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A
segunda geração
Cibercafés
crescem, sofisticam-se e atraem
clientes com jogos interativos e tecno
Ciro
Pessoa
Rogério Montenegro

Sessão
de game no
Bom Retiro: tiros e sopapos pela
rede |
Na manhã
de segunda passada, quando o computador da gerente de marketing
Célia Alves não funcionou, ela quase entrou em pânico.
Desempregada, Célia precisava saber se havia algum retorno
das empresas para as quais mandara currículo por e-mail.
A solução para o problema estava a algumas quadras
de sua casa. Ela encaminhou-se até o cibercafé da
Livraria Fnac, em Pinheiros, e, enquanto bebericava um cappuccino
e comia um pão de queijo, alugou um PC, entrou na internet
e cumpriu seus compromissos virtuais. "Acho que esse tipo de serviço
melhorou muito", diz. São Paulo foi tomada por uma segunda
geração de cibercafés. Eles são melhores,
mais bonitos e mais bem equipados do que aquelas saletas com três
ou quatro micros que começaram a surgir em 1996, época
em que a internet ingressava na primeira infância. Com todas
as novidades tecnológicas da nova economia, as casas passaram
a oferecer um leque maior de atrações. Ao preço
médio de 7 reais por hora de uso das máquinas, os
clientes agora podem contar com games interativos e provedores gratuitos
de e-mails, entre outras coisas. Para acompanhar, além do
cafezinho, entraram em cena comes e bebes mais incrementados, além
de uma happy hour com DJ.
Mário Rodrigues

Célia:
enquanto faz um lanche, envia seu currículo
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Há boas surpresas nessa área. Uma delas é um
galpão com sessenta computadores, no Bom Retiro, onde funciona
a Playnet. "Estamos trazendo ao Brasil um estilo de entretenimento
que existe há muito tempo na Coréia", diz Leopoldo
Moon, gerente da empresa. Moon descobriu um negócio da China.
Num salão localizado no térreo, encontra-se o cibercafé
propriamente dito: seis miniescritórios privativos, com acesso
à internet. Foi montado ao lado um bar, cujo cardápio
deverá especializar-se na cozinha coreana. Uma das alas,
com piso quadriculado e dez máquinas enfileiradas numa parede
roxa, é restrita a jogos virtuais de última geração.
Tudo impressiona: o tamanho, a localização e as cenas
de jovens entre 18 e 25 anos, quase todos coreanos, ocupados em
trocar tiros e sopapos pela internet ou em uma rede interna, formada
por seus vizinhos de mesa. Existe mais uma ala, que serve de sala
de aula de um curso de informática.
Mário Rodrigues

Renata:
liberando para os freqüentadores o acesso a sites eróticos
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Esse jeitão de supermercado do futuro é bem diferente
do visual do On Speed Café, no Shopping Villa-Lobos, responsável
pela introdução do conceito de cibercafé tecno.
Com uma decoração clubber, com seis micros conectados
à rede, o DJ residente Renato Lopes promove, às quintas-feiras,
uma happy hour dançante. "O lugar ferve", conta o gerente
Marco Antônio Tarallo. Entre cliques no mouse, perto de quarenta
pessoas sacodem os ossos ao som bate-estaca. "Pena que acabe cedo,
pois o shopping fecha às 11 da noite." De olho no público
que quer usar o correio eletrônico, a Bam-net, situada no
Shopping Continental, criou um provedor gratuito de e-mails. Mais
de 1 800 pessoas já estão cadastradas e trocam mensagens
nos seus 24 microcomputadores. "Aproveitei a visita ao banco e passei
para ver se tinha alguma coisa para mim", contava na última
terça o policial militar Evanílson de Souza. Segundo
o gerente Marcelo Redondo, o Bam-net é um semicibercafé
falta o bar. "Nós somos rodeados de bares por todos
os lados", explica Redondo, "Em geral, o pessoal compra lá
fora um lanche e consome aqui, enquanto navega."
"Os
cibercafés viraram ponto de encontro dos meus amigos", diz
a estudante Carolina Bauer Peixinho, que visita pela primeira vez
o Espaço Ide@l, em Pinheiros. "Estou sempre procurando sites
de baladas, porque quero saber das festas que rolam na cidade."
O Espaço Ide@l recebe basicamente internautas fanáticos
por salas de bate-papo. "Eu não proíbo nada", avisa
a proprietária Renata Motta Souza. Entenda-se: Renata anistiou
os internautas que adoram navegar por sites eróticos, vetados
na maioria dos cibercafés. "Já vi muito namoro começando
aqui", diz ela, dirigindo um olhar lânguido aos seis microcomputadores
da loja.
Bam-net:
Shopping Continental,
268-1539;
Espaço Ide@l: Rua Artur de Azevedo, 1339,
Pinheiros,
5096-1003;
Fnac: Avenida Pedroso de Morais, 858, Pinheiros,
3097 0022;
On Speed Café, Shopping Villa-Lobos,
3021-7418;
Playnet: Rua Três Rios, 91, Bom Retiro,
3326-9720. |
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