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IMÓVEIS
Vitrines
de luxo
Construtoras
investem alto em
estandes e atraem
até quem não
pensa em comprar nada
Marcos
de Andrade Silva
Leo Feltran
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| Vintage,
em Moema: estande com três andares custou 1,1 milhão de reais
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Quando
se dispõe a procurar um apartamento na planta ou em construção,
o paulistano tem de amargar uma via-crúcis por estandes minúsculos
e abafados. Lá dentro, encontra apenas corretores munidos
de calculadoras, maquetes, quadros com as plantas baixas dos imóveis
e, com sorte, um cafezinho na garrafa térmica. Mas algumas
construtoras estão investindo alto para mudar esse, digamos,
conceito. Criaram pontos-de-venda amplos, bonitos e, de certa maneira,
divertidos. Alguns abrigam exposições, área
de recreação para crianças e até restaurantes.
Visitar esses locais se tornou, para muitos, um programa de fim
de semana. "Cerca de 30% das nossas visitas são feitas por
pessoas que não têm o mínimo interesse em adquirir
um apartamento", conta Rogério Santos, diretor de marketing
da Abyara, que lançou em maio o edifício Vintage,
em Moema.
Leo Feltran
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| Exposição
de Harley-Davidson: 30% dos visitantes estão só a passeio |
No
estande do Vintage, que tem três andares, há uma exposição
de motos Harley-Davidson e ambientes com móveis que fizeram
sucesso nas décadas de 50, 60 e 70. Uma vez por semana são
oferecidos almoços temáticos gratuitos. Nada disso
tem a ver com a construção de um edifício residencial,
mas a idéia foi aproveitar a moda vintage, que valoriza roupas
e objetos antigos. Ah, sim, na entrada há uma maquete, plantas
e um apartamento-modelo decorado. Montar toda essa estrutura custou
1,1 milhão de reais. Em janeiro, quando está previsto
o início das obras, irá tudo para o chão. "Foi
a melhor idéia que poderíamos ter. Já vendemos
mais da metade dos nossos oitenta apartamentos", comemora Santos.
Fotos divulgação
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| Villaggio
Panamby: sala de João Armentano e cozinha de Patricia Anastassiadis
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A construtora
do Villaggio Panamby, no Morumbi, foi uma das pioneiras na idéia.
Há quatro anos, seu estande virou uma espécie de opção
de lazer da região. A casa transparente com maquetes mecânicas,
inaugurada em setembro de 1998, consumiu 4 milhões de reais.
Em outubro de 2001, a construtora investiu mais 1,2 milhão
para reformulá-la. Nos fins de semana, garçons servem
sucos e salgadinhos aos visitantes enquanto um pianista faz o som
ambiente. Os cômodos dos apartamentos-modelo levam a assinatura
de arquitetos famosos como João Armentano, Bya Barros e Patricia
Anastassiadis. Mesmo com a vida útil em torno de seis meses,
as empresas não economizam no material de acabamento usado
nesses superestandes. No Lázuli, também no Morumbi,
há gesso acartonado, piso de carpete de madeira, colunas
de pedra miracema lascada e esquadrias metálicas. Dois minicoqueiros
e uma pequena jabuticabeira completam a decoração.
"Custa
caro, mas é uma verba bem gasta", garante Romeo Deon Busarello,
diretor de marketing da Tecnisa Engenharia. A empresa investiu 1
milhão de reais no estande do Le Quartier Moema. "A compra
de um imóvel pode levar até três horas. Se esse
tempo não for preenchido num lugar agradável, corre-se
o risco de perder o cliente." Como muitos interessados costumam
levar a família inteira para escolher um novo apartamento,
o espaço está preparado: tem playground e monitores
especializados em distrair as crianças enquanto os pais decidem
se vão ou não assinar o contrato.
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