EXPOSIÇÃO


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A Porta do Inferno: matriz de gesso


RODIN.
O escultor Auguste Rodin (1840-1917) morreu sem ver sua famosa A Porta do Inferno em todo o esplendor. Encomendada em 1880 pelo governo francês, a monumental criação foi feita e refeita várias vezes. Hoje, sete cópias de bronze encontram-se espalhadas pelo mundo. A matriz de gesso, pela primeira vez, deixa a França. Uma das jóias do Museu Rodin, de Paris, chega à Pinacoteca na companhia de 45 esculturas, 25 desenhos e dez fotografias. Com 6 metros de altura por 4 de largura, o alto-relevo foi inspirado no Inferno, de Dante. Aprecie atentamente, pois ele reúne detalhes que ganharam autonomia como esculturas soberbas. Entre elas, O Pensador.

 

DANÇA

 
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Nederlands Dans Theater: três espetáculos no Municipal

NEDERLANDS DANS THEATER. Em 1959, dissidentes do Balé Nacional da Holanda juntaram-se para formar uma companhia moderna, a Nederlands Dans Theater. O prestígio, porém, só foi alcançado a partir de 1975, como conseqüência da direção do talentoso coreógrafo checo Jirí Kylián. Foi ele também o responsável pela divisão do elenco em três. O que se apresenta nesta semana no Municipal é o NDT I, ou seja, a nata da trinca, completada pelo NDT II (elenco juvenil) e pelo NDT III (de ex-estrelas do núcleo principal). O NDT I, que sabe equilibrar maravilhosamente a leveza clássica com o vigor da dança moderna, compõe-se de 32 bailarinos. No programa estão SH Boom (2000), do inglês Paul Lightfoot, e as criações de Kylián Bella Figura (1995), Falling Angels (1989), dançada apenas por mulheres ao som de tambores, e Sarabande (1990), bem-humorada peça com música de Bach para elenco masculino.

 

TEATRO


Gal Oppido
Gota d'Água: musical barroco


GOTA D'ÁGUA.
A Medéia da tragédia grega virou Joana. Sambista de um sucesso só, Jasão a trocou pela filha de Creonte, dono do conjunto habitacional onde ela mora com os dois filhos. Assim começa o musical de Chico Buarque e Paulo Pontes, em cartaz no Tom Brasil. A adaptação de Gabriel Villela vale sobretudo por uma Medéia visceral, vivida por Cleide Queiroz. O cenário alegórico, de J.C. Serroni, faz de camas hospitalares moradia de pobretões e imprime traços do Palácio do Planalto à casa de Creonte. No figurino há máscaras, roupas de grife, moda de periferia... Nem mesmo a trilha foi poupada. Ao original, o diretor acrescentou outras canções de Chico, como Deus Lhe Pague. Villela exagera bastante, mas dá conta do recado.

 

 

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