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5 de abril de 2006
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Vanessa da Mata
Cantora, 30 anos

José Flávio Júnior

Fernando Moraes
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Ouça a canção Ai, Ai, Ai
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Há dois meses, Ai, Ai, Ai, tema da personagem Rebeca Cavalcanti (papel de Carolina Ferraz) na novela Belíssima, está entre as canções mais tocadas nas rádios paulistanas. A autora e intérprete do sucesso é uma mato-grossense de Alto Garças, cidade de 8 000 habitantes, que vive em São Paulo há treze anos. Com 1,80 metro de altura e uma cabeleira que chama atenção, Vanessa da Mata experimenta uma popularidade inédita.  

Você estranhou São Paulo quando chegou aqui?
Muito. Ao mesmo tempo em que eu queria tudo aquilo que via na televisão, sentia falta do calor humano. Mas foi só até achar minha turma.

Sentiu saudade das coisas de uma cidade pequena?
Não. Não conseguiria mais viver numa cidade do interior. Sempre tive necessidade de metrópole. Aqui, se eu quiser um restaurante italiano que funcione de madrugada, tem. E o atendimento é bom.  

Qual é o seu estilo?
Não me sinto fashion, porque sou natural. Meu cabelo é assim, não foi produzido. Não tenho luxos. E não me sinto hippie, porque não sou relaxada. Sou uma pessoa difícil de ser classificada.  

Ainda joga capoeira?
Já joguei mais. Agora estou mais na bicicleta ergométrica e na musculação. Mas vou voltar, porque amo. Toda vez que vejo alguém jogando, fico numa fissura enorme para entrar na roda.  

Como foi sua experiência como modelo?
Muito rápida. E não curti. Sempre fui cantora. Precisava daquilo por causa da adolescência, quando me sentia estranha, feia. Gostava do título: "modelo". Nem cheguei a ganhar grana. Não tinha talento nem vocação. Diante de máquina fotográfica, sou péssima.  

Mas aprendeu algo nessa época?
Com o tempo, saquei que me vestia muito mal. Recém-chegada do interior, eu não tinha noção de nada. Depois disso, fui descobrindo o que era a minha cara, o que ficava melhor em mim.  

E o que mais gosta de usar?
Estou adorando essa moda de usar vestidão. Compro até para guardar. As estilistas Isabela Capeto e Nina Becker fazem vestidos muito bonitos, femininos e acinturados. Este que estou usando comprei na Galeria Ouro Fino (é da grife Bangalô).  

Já fez chapinha?
Minha mãe fazia em mim. Ela alisou meu cabelo dos 12 aos 14 anos. Fui percebendo que aquilo era ridículo. Nunca entendi direito por que queriam mudar uma coisa que era naturalmente minha. Só para parecer com a menina da novela? Hoje vejo muito mais gente nas ruas com cabelo encaracolado. Muitas meninas vêm me dizer que servi de inspiração.  

Em salas de teatro ou cinema esse cabelão não atrapalha quem senta atrás de você?
Ah, mas aí eu prendo, né?  

Você se considera vaidosa?
Não sou uma pessoa que passa mil cremes. Nem gosto muito de ir às compras. Sou vaidosa com as canções que escrevo.  

Por que você canta descalça?
É como me sinto à vontade. E não sou só eu. Tem a Maria Rita, Bethânia, Gal... A Clara Nunes cantava assim. Há praticamente uma linhagem de cantoras descalças. Mas só me liguei nisso depois. Quando cheguei a São Paulo, achei que estava arrasando por cantar descalça (risos). Aí, vi que todo mundo fazia a mesma coisa.

     
   
 
 
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