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AMBIENTE
Disque-reciclagem
Associações
de catadores buscam lixo
em residências, condomínios e empresas
Marcella
Centofanti
Renato Chaui
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| Caminhão
da Coopamare: 200 toneladas por mês |
Uma queixa comum dos paulistanos que se preocupam com o meio ambiente
é a falta de um programa de coleta seletiva de lixo na cidade.
Os moradores que se dispõem a separar os detritos muitas
vezes não têm onde depositá-los. Algumas associações
de catadores, que se organizaram para buscar latas, vidros, papéis
e garrafas em domicílio, tentam suprir uma pequena parte
dessa carência. O serviço é gratuito, mas elas
exigem quantidades mínimas de material para enviar seus cooperados.
Para solicitar a visita da Coopamare, localizada em Pinheiros, por
exemplo, os condomínios precisam juntar 1 tonelada de lixo
e as casas, 100 quilos. "Sair para buscar menos que isso nos dá
prejuízo", diz a coordenadora Marilene Sousa Coelho. A cooperativa
atende a noventa endereços.
Segundo
um estudo do Instituto Pólis, existem na capital cerca de
setenta associações que coletam, fazem a triagem e
comercializam material reciclável. Parte delas será
incorporada ao novo programa de reciclagem do município,
que deve entrar em vigor em julho. Pelo projeto, cabe à prefeitura
construir centros de triagem, capacitar catadores, instalar pontos
de entrega voluntária e fiscalizar. A função
dos coletores é organizar as cooperativas, administrar os
centros e recolher o lixo. "Atualmente, a prefeitura recicla apenas
0,03% do lixo paulistano", afirma a assistente social Maria Inês
Bertão, da Secretaria de Serviços e Obras, uma das
responsáveis pelo programa. "Queremos que até o fim
do ano esse porcentual chegue a 4%."
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