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14 de junho de 2006
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CONCERTO

Divulgação
O maestro Osmo Vänskä: Beethoven na Sala São Paulo


ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO E OSMO VÄNSKÄ.
A Finlândia segue em alta com a Osesp. Menos de dois meses depois de ser conduzida por Leif Segerstam, a orquestra terá à sua frente outro finlandês, o elogiadíssimo Osmo Vänskä. Ex-diretor da BBC Escocesa, o maestro divide seu tempo entre a Sinfônica de Lahti, em sua terra natal, e a Orquestra de Minnesota, nos Estados Unidos, das quais é o titular. Na Sala São Paulo, de quinta (15) a sábado (17), Vänskä rege nossos músicos em um programa dedicado a Beethoven. O Concerto Nº 3 para Piano em Dó Menor Op. 37 – que começou a ser escrito em 1796 e só foi apresentado em 1803 – conta com solos de outro finlandês, o pianista Antti Siirala, de 30 anos. Depois do intervalo, entram em cena os acordes da Terceira Sinfonia, a "Heróica", com seus quase cinqüenta minutos de duração.

 

SHOW

 
Mario Rodrigues
O baiano: versões contra a mesmice

LUCAS SANTTANA. Gravado por Marisa Monte, Daniela Mercury e Gilberto Gil, esse baiano radicado no Rio de Janeiro sai-se tão bem compondo quanto cantando, tocando guitarra e rearranjando canções alheias. A prova está em 3 Sessions in a Greenhouse, seu terceiro álbum, motivo da temporada às quintas-feiras no Studio SP. Lucas Santtana apresenta-se na companhia dos dez músicos da banda Seleção Natural. Em suas mãos, o partido-alto Faixa Amarela, de Zeca Pagodinho, virou um dub. Pela Orla dos Velhos Tempos, da Nação Zumbi, encontrou o funk carioca Feira de Acari. Ogodô Ano 2000, de Tom Zé, ganhou peso roqueiro. As ótimas No Intuito, Samba Cubano e Lycra-Limão, lançadas no CD de 2003, também estão no programa revestidas de um novo e acachapante colorido.

 

EXPOSIÇÃO

Divulgação
Tela de Sonya: tom medieval e Frida Kahlo


SONYA GRASSMANN.
A búlgara Anne Marie Elisabeth Graesse (1933-1997) adotou o nome Sonya por sugestão de seu treinador de luta livre. Em 1957, ela casou-se com o gravador paulista Marcello Grassmann, que conheceu durante combates pelo Brasil. Essa trajetória só não é mais peculiar que sua arte. Filha de um pintor e de uma trapezista, Sonya criou em telas e gravuras um universo de tom medieval representado por figuras femininas – muitas vezes ela própria –, recurso que a aproxima da mexicana Frida Kahlo. Raramente expostos em vida, quarenta de seus trabalhos podem ser apreciados a partir de segunda (12) no James Lisboa Escritório de Arte.

 

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