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26 de setembro de 2007

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CINEMA

 
Fotos Divulgação
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias: vencedor da Palma de Ouro


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Confira a programação completa

Festival do Rio 2007. Até 4 de outubro, diretores como Quentin Tarantino, David Lynch, Michael Moore, Zhang Yimou, Mario Monicelli e Carlos Saura terão suas produções recentes exibidas no maior evento cinematográfico da cidade. Esta é a semana em que o festival realmente esquenta, com mais de 100 títulos exibidos em 22 salas entre o Centro e a Barra. Um dos destaques da programação é o ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano: 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, de Cristian Mungiu, que terá suas primeiras sessões no Brasil domingo (30), às 13h e às 17h30, no Estação Ipanema 2. Ambientado em 1987 na Romênia comunista controlada com mão-de-ferro por Nicolae Ceausescu, o drama acompanha a jovem estudante Otilia (Anamaria Marinca) em sua tentativa de ajudar a colega de quarto, Gabita (Laura Vasiliu), a realizar um aborto, prática proibida no país.

 

SHOW

Teresa: novo repertório vai da Velha Guarda a Caetano

Teresa Cristina e Grupo Semente. Há nove anos, cantando baixinho, sem nunca perder o tom e com os olhos fechados, ela começou a se apresentar no bar Semente, na Lapa, e teve papel fundamental na revitalização da boêmia na região. Depois de turnês na Índia e na Holanda, Teresa Cristina volta às origens para lançar com show, sábado (29), no Circo Voador, o CD Delicada. Ao lado do Grupo Semente, a cantora mistura com originalidade bambas da antiga – um bom exemplo é Fim de Romance, parceria dela com Argemiro (1923-2003), da Velha Guarda da Portela –, Paulinho da Viola (A Gente Esquece), Caetano Veloso (Gema, do disco Outras Palavras, de 1981) e composições próprias. Uma delas, Cantar, explica com beleza singela o estilo minimalista que a levou à linha de frente do samba.

 

EXPOSIÇÕES

Um que Passa: registro de 1959 feito em Washington

José Oiticica Filho: Fotografia e Invenção. Pai do artista plástico Hélio Oiticica (1937-1980), Oiticica Filho (1906-1964) foi um nome de destaque na fotografia brasileira do século XX. Em 1953, entrou na lista dos dez melhores do mundo feita pela extinta revista American Annual of Photography. Inquieto, ele também produziu pinturas em acrílica sobre tela e, manipulando o processo de revelação de imagens, criou curiosos desenhos e gravuras em negativos. Todas essas facetas estão reunidas na exuberante mostra em cartaz no Centro de Arte Hélio Oiticica, no Centro.

 
Obra sem título: inspirada nas caixas de isopor de ambulantes

Raul Mourão. Entre o fim de 2005 e o começo do ano passado, o artista carioca causou sensação com a mostra Luladepelúcia, enfeitada por mais de 100 bonecos fofinhos inspirados no presidente da República. Foi tanto o sucesso que ele chegou a temer trocar quinze anos de carreira por quinze minutos de fama como "um retratista de celebridades". Fitografias, sua individual em cartaz na galeria Lurixs, demonstra que a questão está superada. Inventivo, Mourão aplicou faixas de fórmica sobre madeira para criar obras de colorido vivo, como o que viu nas enfeitadas caixas de isopor de ambulantes cariocas.

         
     

 

 
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