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OPINIÃO DO LEITOR
"Caro Manoel Carlos,
como leitor assíduo e um jovem de 30 anos, acho que o problema
da juventude é a múltipla disponibilidade de acessos,
o que a faz viver tudo pela metade. Um abraço de quem está
de acordo em relação à coragem para amar, sem
essa eternidade de uma borboleta."
Haendel Motta
Por e-mail
Maracanã 1
A crônica sobre o Maracanã
("Maracanã, terra de ninguém", Veja Rio,
15/3/ 2006), de Tutty Vasques, foi excelente e torna algumas perguntas
necessárias: por que se dá tanto poder a um dirigente,
a ponto de ele acumular os cargos de secretário de Esportes
do estado e presidente do Maracanã durante três governos
seguidos? Por que o Maraca foi desfigurado por obras e mais obras?
Por que acabaram com a aeração das arquibancadas,
construindo camarotes? Por que deixam um dirigente pintar de rosa
os estádios aquático e de atletismo? O projeto do
Maracanã era perfeito. Permitia a circulação
entre os estádios em caso de emergência, o que deixou
de existir. Agora o responsável por tudo vai se desincompatibilizar
para concorrer nas eleições, deixando atrás
de si a administração mais desastrada que o Maracanã
já teve.
Ricardo Labre
Por e-mail
Maracanã 2
Meu pai também me levava aos
estádios, e resolvi levar meus três filhos para assistir
a Flamengo e Volta Redonda. Foi a primeira vez que os levei ao estádio.
Fiquei horrorizado. Fila para entrar, empurra-empurra, tumulto,
fila no banheiro, no bar, uma confusão. Meus filhos ficaram
com medo e não gostaram de nada. Foi um sábado lamentável.
O Maracanã é terra de ninguém, ou melhor, dos
bandidos, flanelinhas e cambistas, que agem livremente na cara da
polícia.
Adyr da Costa Jr.
Rio de Janeiro
Maracanã 3
Sr. Tutty Vasques.
Primeiramente, cumpre-nos manifestar
nossa indignação quanto à veiculação
da charge pejorativa representando o Estádio do Maracanã
no interior de um vaso sanitário. Reconhecemos que a irritação
de vossa senhoria seja legítima, porém atribuir ao
estádio de futebol mais famoso do mundo, e por conseqüência
à Suderj, como órgão responsável pela
sua administração, a responsabilidade sobre os fatos
narrados, além de um equívoco, é uma injustiça.
De acordo com o Estatuto dos Direitos do Torcedor, a responsabilidade
sobre a venda de ingressos dos jogos de futebol é exclusiva
dos clubes mandantes do jogo e da Federação de Futebol
do Estado do Rio de Janeiro. A Suderj não vende ingressos,
e os bilheteiros não são nossos funcionários,
mas sim prestadores de serviço contratados pelos clubes.
Cabe à Suderj somente alugar o estádio para a realização
dos jogos e dotá-lo de toda a infra-estrutura necessária.
Os bares do estádio são explorados comercialmente
por uma empresa privada, que obteve tal direito após vencer
concorrência pública, cabendo-nos apenas fiscalizar
sua atuação. Engana-se vossa senhoria quando afirma
que a redivisão da arquibancada em setores distintos, com
assentos de cores diferentes, não serve para nada. A Suderj
cumpriu rigorosamente o disposto no Estatuto do Torcedor e no caderno
de encargos da Fifa. Ocorre, no entanto, que a decisão sobre
o preço dos ingressos e a forma de utilização
dos setores não são de nossa responsabilidade, mas
sim dos clubes e da Federação de Futebol. Quanto à
inexistência de fiscais da Suderj para orientar o público,
não é verdade, pois todos os orientadores de público
do Maracanã são da Suderj e podem ser facilmente identificados
por uniforme e crachá. No entanto, a tarefa de coibir abusos
não é deles, mas sim da Polícia Militar.
Francisco de Carvalho
Secretário de estado de Esportes e
presidente da Superintendência de Desportos do Estado do Rio
de Janeiro (Suderj)
Amor & medo
Mais uma vez, Maneco, amei sua crônica
("Amor & medo", Veja Rio), 22/3/2006). Pura verdade!
Eu venho me perguntando há muito tempo e até hoje
não consegui encontrar uma resposta que me agradasse. Como
as pessoas conseguem se separar e arranjar tão rápido
um novo amor? Que inveja!
Luciana Tecídio
Por e-mail
Guia Imobiliário
O Guia Imobiliário (Veja
Rio, 29/3/ 2006) mostra uma abordagem completamente direcionada
pelos especuladores imobiliários, preocupados em investir
nos chamados "eldorados da Zona Norte". Mostra uma ausência
total de conhecimento sobre os lançamentos na Tijuca e sobre
a estrutura que o bairro fornece aos moradores.
Roberta de Almeida Costa
Por e-mail
Correção
O guarda-sol Spirit, publicado
na seção As Boas Compras de 8/2/2006, é criação
dos designers Celso Santos e Christian Albanese.
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