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Um
instrumento para os pais
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Ariel Kostman: dez meses de trabalho |
Os
especialistas em educação afirmam que matricular
os filhos numa escola é das decisões mais importantes
que os pais tomam na vida. Afinal, cabe à escola, a
um só tempo, transmitir conhecimento ao jovem, inspirar
sua escolha profissional e influenciar na moldagem de seu
círculo de amizades. Como se fosse pouco, a escola
interfere também na visão de mundo desse jovem
e na forma como ele se posicionará diante dos desafios
da vida adulta. Curiosamente, não obstante as implicações
dessa decisão, o colégio acaba sendo selecionado
de forma predominantemente subjetiva, com certo ar de loteria.
É claro que as pessoas buscam conhecer as instalações
onde o filho vai estudar, lêem a respeito das escolas
e conversam com amigos. Mas a dose de subjetividade permanece.
Falta informação. Quem já não
descartou uma escola depois de ouvir um comentário
do tipo "aquele colégio piorou muito de uns anos para
cá", feito por um colega de trabalho?
Para aumentar a taxa de racionalidade dessa tarefa árdua,
Veja São Paulo oferece aos leitores um trabalho
que a imprensa brasileira jamais ousou realizar: um ranking
com as melhores escolas particulares com ensino fundamental
e médio da cidade. Trata-se de um levantamento exaustivo
que mobilizou mais de sessenta pessoas, entre repórteres
e pesquisadores, durante dez meses. Para definir essa lista
com as melhores instituições de São Paulo,
a revista preparou um questionário com noventa perguntas,
resultado de uma centena de entrevistas com estudiosos do
campo da educação, entre diretores de escola,
especialistas de universidades e do governo, psicólogos
e psicopedagogos. Há questões ligadas à
qualidade do corpo docente, da conduta pedagógica,
das instalações, da disciplina, da segurança
e da relação com os pais. Por orientação
dos especialistas, decidiu-se incluir no estudo apenas as
grandes instituições, aquelas que oferecem o
ciclo completo, incluindo o ensino fundamental e o médio,
antigamente chamados de primário, ginásio e
colegial. A aplicação do questionário
em 324 escolas ficou a cargo do Instituto Ipsos-Marplan, um
dos mais renomados do Brasil. O resultado final é um
ranking com as cinqüenta melhores.
O jornalista escalado para comandar tal empreitada foi Ariel
Kostman, um carioca que vive em São Paulo desde os
3 anos de idade. Conhecido por sua versatilidade, Kostman
trabalhou como vendedor de livros e caixa do Free Shop no
Aeroporto de Cumbica. Foi artesão na Praça da
República e professor de inglês em uma escola
estadual. Ingressou no jornalismo aos 30 anos. Está
há um ano e meio em Veja São Paulo. Sua
impressão sobre o trabalho pode ser assim resumida:
"Os pais não devem abrir mão da intuição
na hora de escolher uma escola. Mas agora contam com uma orientação
técnica".
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