Folha Online
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Partido: Partido Progressista Brasileiro (PPB)
Vida
Pública: Depois de presidir a Caixa Econômica
Federal, em 1969, durante o regime militar, foi nomeado prefeito
de São Paulo. Em 1971 assumiu a Secretaria de Transportes
do governo Laudo Natel. Disputou e venceu em 1978 a convenção
da Arena que escolheu o governador do Estado. Foi eleito deputado
federal em 1982, com 672 729 votos. Em 1985 foi derrotado por Tancredo
Neves na eleição indireta para a Presidência
da República. Perdeu cinco eleições diretas:
para presidente, em 1989; governador, em 1986, 1990 e 1998; e prefeito,
em 1988. Prefeito de 1993 a 1996, não pôde candidatar-se
à reeleição. Lançou na disputa seu secretário
da Fazenda, Celso Pitta. "Se Pitta não for um bom prefeito,
nunca mais vote em mim", disse na época. Quatro anos depois,
o atual prefeito é reprovado por 74% dos paulistanos e a
estratégia de Maluf mudou: "Se sujei, deixa eu limpar".
Patrimônio
Declarado:
75 milhões de reais
Site:
www.maluf.com.br
3061-0282
Estilo:
Filho de um imigrante libanês, engenheiro e empresário,
é um homem obcecado pelo poder, um reconhecido tocador de
obras e grande gastador de verbas públicas. Responde a pelo
menos quarenta processos, vários deles por mau uso de dinheiro
público. Na última passagem pela prefeitura, deixou
para seu sucessor uma dívida total de 9,6 bilhões
de reais. Costuma alardear que não há bairro algum
na cidade sem pelo menos uma obra sua.
Temperamento:
Obstinado, centralizador e arrogante. Costuma responder às
críticas com ironia.
Prioridades
na prefeitura: "Defendo
que seja priorizada a segurança dos habitantes de São
Paulo, a grande preocupação de todos os que moram
aqui".
Luiza
Erundina, 65 anos
Partido:
Partido Socialista Brasileiro (PSB), com PDT, PPS, PMN (Coligação
São Paulo Somos Nós)
Vida
pública: Aos 24 anos, assumiu a Secretaria da
Educação de Campina Grande, na Paraíba. Veio
para São Paulo em 1971 e sempre fez política. É
uma das fundadoras do PT. Elegeu-se vereadora em 1982 e deputada
estadual em 1986, quando foi líder do PT na Assembléia.
Em 1988 tornou-se a primeira mulher a ser eleita prefeita de São
Paulo. Durante cinco meses, em 1993, ocupou o ministério
do governo Itamar Franco como secretária federal da Administração.
No ano seguinte, perdeu a disputa para o Senado. Em 1996, sua última
eleição pelo PT, foi derrotada por Celso Pitta no
segundo turno. Já pelo PSB, em 1998, elegeu-se deputada federal.
Patrimônio:
150 000 reais
Site:
www.luizaerundina2000.com.br
3064-9817
Estilo:
Socialista e mestra em ciências sociais pela USP,
foca suas prioridades na periferia, tende a usar o assistencialismo
e é antiprivatista. Quando prefeita, paralisou as obras deixadas
por Jânio Quadros para investir em saúde, habitação
e educação. Agora quer mostrar que mudou e promete
concluir o fura-fila, iniciado por Pitta. Responde a dezessete processos
civis, a maioria por uso indevido de verba pública em publicidade.
Cinco são ligados ao caso Shell, no qual foi acusada de favorecer
a companhia em contrato para a reforma do Autódromo de Interlagos.
Temperamento:
Durona, exigente e obstinada, define-se como perfeccionista.
Mesmo contando com assessoria para se vestir, não abandonou
o estilo simples e sóbrio. Dificilmente fala de sua vida
particular. Diz que deixou o PT, em 1997, porque "não agüentava
mais" a burocracia que rondava as decisões do partido.
Prioridades
na prefeitura: "Vamos
investir principalmente em educação, saúde
e habitação".
Geraldo
Alckmin, 47 anos
Partido:
Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com PTB, PSD, PV,
PRP (Coligação Respeito por São Paulo)
Vida
Pública: Em 1972, aos 19 anos de idade, foi eleito
vereador em Pindamonhangaba. Quatro anos depois, assumiu a prefeitura
da cidade pelo MDB. Em 1982, foi eleito deputado estadual e, em
1986, deputado federal. Em 1989, tornou-se um dos fundadores do
PSDB, partido pelo qual se reelegeu em 1990. Vice-governador do
Estado desde 1994, foi governador interino durante quatro meses
em 1998, quando Covas se licenciou para disputar a reeleição.
Patrimônio
Declarado: 532 000 reais
Site:
www.geraldoalckmin.org.br
3884-1511
Estilo:
Médico-anestesista, não exerce a profissão
há doze anos. Embora pouco conhecido, teve boa atuação
no Congresso, onde foi autor do Código de Defesa do Consumidor,
relator do projeto que facilita a doação de órgãos
para transplantes e vice-líder do PMDB na Assembléia
Nacional Constituinte. Como vice-governador, coordenou o programa
de privatizações do Estado. Diz que é o candidato
mais capacitado para obter rdo Estado. Diz que é o candidato
mais capacitado para obter recursos por estar afinado com os governos
estadual e federal.
Temperamento:
Discreto, cauteloso, fala mansa e pausada, "Geraldinho"
como é chamado pelo governador Mário Covas
gosta de lembrar que já participou de sete eleições
e não perdeu nenhuma. Pão-duro, pergunta o preço
de tudo e controla os gastos da família.
Prioridades
na Prefeitura:
"Gastaremos mais em educação, saúde e transporte
coletivo e menos nos contratos de coleta de lixo e varrição
de ruas, eliminando os desperdícios que ocorrem no Anhembi
e na Prodam".
Romeu
Tuma, 68 anos
Partido:
Partido da Frente Liberal (PFL), com PMDB (Coligação
Mãos Limpas)
Vida
Pública: Ingressou na polícia em 1951,
aos 20 anos. Trabalhou no Dops (Departamento Estadual de Ordem Política
e Social), um dos órgãos responsáveis pela
repressão durante o regime militar, de 1966 a 1983. Foi superintendente
da Polícia Federal em São Paulo e seu diretor-geral,
função que exerceu até 1992. Ganhou fama com
a descoberta da ossada do criminoso nazista Josef Mengele e a captura
do mafioso Tommaso Buscetta. De 1992 a 1994 foi assessor especial
do governador de São Paulo. Eleito senador por São
Paulo em 1994, com 5,5 milhões de votos.
Patrimônio
Declarado: 1,5 milhão de reais
Site:
www.romeutuma.com.br
5594-5454
Estilo:
Conhecido como Xerife, centra sua atuação na área
de segurança. Apresentou no Senado proposta de emenda constitucional
que permite a guardas municipais realizar serviços de policiamento
ostensivo e preventivo. No meio político é conhecida
a grande influência que sofre de um dos filhos, o deputado
federal Robson Tuma. É o candidato que tem o maior tempo
no horário eleitoral gratuito: oito minutos.
Temperamento:
Teimoso, quando toma uma decisão não muda
mais de idéia. Vítima de um infarto agudo há
dois anos e meio, implantou quatro pontes de safena. "Fui salvo
por milagre", afirma. Depois disso, emagreceu 20 quilos e diz que
se tornou mais sentimental e religioso.
Prioridades
na Prefeitura: "Não vou gastar mais do que o orçamento
previsto. Se a administração paulistana virou caso
de polícia, é porque, no devido tempo, quem tinha
força para agir se omitiu. Quero que isso não se repita."
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