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Como
foi feita a escolha
Os
critérios adotados para
definir quais são
as
trinta melhores escolas
do Rio de Janeiro
Eduardo
Oinegue
Escolher
a escola do filho envolve um trabalho de investigação
profundo para o qual esta edição especial pode
ser de grande valia. As informações aqui contidas
fornecem parâmetros objetivos para que se possa medir
a eficiência de uma escola. O trabalho não tem
a pretensão de substituir os pais na tarefa de resolver
onde matricular o filho.
Antes de tomar qualquer decisão, é imprescindível
conhecer bem o local e as pessoas a quem se vai entregar a
educação do filho. Ao procurar uma escola, tenha
uma boa conversa com o diretor. Verifique há quanto
tempo os professores e coordenadores trabalham no colégio,
pois uma rotatividade muito grande pode indicar fragilidade
do projeto pedagógico. Visite a escola num dia de aula,
converse com os alunos e observe se eles gostam do colégio.
Ouça o vigia, o zelador, inspetores, pessoas que podem
revelar detalhes sobre o dia-a-dia do colégio. Leve
em consideração também o perfil financeiro
das crianças que freqüentam a instituição.
Não costuma ser produtivo colocar o filho numa escola
muito cara se os pais não conseguem pagar as atividades
extracurriculares. A frustração, sobretudo para
um adolescente, pode ser grande.
Observe ainda o espaço físico, o número
de alunos em cada sala de aula e as instalações.
Mas não supervalorize esse último item. É
ótimo estudar em um colégio com piscinas, ginásios
cobertos e um belo auditório, mas isso não pode
ser o fator decisivo na escolha. Em educação,
apesar de todas as inovações tecnológicas,
o mais importante ainda são os professores.
Para elaborar a lista com as trinta melhores escolas da cidade,
Veja Rio entrevistou mais de 100 autoridades no campo
do ensino, entre diretores de escola, professores universitários,
técnicos do Ministério da Educação,
psicólogos e psicopedagogos. Foram procurados os melhores
profissionais do Brasil. Perguntou-se a cada um deles quais
são as características comuns a uma boa escola.
O resultado desse esforço foi um modelo de questionário
com noventa perguntas das quais trinta valiam pontos
para o ranking versando sobre corpo docente, pedagogia,
instalações, disciplina e segurança e
relações com os pais. Conheça os seis
principais critérios empregados no trabalho:
1.
O trabalho analisa apenas as escolas privadas. Na
rede pública de ensino, os alunos são distribuídos
pelas escolas segundo um critério geográfico.
A idéia é tentar assegurar que eles estudem
o mais perto possível de casa. Como os pais não
têm o direito de sair pela cidade à caça
da melhor escola do governo, ranquear o sistema público
seria perda de tempo.
2.
A lista concentrou-se nas "escolonas". Há
mais de 1.600 colégios na cidade. Alguns oferecem apenas
a pré-escola, outros uma parte do ensino fundamental.
Há os que têm o ensino fundamental inteiro e
aqueles que proporcionam o ensino médio. Uma parte
dessas escolas (266 no total) oferece o ciclo completo, que
inclui o ensino fundamental e o médio. São as
chamadas "escolonas". Tais estabelecimentos são não
apenas os maiores da cidade, mas também os mais concorridos.
Esse foi o grupo analisado por Veja Rio.
3.
Escolas bilíngües ficaram de fora. Por
possuírem características muito particulares,
os especialistas entrevistados por Veja Rio recomendaram
que tais escolas não fossem incluídas na comparação
com as demais (veja
reportagem).
4.
O questionário que sustenta o ranking é abrangente.
Por orientação dos profissionais
ouvidos por Veja Rio, foram elaboradas noventa questões
de múltipla escolha, a maioria delas altamente técnica.
Sobre os professores, por exemplo, foi perguntado a cada escola:
"Qual é o porcentual do corpo docente que trabalha
exclusivamente na escola?", "Com que freqüência
ele se reúne?", "Os professores têm acesso a
jornais, revistas e internet?". Sobre aspectos pedagógicos,
perguntou-se, entre outras coisas, quantos idiomas são
ensinados, quantas aulas de línguas são ministradas
por semana e qual é o limite de estudantes por sala.
5.
Não se atribuiu pontos às questões que
definem se a escola é liberal ou conservadora.
Motivo: de acordo com os especialistas, não há
nenhuma relação comprovada entre essas questões
e a qualidade do ensino.
6.
Contratou-se um renomado instituto de pesquisa. Dadas
a ambição e a responsabilidade do projeto, Veja
Rio contratou o renomeado instituto de pesquisas Ipsos
Marplan para realizar o trabalho de campo e o processamento
dos dados obtidos pelas escolas.
Nas
próximas páginas, você conhecerá
o ranking, um perfil da melhor escola do Rio e uma relação
de reportagens especiais sobre o assunto. Aproveite. A matrícula
dos filhos na escola não comporta amadorismo. Afinal,
é ela que vai influenciar seu filho para o resto da
vida.
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