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26 de setembro de 2007

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ESTILO

A preferida dos chefs

Claudia Guerra veste os cozinheiros
mais estrelados do Rio e, agora, vai
exportar suas criações

Fátima Sá

Fotos Fernando Lemos
A empresária Claudia Guerra, na San Chef: "Roupas resistentes na cozinha e bonitas no salão"

Ela é item obrigatório nas cozinhas mais saborosas da cidade – do japonês Ten Kai ao francês Olympe, passando pelo contemporâneo Roberta Sudbrack. Suas criações seduziram os chefs de tal modo que desbancaram até a tradicional marca francesa Bragard. Aos 41 anos, a carioca Claudia Sanmartin Guerra tornou-se a estilista da maioria dos grandes chefs do Rio. São dela os uniformes usados por Claude Troisgros, Christophe Lidy, Frédéric de Maeyer, Roland Villard, César Hasky, Claudia Mascarenhas, Teresa Corção, Andréa Tinoco e Roberta Sudbrack. "Cada um tem seu estilo, mas todas as roupas precisam ser resistentes e confortáveis para a cozinha e, ao mesmo tempo, bonitas para o salão", explica Claudia. Batizada de San Chef, a empresa, que produz 400 peças por mês, tem representações em São Paulo, Minas Gerais e Brasília. Agora, sete anos depois de criada, começa também a exportar. Claudia acaba de fazer uniformes para restaurantes na Espanha e na Austrália.

Boa de garfo e fogão, montanhista nas horas vagas e faixa roxa de caratê, Claudia criava uniformes em geral – e ainda cria, cerca de 1.000 peças por mês – para empresas, escritórios e hotéis. Começou em 1994, após uma tentativa frustrada no segmento de roupas femininas. Logo percebeu a carência do mercado. "Faltava quem fizesse roupa bacana para os chefs e suas equipes", lembra. A aposta rendeu elogios de clientes exigentes. "Adoro o trabalho dela", afirma o francês Christophe Lidy, do Garcia & Rodrigues, no Leblon, dono de uma dúzia de uniformes assinados por Claudia e adepto de um visual clássico, com jaqueta e avental brancos. "Ela tem imaginação, estilo e compromisso com o conforto", tira o chapéu Teresa Corção, do restaurante O Navegador, no Centro. A ecochef, como se define, gosta de variar a produção. Usa até jaqueta roxa, com botões em formato de cacho de uva. "Agora estou inventando uns botões que imitam feijões e montinhos de arroz", diverte-se.

Nascida no apartamento de Claudia, a San Chef ocupa hoje um galpão de 500 metros quadrados, no Cais do Porto. Ex-depósito de alimentos e ex-escritório de uma fábrica de pneus, o espaço andava abandonado quando a empresária cismou de fincar pé ali. "As pessoas achavam que eu estava louca", recorda. Depois de reformar o local e recheá-lo com cacarecos comprados em feirinhas ou doados por amigos, ela montou um showroom, onde, junto com a mãe e sócia – Solange Sanmartin Guerra –, cria e vende seus modelos. Ali, tanto chefs tarimbados quanto cozinheiros amadores podem comprar aventais, chapéus, calças e blusas de variados estilos. O item mais caro é a jaqueta. Uma peça pronta sai a partir de 99 reais. Uma sob medida, a 250 reais. Só não vale imitar Roberta Sudbrack. Há quinze anos ela usa uma exclusiva, bolada pela avó. "Eu trouxe o molde para a Claudia e minha avó fez ajustes", conta Roberta. "Essa ninguém tem. É modelo Sudbrack."

 
Claudia Mascarenhas, do Solar do Império:
visual colorido e contemporâneo
Teresa Corção, do restaurante O Navegador:
peças lúdicas com botões divertidos
Frédéric de Maeyer, do Eça, veste o clássico: "Invenções só nas receitas"
César Hasky, restaurateur do Ten Kai:
produção descolada para receber a clientela
Roberta Sudbrack: o uniforme exclusivo surgiu de um molde feito pela avó Fátima Sá

 

         
     

 

 
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