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22 de maio de 2002
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Disque-reciclagem

Associações de catadores buscam lixo
em residências, condomínios e empresas

Marcella Centofanti


Renato Chaui
Caminhão da Coopamare: 200 toneladas por mês


Uma queixa comum dos paulistanos que se preocupam com o meio ambiente é a falta de um programa de coleta seletiva de lixo na cidade. Os moradores que se dispõem a separar os detritos muitas vezes não têm onde depositá-los. Algumas associações de catadores, que se organizaram para buscar latas, vidros, papéis e garrafas em domicílio, tentam suprir uma pequena parte dessa carência. O serviço é gratuito, mas elas exigem quantidades mínimas de material para enviar seus cooperados. Para solicitar a visita da Coopamare, localizada em Pinheiros, por exemplo, os condomínios precisam juntar 1 tonelada de lixo e as casas, 100 quilos. "Sair para buscar menos que isso nos dá prejuízo", diz a coordenadora Marilene Sousa Coelho. A cooperativa atende a noventa endereços.

Segundo um estudo do Instituto Pólis, existem na capital cerca de setenta associações que coletam, fazem a triagem e comercializam material reciclável. Parte delas será incorporada ao novo programa de reciclagem do município, que deve entrar em vigor em julho. Pelo projeto, cabe à prefeitura construir centros de triagem, capacitar catadores, instalar pontos de entrega voluntária e fiscalizar. A função dos coletores é organizar as cooperativas, administrar os centros e recolher o lixo. "Atualmente, a prefeitura recicla apenas 0,03% do lixo paulistano", afirma a assistente social Maria Inês Bertão, da Secretaria de Serviços e Obras, uma das responsáveis pelo programa. "Queremos que até o fim do ano esse porcentual chegue a 4%."

         
     
 
 
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