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Editado por Telma Alvarenga Polêmica
em Ipanema Inaugurado
em junho de 1996, o obelisco do Bar Vinte gerou uma saraivada de protestos
Fotos
Ricardo Fasanello/Strana
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 | | Paulo
Casé, autor, e
a obra: alvo de muitas
críticas |
Há
dez anos, quando o arquiteto Paulo Casé inventou de espetar aquela haste
de ferro galvanizado, de 25 metros de altura, no Bar Vinte, fronteira entre Ipanema
e Leblon, muita gente chiou. Era difícil encontrar quem defendesse o obelisco,
a obra mais vistosa do Rio Cidade, projeto de remodelação de dezessete
bairros. O mínimo que os inimigos diziam dele é que era um "monstrengo"
e que logo seria alvo de grafiteiros. Pior: apostavam que, em pouco tempo, o monumento
seria carimbado por um carro ou um ônibus. Os moradores de Ipanema também
reclamaram da arcada em frente ao monumento como uma passarela e
dos tijolinhos vermelhos que ocuparam o lugar de pedras portuguesas nas calçadas.
Hoje, tanto o obelisco quanto os bloquetes de concreto e o pórtico estão
incorporados à paisagem do bairro. Tem gente que nem percebe aquela imensa
haste no meio do caminho. Ela pode até não atrair olhares de admiração,
mas já não assusta. Casé riu por último.
Moderninho
como há onze anos Arthur
Cavaliere /Strana
 | | Juan:
em dúvida entre
o futebol e a engenharia
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Em
novembro, o Cabaré Kalesa comemora seu primeiro aniversário. De
novo. Depois de oito anos fechada, a boate da Praça Mauá foi reaberta
em 2005 e volta a fazer sucesso, como há onze anos. Em 1995, o velho inferninho
do Cais do Porto, reduto de marinheiros, foi salvo de fechar as portas e transformado
em boate moderninha. Virou point da galera descolada da Zona Sul. Ressurgiu com
a mesma irreverência. O show de strippers, antes só com mulheres,
agora é feito por um casal. "É um strip família, eles não
se tocam", explica a produtora da casa, Analéa Rego. |
Frases "O
obelisco é uma prova
simbólica de que o esporte favorito do Estado é dar um créu
na cidadania." GERALDINHO
CARNEIRO,
poeta, em junho de 2006 "Não
sei o que deu na cabeça do Casé. O obelisco é horrível
e a passarela, nem
se fala." MARIA
ELISA COSTA, arquiteta, filha do urbanista Lúcio Costa, em junho
de 1996 |