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14 de junho de 2006
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Arco-íris com hora marcada

Em sua décima edição, a Parada Gay
muda para sábado e não pode passar
das 8 da noite

Luiza Fecarotta

Divulgação
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O jogo do Brasil contra a Austrália pela primeira fase da Copa do Mundo, no próximo domingo (18), atrapalhou os planos dos organizadores da Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais). Para não dividir a atenção com Ronaldinho e companhia, o evento foi transferido para o sábado (17). A concentração será na Avenida Paulista, ao meio-dia, e a multidão descerá a Rua da Consolação até a Praça Roosevelt. No ano passado, 2,5 milhões de pessoas participaram da festa (segundo a PM, o número era de 1,8 milhão), que passou a ser considerada a maior do mundo. Em sua décima edição, a parada terá, pela primeira vez, hora para acabar. Às 8 da noite, os trios elétricos precisarão desligar o som e não haverá palco com shows nem na Praça da República nem na esquina das avenidas Ipiranga e São João, como em anos anteriores.

A bandeira será "Homofobia é crime!", para promover o projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados e que estipula punições para a discriminação por causa da orientação sexual. Quem quiser ainda mais agito terá alento nos muitos eventos paralelos que pipocarão pela cidade. O Hopi Hari faz seu Gay Day no domingo (18). Durante toda a semana, casas noturnas promovem baladas especiais. A festa oficial da parada será no feriado de quinta, no Our Place Club, em Santa Cecília. DJs internacionais marcarão presença, entre eles as americanas Alyson Calanga (quinta no clube Hype) e Tracy Young (sexta na Ultralounge).

 

2 milhões
de pessoas são esperadas na Parada Gay deste ano

400 000
turistas vieram a São Paulo especialmente para a data no ano passado

23
trios elétricos vão agitar a festa

20 milhões de reais
é quanto se movimenta por causa do evento

     
   
 
 
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