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18 de agosto de 2004
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SOCORRO!

Saídas práticas para resolver vinte
dores de cabeça que podem acontecer
no dia-a-dia de qualquer paulistano

LÚCIA MONTEIRO


Um alarme disparou ao lado de minha casa


Ilustrações Orlando


Chame logo a polícia. Os policiais podem entrar em contato com a empresa responsável pelo sistema de segurança da casa. Como o barulho é enlouquecedor, vale a pena se prevenir e pedir o celular do vizinho cujo alarme costuma disparar com freqüência. Assim, da próxima vez que o inconveniente acontecer, você poderá avisá-lo. Alarmes de carro podem ser ainda mais complicados: não dá para pedir para a CET guinchar o veículo nem tentar desligar com empurrões e chutes. O negócio é sair para um passeio enquanto a bateria não acaba...

Polícia, 190.


O galho de uma árvore está entrando
pela minha janela

Só a prefeitura pode autorizar a poda ou a remoção de uma árvore. Não há alternativa: é preciso procurar a subprefeitura de sua região quando galhos quebram o telhado ou raízes destroem a calçada. Ou ligar para o telefone de atendimento público da administração municipal. E ter paciência. O atendimento pode demorar mais de um mês. A Subprefeitura da Lapa, por exemplo, realizou 10 000 podas ou remoções nos últimos três anos. Ainda assim, a fila é longa. "Nossa área é uma das mais arborizadas da cidade", afirma o subprefeito Adaucto José Durigan. Casos urgentes têm prioridade. Informe se houver risco de queda, se a rede elétrica estiver comprometida ou se o tronco apresentar cupins. Seja insistente – uma avalanche de telefonemas pode ajudar os funcionários da prefeitura a perceber a urgência da situação.

Prefeitura, 156, www.prefeitura.sp.gov.br (o site tem endereço e telefone de todas as subprefeituras).


Meu carro quebrou no meio de um congestionamento

Hora do rush na Marginal Pinheiros. A velocidade não chega a 10 quilômetros por hora. De tanto mudar de marcha (primeira, segunda, primeira, segunda), o carro parou de funcionar. Antes de entrar em pânico, acione o pisca-alerta, coloque o triângulo atrás do carro e, se for impossível tirá-lo dali, ligue para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Um guincho da empresa poderá levar o automóvel até o posto de gasolina mais próximo ou a um lugar onde seja possível estacionar. A CET faz cerca de 800 remoções por dia, em situações semelhantes à descrita acima. Funcionários da companhia podem consertar pequenos problemas mecânicos e ajudam a trocar pneu.

CET, 194.


Meu celular foi clonado

Você começa a receber muitos telefonemas por engano e o aparelho não completa as ligações com a mesma facilidade de antes. Esses são sinais de que o celular pode ter sido clonado. Assim que as chamadas forem identificadas, ou quando receber uma conta exorbitante, entre em contato com sua operadora. "O consumidor tem direito ao ressarcimento das ligações não reconhecidas e pode pedir o cancelamento do serviço, com a devolução da mensalidade", afirma Gabriela Ribas Antônio, assessora de diretoria do Procon. É necessário que o assinante prejudicado faça um boletim de ocorrência para se proteger de eventuais disputas com a operadora.

A Vivo e a Claro prometem trocar rapidamente o número do telefone, sem nenhum custo. Uma nova linha é habilitada no mesmo aparelho. A antiga continua recebendo chamadas, mas fica bloqueada para fazer ligações. Depois de alguns dias, os clonadores desistem desse número e a situação volta ao normal. "Ninguém deve pagar pela nova assinatura. Esse gasto é de responsabilidade da operadora", orienta Gabriela. A boa notícia é que hoje em dia as empresas conseguem, na maioria dos casos, identificar a clonagem antes mesmo do assinante. Além disso, a tecnologia GSM, utilizada nos aparelhos mais modernos e adotada pela TIM, dificulta a clonagem.

Claro, 0800 0363636 (ou * 800 se você estiver discando de um celular Claro).
Nextel, 3748-1212.
Tim, *144 (de celulares Tim) ou 0800 7414141.
Vivo, 1404 (para telefones pós-pagos) ou *5000 (para pré-pagos).
Procon, Caixa Postal 3050, CEP 01061-970, São Paulo, 1512, fax 3824-0717, www.procon.sp.gov.br.


Apareceu um buraco no asfalto bem
em frente de casa

Aos primeiros sinais de que uma cratera está se formando na rua, ligue imediatamente. A prefeitura promete atender a todas as reclamações de buracos no asfalto em uma semana. Diariamente, são feitos cerca de 1 000 consertos desse tipo, dentro da Operação Tapa-Buraco. Mas atenção: as subprefeituras, encarregadas de resolver o problema, só cuidam de buracos causados pela chuva ou pelo desgaste do calçamento. Quando um deles é aberto pelas concessionárias de água, gás, luz ou telefonia, seu fechamento fica a cargo da empresa que o abriu. Mesmo assim, vale a pena telefonar para a prefeitura, que pode cobrar mais agilidade da companhia responsável.

Prefeitura, 156, www.prefeitura.sp.gov.br (o site tem endereço e telefone de todas as subprefeituras).

 

     
   
 
 
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