Agora, sim

Viaduto Santa Ifigênia reabre livre de camelôs

Alessandro Duarte

 
Renato Chaui

O cartão-postal: restaurado (foto maior), cheio de ambulantes, em 1995, e em 1913
Dorival Elze


Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo

Em 1978, quando passou pela primeira grande reforma, o Viaduto Santa Ifigênia ganhou um piso revestido de pastilhas e tornou-se exclusivo dos pedestres. Em pouco tempo, porém, os camelôs tomaram conta de tudo. Seus 230 metros chegaram a ser ocupados por 225 barracas. Os ambulantes só saíram em fevereiro passado, por causa das novas obras de restauração, entregues na última quarta-feira – data do 87º aniversário desse charmoso cartão-postal paulistano, que já foi até tema de uma composição de Adoniran Barbosa (Venha ver, Eugênia, como ficou bonito o Viaduto Santa Ifigênia). Ao custo de 2,4 milhões de reais, as grades e as luminárias receberam nova pintura, a ferrugem da base foi retirada e o piso, limpo e impermeabilizado. Houve também reforço na iluminação. Espera-se, agora, que a prefeitura cumpra a promessa de manter os marreteiros longe. "Ali não é lugar de camelô", diz Sanderley Fiusa, presidente do Programa de Valorização do Centro (Procentro). "Basta um guarda de cada lado", diz Marco Antonio de Almeida, da Associação Viva o Centro. Na verdade, é preciso um pouco mais do que isso. Antes das denúncias contra a máfia dos fiscais, em 1998, os marreteiros dali contribuíam com 40.000 reais por mês à caixinha de corrupção.

 

 

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