TEATRO

Divulgação

Claudia Missura, Lena Roque e Renata Melo na peça As Domésticas: um balé com vassouras, baldes e pratos


DOMÉSTICAS.
Poético, perspicaz, cômico e trágico. O espetáculo escrito, dirigido e interpretado pela bailarina e coreógrafa paulista Renata Melo é tudo isso, sim. Ao delinear o universo das domésticas, leva ao palco a realidade dos lares sem deboche e com tocante humanidade. A elaboração da peça tomou dois anos de pesquisas. O resultado do trabalho está em uma série de quadros, nos quais personagens se sucedem contando dramas e desejos de lavadeiras, cozinheiras, faxineiras, babás (mais de 100 foram entrevistadas por Renata). Em um cenário de azulejos brancos, criado por Daniela Thomas, três atrizes protagonizam um admirável balé com baldes, pratos, talheres e vassouras. A montagem, que volta ao cartaz para temporada de um mês no Tuca, lotou o Centro Cultural em 1998, quando chamou a atenção do diretor de cinema Fernando Meirelles. Sua adaptação para as telas jánando Meirelles. Sua adaptação para as telas já tem data de estréia acertada: janeiro de 2001, no festival de Roterdã, na Holanda.

 

SHOW

Antonio Milena

O pernambucano Antonio Nóbrega: música, teatro e dança popular


ANTONIO NÓBREGA.
É o tipo de acontecimento que, nos áureos tempos dos circos mambembes, mereceria homens-cartazes anunciando pelas ruas da cidade: "Antonio Nóbrega em novo espetáculo...". Encomendado para as comemorações dos 500 anos do Descobrimento, O Marco do Meio-Dia acabou excluído da programação depois que a comissão coordenada pelo embaixador Lauro Moreira foi destituída. Mesmo desvinculado do calendário comemorativo oficial, o show do multiartista pernambucano passou por Lisboa, Paris e Hannover, desembarcando nesta semana no Sesc Vila Mariana. Sempre com sua rabeca, Nóbrega encarna o cantador e mestre-de-cerimônias. A dançarina e atriz Rosane Almeida, sua mulher, faz as vezes de contramestra. Na companhia da dupla estão oito instrumentistas e um quarteto de dançarinos. Juntos, navegam pelas manifestações populares nordestinas, a exemplo do frevo, além de cantar feitos heróicos de personagens como Zumbi, Antônio Conselheiro, Aleijadinho, Arthur Bispo do Rosário, Mané Garrincha...

 

FILME

Divulgação

O russo O Ladrão, que concorreu ao Oscar: apelos emocionais


O LADRÃO.
Em 1998, ano em que O que É Isso Companheiro? concorria ao Oscar de filme estrangeiro, sagrou-se vencedor o holandês Caráter. O russo O Ladrão, outro candidato, também tinha méritos para levar o prêmio. Na Rússia dos anos 50, Katya (Yekaterina Rednikova), mãe de Sanya (Mikhail Filipchuk), envolve-se com Tolya (Vladimir Mashkov). Assim começa um relacionamento problemático, por causa da vida bandida de Tolya. O duelo psicológico entre o pequeno Sanya e seu padrasto rende momentos sublimes e outros de uma frieza cruel.

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