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A OPINIÃO DO LEITOR  | "A
violência nos leva a transformar nossos lares em cárceres privados.
É lamentável que nossa segurança pública seja só
insegurança." Roberta
Lucchesi |
A rotina do
medo
Segurança para todos, ricos e pobres! É isso que devemos exigir
nas próximas eleições, e não ficar à margem
de um grupo forte e organizado que recruta os nossos jovens para espalhar o terror
e a insegurança ("Enfrentando o medo", 26 de julho). Alexandre Eduardo
Ribeiro A guerra contra o PCC mostra
que é preciso haver legislação criminal específica
para cada estado brasileiro, como acontece nos Estados Unidos. As autoridades
devem unir esforços nesse sentido. Mauro Asperti
Pior que o medo é a falta de expectativa de que esse sentimento vá
passar. Arcangelo Sforcin Filho
A reportagem mostrou personagens completamente distantes da maioria da população
brasileira. E não digo das classes mais baixas, refiro-me à classe
média mesmo. Vocês acreditam realmente que os recentes ataques do
PCC interferem na rotina das classes A e B? Ana Carolina Vasconcelos
Não quero engrossar o discurso demagógico
dos que criticam as elites, mas acho que a revista poderia ter também registrado
o dilema do cidadão paulistano que depende exclusivamente do transporte
público para se locomover. Andréia Pinheiro Lima
Fiquei pasmo quando li a reportagem, por causa
da ingenuidade do entrevistado Felipe Bonani. Como pode uma pessoa que se diz
com medo de ter um Porsche se expor de forma tão clara? Reinaldo
Tavit Coitadinho do rapaz que teve de
vender seu carrão de 300 000 reais... Com esse dinheiro ele poderia ir
embora do Brasil tranqüilamente, morar num lugar seguro. Sonia Leite
Numa cidade onde a grande maioria das pessoas não
pode nem ter um carro, andar de Porsche é no mínimo pedir para ser
seqüestrado. Claudia Rae Chow É
claro que as últimas ocorrências em São Paulo assustam, mas
muito mais preocupantes são a onda de boatos e o destaque monumental dado
ao assunto pela mídia. João José Gonçalves
As autoridades têm de oferecer
segurança à população e é nosso papel cobrar
por dias melhores. Buscar proteção por conta própria é
necessário, mas que isso não implique omissão perante toda
essa desordem. André Ricardo Dantas
Walcyr Carrasco
A minha mãe não é tão
boazinha como a da crônica ("Férias no frio", 26 de julho). Nas férias,
ou todo mundo ajuda, ou passamos a pão e água... Ou melhor, a macarrão
instantâneo e cerveja! Parabéns pelo texto. Luciana Bozzi
Que texto hilário e verdadeiro! Você
fez um retrato fiel da nossa classe média. Paula Shafirovits
Walcyr Carrasco conseguiu novamente encher a revista
de humor. Sem sombra de dúvida, ele é um dos maiores escritores
da atualidade. Parabéns pela graça e pelo charme das palavras. Patrícia
Fernandes Sou mais uma de suas
fãs. Quando recebo Veja São Paulo, vou direto à última
página para ler sua crônica. Você consegue retratar muito bem
o povo brasileiro. Vilma Mariano da Silva Gastronomia
A contribuição
do Grupo Fasano para o padrão gastronômico da nossa cidade é
vital ("As crias do Fasano", 26 de julho)! Ana Massochi
Cidade
Na condição de representantes legítimos
de várias outras organizações de moradores, nós da
Sociedade Amigos do Morumbi e Vila Suzana (Samovis) gostaríamos de registrar
que as opiniões emitidas na reportagem "Terreno da discórdia" (26
de julho) não correspondem às da maioria de nossa comunidade. Estamos
acompanhando cuidadosamente as evoluções do projeto e podemos atestar
que as empresas não nos têm faltado com atenção e informações.
O diálogo entre moradores, responsáveis pelo empreendimento e irmãs
da congregação do Colégio Nossa Senhora do Morumbi é
constante. A Samovis está vigilante para assegurar a preservação
da floresta existente no local. Além disso, estamos nos organizando para
exigir dos órgãos públicos a não-aprovação
de novos projetos imobiliários no bairro até que a infra-estrutura
(esgotos, água, energia etc.) esteja absolutamente adaptada às demandas
atuais e futuras. Jorge Eduardo de Souza Sociedade Amigos do Morumbi
e Vila Suzana (Samovis) Não concordo
que se dê fim a um espaço maravilhoso como esse, onde ainda conseguimos
respirar ar um pouco mais puro, para a construção de condomínios
luxuosos. A área do Morumbi está sendo destruída por incontáveis
contruções. Sandra Maria Cluk Paneque
A região do Morumbi não precisa de novos prédios. Pelo contrário.
Os equipamentos urbanos já são insuficientes para dar conta da atual
demanda. As vias públicas estão saturadas, as favelas crescem desordenadamente
e o trânsito é infernal. Francisco Bianco Neto
Apóio os moradores do Morumbi. Torço
por eles e pelos poucos abnegados da Mooca, bola da vez das construtoras. Sob
o discurso do progresso, elas estão verticalizando desenfreadamente o bairro,
sem estudo algum de impacto. Elizabeth Florido
As manifestações citadas na reportagem são de um grupo restrito
de moradores do Morumbi, denominado Movimento pelo Morumbi Melhor (MMM). Organizado
há apenas dois meses, ele representa principalmente o interesse de um condomínio
que não quer ganhar um vizinho à frente. Há dois anos, desde
o início do projeto, vem se estabelecendo um diálogo ininterrupto
e profícuo entre a Samovis, que há dez anos representa sete associações
do bairro, e a Companhia City de Desenvolvimento. Temos conversado ainda com outras
lideranças locais, como o Rotary Club. Gostaríamos de ressaltar
que o empreendimento é também da Cyrela, o que faz diferença,
pois as duas empresas, pela reputação e histórico, jamais
permitiriam ver seus nomes envolvidos em um projeto de legalidade duvidosa ou
prejudicial à comunidade. Esclarecemos ainda que a área verde do
terreno onde serão erguidos os prédios não será afetada,
pois a construção ocupará o espaço onde hoje se localiza
o colégio. Fábio Steinberg Companhia City de Desenvolvimento
Mistérios da Cidade
Recebi o falso
e-mail sobre o Instituto Cema ("Boataria on-line", 26 de julho). Embora trouxesse
informações duvidosas, ele foi muito útil porque me levou
ao local. Fiz uma série de exames e, apesar de uma demora de quase seis
meses, recebi meu aparelho auditivo, que eu não teria condições
de comprar. Juliana Batista Não
foram só os peixes do Parque da Água Branca que sumiram ("Cadê
as carpas do parque?", 26 de julho). As carpas do laguinho do Largo da Pólvora,
na Liberdade, também. Com o pretexto de que o custo de manutenção
era alto, a prefeitura atual retirou as carpas, secou o lago, arrancou árvores
e plantou outras que nada têm a ver com um jardim japonês. Agora o
lago é só um buraco que vive com água da última chuva,
talvez criando o mosquito da dengue para o próximo verão. Maria
Aparecida Pinto Rivais
A ótima reportagem "Rivais de carteirinha" (19
de julho) trouxe rivalidades interessantíssimas. Porém, considerando
que Sabrina Sato não depende da gramática para viver, julgo conhecer
um concorrente muito superior à moça no embate contra a nossa sofrida
língua pátria. Trata-se de um advogado que trabalhou por um tempo
no mesmo lugar que eu. Não resisti a fazer cópias de documentos
redigidos por ele. Sabrina Sato escreveu "empecilhio". O doutor extrapolou:
"impecílios"! Claudia David 
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