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30 de agosto de 2006

ESPECIAL DECORAÇÃO
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VEJA RIO 15 ANOS
BEIRA-MAR
CRÔNICA
  

BEIRA-MAR

Atriz, continuísta, cronometrista...

 

Ricardo Fasanello/Strana
Anna Sophia: no set, de tudo um pouco

Quando ouviu o sim da produção de O Maior Amor do Mundo, Anna Sophia Folch tremeu na base. "Não imaginava que fosse passar no teste", conta a atriz de 21 anos, que, nos últimos cinco, fez testes para diversas produções. Uma vez no set, ela ficou tão à vontade que descolou até um bico com o diretor Cacá Diegues. "Eu me ofereci para ser assistente de continuidade. Quando não filmava, cronometrava as cenas", diz ela, que estuda letras na PUC. Na trama, em cartaz a partir do dia 7, Anna vive uma adolescente que guia o personagem de José Wilker pela Baixada Fluminense. Nesta semana, ela viaja para o Festival de Cinema de Montreal.

 

A ousadia de Priscilinha Tsunami

Divulgação
Maria Paula no filme: "Comendo só migalhas"


Uma gatinha carioca que trabalha de dia num escritório de advocacia e à noite vira stripper. A vida dupla é para ajudar o irmão surfista a fazer um implante de cérebro, que ele perdeu numa rave. Maria Paula é quem encarna Priscilinha Tsunami, personagem de Seus Problemas Acabaram, o novo filme dos cassetas que estréia na sexta (1). Para não fazer feio nas cenas mais ousadas – como a de espartilho, na foto acima –, ela enfrentou privações depois da gravidez. "Passei um ano do cão, comendo só migalhas. Mas deu certo. Acho que não decepciono", diz ela.

 

Nem a própria mãe a reconheceu

Pina
Vanessa: de cabocla a mito da moda


Acostumada a viver tipos genuinamente nacionais em novelas e filmes,
Vanessa Giácomo deu uma escapulida no ensaio que fez para o site ego.com.br. Ela está quase irreconhecível de peruca loira, vestido curto e meias acima do joelho, inspirada na modelo Twiggy, precursora, nos anos 60, do visual anoréxico da classe. A idéia partiu do fotógrafo. "Está totalmente diferente do que sou. Adoro transformações", diz a atriz, que será a mulher de Chico Mendes numa minissérie sobre a vida do seringueiro. "Mostrei as fotos para a minha mãe e ela perguntou se era eu mesmo."

 

Paladar presidencial

Dilmar Cavalher/Strana
Chef Renato: homenagem


Getúlio Vargas era chegado a uma dobradinha. Affonso Penna fartava-se com o presunto glaceado. Rodrigues Alves costumava pedir peru à brasileira. Os gigantescos espelhos belgas, os mármores italianos e o mobiliário de jacarandá da Confeitaria Colombo foram cenário de vastas comilanças presidenciais. Para celebrar seu 112º aniversário e em ano de eleição, a casa inclui no bufê, de 18 a 23 de setembro, os pratos preferidos dos políticos. "Pesquisamos as receitas. Algumas eram degustadas por eles na própria Colombo", diz o chef Renato Freire.

 

A arte da vez é a pintura

 

Divulgação

Jô e um de seus quadros: mostra

Jô Soares desembarca no Rio para mostrar sua faceta artística menos conhecida: a de pintor. Ele expõe 45 telas a partir de quinta (31), na Casa França-Brasil. Jô deu esta entrevista a Veja Rio.

Sua última exposição individual no Rio foi em 1986. O que o levou a expor de novo na cidade?
Deixei de pintar devido ao acidente de moto. Só pude voltar quando descobri a técnica da digicromia, que me permite trabalhar no computador. Antes disso, também fiquei um período sem pintar porque estava me dedicando a "brincar de outras coisas".

Sua primeira individual foi em 1967. Pensa em uma retrospectiva para festejar a data no ano que vem?
Acho difícil, pela quantidade de projetos em outras áreas que sempre surgem.

Essa exposição é a mesma que esteve em cartaz dois anos atrás em São Paulo?

Na exposição do Museu Brasileiro de Escultura foram vendidos dezoito quadros, que agora serão substituídos por trabalhos recentes.

Como são sua rotina com a pintura e seu processo criativo?
Começa por uma rotina sem rotina. Vou encontrando tempo para todas as minhas atividades paralelas além da televisão, como escrever, pintar, tocar, dirigir teatro, mas sempre uma coisa de cada vez.

O senhor vem com freqüência ao Rio? Como é sua relação com sua cidade natal?
É ótima, a melhor possível. Não vou com a freqüência que gostaria porque faço meu programa em São Paulo, mas no ano que vem devo estar na cidade com meu espetáculo-solo Na Mira do Gordo.

Editado por Sérgio Garcia.
Colaboraram Fátima Sá e Fernanda Thedim

     
   

 

 
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