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DINHEIRO
Prepare
o bolso
Pacote
de impostos de ano-novo: coleta
de
lixo, iluminação pública e IPTU maior
Erika
Sallum
Renato Chaui
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Alex Silva/AE

Vereadores
da oposição protestam contra as cobranças: agora o paulistano
pagará pela luz da rua |
Neste
novo ano, o paulistano vai pagar um pouco mais para morar na cidade.
Com a alegação de que é necessário aumentar
a receita do município, um pacote de novos impostos foi aprovado
às pressas na Câmara Municipal nas duas últimas
semanas de dezembro. As sessões, tumultuadas, chegaram a
varar a madrugada. Foram criadas as taxas de iluminação
pública e de recolhimento de lixo, além de ser aprovado
um reajuste no IPTU. Embora ainda dependam da sanção
da prefeita Marta Suplicy, os novos tributos devem entrar em vigor
nos próximos meses. "Endividada do jeito que está,
é impossível a prefeitura arcar com todas as suas
despesas", diz o vereador Vicente Cândido (PT), autor da proposta
que criou a chamada contribuição para custeio do serviço
de iluminação pública. "Se não aumentarmos
a arrecadação, continuaremos a prestar serviços
de forma precária."
As
residências com consumo mensal de energia elétrica
maior que 79 kWh nos últimos doze meses passarão a
pagar 3,50 reais mensais para custear a iluminação
pública, que sempre foi de responsabilidade da prefeitura.
A cobrança virá na conta de luz. Para os imóveis
não-residenciais, o valor mensal é de 11 reais. O
tributo foi aprovado no dia 30. Na quinta-feira passada, a bancada
do PSDB decidiu entrar com uma representação no Ministério
Público para tentar vetá-lo. "Antes de sacrificar
a população, a prefeitura deveria enxugar seus gastos",
afirma o vereador Gilberto Natalini (PSDB). "Foi um absurdo aprovar
isso no apagar das luzes de 2002." Na taxa do lixo, o pagamento
varia de acordo com a produção de resíduos
de cada residência (veja quadro). Serão enviados
boletos aos paulistanos com os valores propostos pela prefeitura.
O contribuinte poderá pedir uma alteração se
discordar do cálculo. "O morador diz quanto acha que deve
pagar, e a prefeitura aceita", diz a prefeita. "Depois, fiscalizaremos
se houve distorções." Outra cobrança extra
virá com o carnê do IPTU. A planta genérica
de valores (PGV), base de cálculo do imposto, sofreu um reajuste
de 7%. Com isso, todos pagarão mais e cerca de 80.000
proprietários que ficaram isentos em 2002 passarão
a ser tributados.
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