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2 de agosto de 2006
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A OPINIÃO DO LEITOR

 
"A violência nos leva a transformar nossos lares em cárceres privados. É lamentável que nossa segurança pública seja só insegurança."
Roberta Lucchesi

 

A rotina do medo  

Segurança para todos, ricos e pobres! É isso que devemos exigir nas próximas eleições, e não ficar à margem de um grupo forte e organizado que recruta os nossos jovens para espalhar o terror e a insegurança ("Enfrentando o medo", 26 de julho).
Alexandre Eduardo Ribeiro  

A guerra contra o PCC mostra que é preciso haver legislação criminal específica para cada estado brasileiro, como acontece nos Estados Unidos. As autoridades devem unir esforços nesse sentido.
Mauro Asperti  

Pior que o medo é a falta de expectativa de que esse sentimento vá passar.
Arcangelo Sforcin Filho  

A reportagem mostrou personagens completamente distantes da maioria da população brasileira. E não digo das classes mais baixas, refiro-me à classe média mesmo. Vocês acreditam realmente que os recentes ataques do PCC interferem na rotina das classes A e B?
Ana Carolina Vasconcelos  

Não quero engrossar o discurso demagógico dos que criticam as elites, mas acho que a revista poderia ter também registrado o dilema do cidadão paulistano que depende exclusivamente do transporte público para se locomover.
Andréia Pinheiro Lima  

Fiquei pasmo quando li a reportagem, por causa da ingenuidade do entrevistado Felipe Bonani. Como pode uma pessoa que se diz com medo de ter um Porsche se expor de forma tão clara?
Reinaldo Tavit  

Coitadinho do rapaz que teve de vender seu carrão de 300 000 reais... Com esse dinheiro ele poderia ir embora do Brasil tranqüilamente, morar num lugar seguro.
Sonia Leite

Numa cidade onde a grande maioria das pessoas não pode nem ter um carro, andar de Porsche é no mínimo pedir para ser seqüestrado.
Claudia Rae Chow

É claro que as últimas ocorrências em São Paulo assustam, mas muito mais preocupantes são a onda de boatos e o destaque monumental dado ao assunto pela mídia.
João José Gonçalves  

As autoridades têm de oferecer segurança à população e é nosso papel cobrar por dias melhores. Buscar proteção por conta própria é necessário, mas que isso não implique omissão perante toda essa desordem.
André Ricardo Dantas

 

Walcyr Carrasco  

A minha mãe não é tão boazinha como a da crônica ("Férias no frio", 26 de julho). Nas férias, ou todo mundo ajuda, ou passamos a pão e água... Ou melhor, a macarrão instantâneo e cerveja! Parabéns pelo texto.
Luciana Bozzi  

Que texto hilário e verdadeiro! Você fez um retrato fiel da nossa classe média.
Paula Shafirovits

Walcyr Carrasco conseguiu novamente encher a revista de humor. Sem sombra de dúvida, ele é um dos maiores escritores da atualidade. Parabéns pela graça e pelo charme das palavras.
Patrícia Fernandes  

Sou mais uma de suas fãs. Quando recebo Veja São Paulo, vou direto à última página para ler sua crônica. Você consegue retratar muito bem o povo brasileiro.
Vilma Mariano da Silva

 

Gastronomia  

A contribuição do Grupo Fasano para o padrão gastronômico da nossa cidade é vital ("As crias do Fasano", 26 de julho)!
Ana Massochi

 

Cidade  

Na condição de representantes legítimos de várias outras organizações de moradores, nós da Sociedade Amigos do Morumbi e Vila Suzana (Samovis) gostaríamos de registrar que as opiniões emitidas na reportagem "Terreno da discórdia" (26 de julho) não correspondem às da maioria de nossa comunidade. Estamos acompanhando cuidadosamente as evoluções do projeto e podemos atestar que as empresas não nos têm faltado com atenção e informações. O diálogo entre moradores, responsáveis pelo empreendimento e irmãs da congregação do Colégio Nossa Senhora do Morumbi é constante. A Samovis está vigilante para assegurar a preservação da floresta existente no local. Além disso, estamos nos organizando para exigir dos órgãos públicos a não-aprovação de novos projetos imobiliários no bairro até que a infra-estrutura (esgotos, água, energia etc.) esteja absolutamente adaptada às demandas atuais e futuras.
Jorge Eduardo de Souza
Sociedade Amigos do Morumbi e Vila Suzana (Samovis)  

Não concordo que se dê fim a um espaço maravilhoso como esse, onde ainda conseguimos respirar ar um pouco mais puro, para a construção de condomínios luxuosos. A área do Morumbi está sendo destruída por incontáveis contruções.
Sandra Maria Cluk Paneque  

A região do Morumbi não precisa de novos prédios. Pelo contrário. Os equipamentos urbanos já são insuficientes para dar conta da atual demanda. As vias públicas estão saturadas, as favelas crescem desordenadamente e o trânsito é infernal.
Francisco Bianco Neto  

Apóio os moradores do Morumbi. Torço por eles e pelos poucos abnegados da Mooca, bola da vez das construtoras. Sob o discurso do progresso, elas estão verticalizando desenfreadamente o bairro, sem estudo algum de impacto.
Elizabeth Florido  

As manifestações citadas na reportagem são de um grupo restrito de moradores do Morumbi, denominado Movimento pelo Morumbi Melhor (MMM). Organizado há apenas dois meses, ele representa principalmente o interesse de um condomínio que não quer ganhar um vizinho à frente. Há dois anos, desde o início do projeto, vem se estabelecendo um diálogo ininterrupto e profícuo entre a Samovis, que há dez anos representa sete associações do bairro, e a Companhia City de Desenvolvimento. Temos conversado ainda com outras lideranças locais, como o Rotary Club. Gostaríamos de ressaltar que o empreendimento é também da Cyrela, o que faz diferença, pois as duas empresas, pela reputação e histórico, jamais permitiriam ver seus nomes envolvidos em um projeto de legalidade duvidosa ou prejudicial à comunidade. Esclarecemos ainda que a área verde do terreno onde serão erguidos os prédios não será afetada, pois a construção ocupará o espaço onde hoje se localiza o colégio.
Fábio Steinberg
Companhia City de Desenvolvimento

 

Mistérios da Cidade  

Recebi o falso e-mail sobre o Instituto Cema ("Boataria on-line", 26 de julho). Embora trouxesse informações duvidosas, ele foi muito útil porque me levou ao local. Fiz uma série de exames e, apesar de uma demora de quase seis meses, recebi meu aparelho auditivo, que eu não teria condições de comprar.
Juliana Batista  

Não foram só os peixes do Parque da Água Branca que sumiram ("Cadê as carpas do parque?", 26 de julho). As carpas do laguinho do Largo da Pólvora, na Liberdade, também. Com o pretexto de que o custo de manutenção era alto, a prefeitura atual retirou as carpas, secou o lago, arrancou árvores e plantou outras que nada têm a ver com um jardim japonês. Agora o lago é só um buraco que vive com água da última chuva, talvez criando o mosquito da dengue para o próximo verão.
Maria Aparecida Pinto

 

Rivais

A ótima reportagem "Rivais de carteirinha" (19 de julho) trouxe rivalidades interessantíssimas. Porém, considerando que Sabrina Sato não depende da gramática para viver, julgo conhecer um concorrente muito superior à moça no embate contra a nossa sofrida língua pátria. Trata-se de um advogado que trabalhou por um tempo no mesmo lugar que eu. Não resisti a fazer cópias de documentos redigidos por ele. Sabrina Sato escreveu "empecilhio". O doutor extrapolou: "impecílios"!
Claudia David

 

     
   
 
 
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