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EXPOSIÇÃO
Parece
vivo
Museu
de Zoologia inaugura mostra
com bichos
empalhados e esqueletos
pré-históricos
Valéria
França
Mario Rodrigues
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| Cenário
do cerrado: seriema, lobo-guará, tamanduá-bandeira e arara em
meio a árvores baixas e retorcidas |
Uma
boa notícia para os amantes de história natural. A
partir deste sábado (7), o Museu de Zoologia da USP, que
ficou fechado por três anos, reabre com a exposição
A Biodiversidade sob o Olhar do Zoólogo. O visitante
poderá ver mais de 1.000 animais
empalhados, agrupados de forma didática, como se estivessem
em seu ecossistema. Encontram-se lá o lobo-guará,
o tamanduá-bandeira, a seriema, a arara, a suçuarana...
Todos expostos em cenários que representam a caatinga, o
cerrado, a Floresta Amazônica e o fundo do mar. Apesar de
imóveis, os bichos parecem de verdade. Outra atração
são os esqueletos pré-históricos, localizados
próximo à entrada. Um bicho-preguiça gigante,
com 3,40 metros de altura semelhante àquele que foi
descoberto no mês passado em um sítio paleontológico
a 50 quilômetros de Belo Horizonte , e um tigre-dentes-de-sabre,
seu principal predador, estão colocados em posição
de ataque. Ambos foram extintos há cerca de 10.000
anos. Os dois esqueletos tinham sido exibidos durante a Mostra
do Redescobrimento Brasil + 500, dois anos atrás.
Há
outros destaques. A exposição reúne também
fósseis de crustáceos, moluscos, peixes e anfíbios.
Dentro de um armário envidraçado do início
do século passado podem-se ver uma barata seca e um caranguejo,
que representam a variedade dos invertebrados. "Procuramos mostrar
todos os grupos de animais que temos no acervo", diz a diretora
da divisão cultural do museu, Mirian David Marques. Com 6.500
metros quadrados, o Museu de Zoologia tem ao todo 8 milhões
de peças, que vão desde cabeças de elefante
até uma coleção de pulgas. Só de borboletas
são mais de 40.000 tipos.
Fotos Mario Rodrigues
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igues
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| O
bicho-preguiça gigante e o tigre-dentes-de-sabre: extintos
há 10.000 anos |
Caatinga:
cada animal em seu ecossistema |
Nos
três anos em que permaneceu fechado, o imóvel passou
por uma reforma que consumiu 1,2 milhão de reais. Projetado
em 1939 por Christiano das Neves responsável, entre
outras obras, pela estação de trem Júlio Prestes
, é um dos poucos prédios da cidade construídos
com a finalidade de abrigar um museu. Por isso, os vitrais da escada
exibem desenhos de onça-pintada, zebra, flamingos, além
de outros bichos. Enquanto durou a reforma, os animais empalhados
receberam cuidados. Todos tomaram banho, alguns pela primeira vez.
"Estavam tão encardidos que não podiam mais aparecer
em público", lembra Mirian.
O
Museu de Zoologia foi inaugurado em 1893. As primeiras peças
de seu acervo foram doadas por uma comissão criada sete anos
antes, com o objetivo de levantar as características do solo
paulista. Liderados pelo engenheiro Teodoro Sampaio, os pesquisadores
aproveitaram as expedições para coletar amostras da
fauna e da flora da região. Ao longo do tempo, o museu recebeu
doações e coleções particulares. Depois
de passar por uma série de endereços, em 1939 foi
transferido definitivamente para o Ipiranga, onde ficou conhecido
como Museu dos Bichos.
A
Biodiversidade sob o Olhar do Zoólogo.
Museu de Zoologia da USP. Avenida Nazaré, 481, Ipiranga,
6165-8100. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 2,00.
A partir de sábado (7). |
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