SAMBA

Alexandre Sant'Anna/Strana


José Bispo Clementino dos Santos, o popularíssimo Jamelão, tem 87 anos. Nada que o impeça de, no próximo Carnaval, comparecer ao Sambódromo mais uma vez para entoar o samba-enredo da Mangueira. Antes, e com a mesma disposição, ele solta a voz nesta sexta-feira (22), na qualidade de principal atração do projeto Viva a Música, farta programação concentrada em um dia só, inspirada no projeto francês Fête de la Musique. No palco do Instituto Calouste Gulbenkian, às 18 horas, Jamelão mostra uma seleção de sambas-canção e sambas-enredo que marcaram a trajetória da Estação Primeira. Dois deles são O Mundo Encantado de Monteiro Lobato (1967) e Chico Buarque da Mangueira (1998). Lupicínio Rodrigues também não podia faltar: dele, Jamelão vai cantar Esses Moços, Volta e Torre de Babel.

 

DANÇA

Édouard Lock


A idéia é reproduzir ao vivo o efeito da foto aí ao lado. Para explorar ao máximo a capacidade física dos bailarinos e os limites da percepção humana, Édouard Lock, líder da companhia canadense La La La Human Steps, criou Salt, coreografia que o público vai conferir no Teatro Municipal a partir de terça (19). Lock concebeu um balé de cerca de duas horas, repleto de sombras, com passos clássicos e atléticos. Os nove bailarinos – as moças usam sapatilhas de ponta – são iluminados por feixes de luz. O efeito é de silhuetas ambulantes. O La La La Human Steps esteve pela primeira vez no Rio em 1989, mas não chegou a se apresentar. A bailarina Louise Lecavalier, então principal nome do grupo, se machucou em um ensaio. A companhia voltou em 1992, no extinto Carlton Dance. A música é executada ao vivo por um pianista, um violoncelista e um guitarrista. Projeções em uma tela redonda completam o espetáculo. Uma das melhores definições para o grupo foi publicada no London Times: "La La La Human Steps: você vai acreditar que seres humanos podem voar".

 

EXPOSIÇÕES

 
Reproduções
RR

Duas grandes exposições se despedem do Rio nesta semana. Em cartaz até domingo (24), ambas são sucesso de público. Esplendores de Espanha – de El Greco a Velázquez, no Museu Nacional de Belas Artes, já arrebanhou 138.000 visitantes. Expressionismo Alemão levou 64.000 pessoas ao Paço Imperial. As 133 obras expostas no Museu de Belas Artes representam o período conhecido como o século de ouro da Espanha. Estão na exposição obras-primas como um retrato do rei Felipe IV pintado por Diego Velázquez em 1623 e o comovente As Lágrimas de São Pedro (foto à esq.), de El Greco. A mostra Expressionismo Alemão resume com maestria o movimento nascido no início do século XIX. Exibe 68 obras do Museu Von der Heydt, de Wuppertal, na Alemanha, e 121 gravuras do Instituto de Relações Culturais com o Exterior de Stuttgart. Há também noventa trabalhos de Lasar Segall, Lívio Abramo e Goeldi, nomes das artes brasileiras influenciados pelo movimento. Entre os destaques da mostra estão duas paisagens de 1908, do russo Wasily Kandinsky, um auto-retrato de Otto Müller e Menina com Saia Vermelha (foto à dir.), de Adolf Erbslöh.

 

TEATRO

Divulgação


A Comédie Française foi criada em 1680 por Luís XIV, o Rei Sol. Com mais de 3.000 peças no repertório, a companhia tem nas obras de Molière, Corneille e Racine pilares fundamentais. Um Molière, As Artimanhas de Escapino, foi o texto escolhido para duas apresentações no Rio, domingo (24) e segunda, no Teatro Municipal. Com essa montagem, dirigida por Jean-Louis Benoit, a Comédie Française ganhou, em 1998, o Prêmio Molière de espetáculo de repertório. Benoit abiscoitou o de melhor diretor. As apresentações, faladas em francês, terão legendas transmitidas em telão.

 

 

PROGRAME-SE

EXPOSIÇÕES

A mostra O TEMPO NÃO PÁRA, em cartaz no Museu Histórico Nacional a partir do dia 28, promete ser curiosa. Todas as peças em exposição serão relógios. Há raridades como instrumentos de medição do tempo feitos no século XVIII, relógios de sol e objetos de donos ilustres, como dom Pedro II.

FILMES

Começa no dia 5 de outubro a orgia anual de filmes promovida pelo Estação Botafogo. Neste ano a mostra ganha o nome oficial de FESTIVAL DO RIO BR 2000 e vai ocupar trinta salas da cidade com mais de 400 filmes de várias partes do mundo. Uma das atrações do evento é a reabertura festiva do Cine Odeon, totalmente reformado.

ÓPERA

CANDIDE, a opereta cômica em dois atos de Leonard Bernstein, estréia no Teatro Municipal no dia 30, em montagem dirigida por Jorge Takla. A adaptação é de Cláudio Botelho, diretor do sucesso Cole Porter, Ele Nunca Disse que Me Amava. Os ingressos já estão à venda por R$ 25,00 (plat./b.nobre), R$ 15,00 (b.simples) e R$ 10,00 (galeria).

 

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