de 9 a 15 de setembro

Belo Horizonte

A Menina e Vento. Uma Menina fica amiga do vento e voa com êle para conhecer o Brasil. Peça infantil de Maria Clara Machado. Direção de Paulo César Bicalho. Aos sábados (16h) e domingos (10h). Marília, tel. 24-3021.

Curitiba

A Morte do Caixeiro Viajante. Os estudantes do Colégio Estadual do Paraná encenam a peça de Arthur Miller. A mãe, dois filhos e o pai, um velho caixeiro já cansado, enfrentam problemas financeiros e familiares. Estréia dia 12, sob a direção de Telmo Faria. Guaíra, tel. 4-8536.

O Casaco Encantado. Peça infantil de Lúcia Benedetti, montada pelo Teatro de Comédia do Paraná. Direção de Sinval Martins. Aos sábados e domingo. Pequeno auditório do Guaíra, tel. 4-8536.

Pôrto Alegre

A Má-Criação do Mundo. Comédia musical de Sérgio Jockymann e José Antonio Ribeiro, autores locais que fazem uma sátira da criação do mundo como é relatada na Bíblia. Interpretação dos autores, Betty Mattos e Guilherme Corrêa. Dias 13, 14 e 15. Clube de Cultura.

Entre Quatro Paredes. Drama existencial de Jean-Paul Sartre dirigido por Wagner Melo. A história de quatro pessoas que depois de mortas revivem no inferno seus problemas terrenos. Dia 12. Teatro de Arena.

Teatro de Câmara Alemão. De 9 a 13 do corrente, o grupo itinerante Die Deutschen Kammerspiele, em excursão pela América Latina (já visitou Rio e São Paulo), apresenta: "A Ópera dos Três Vinténs", de Bertolt Brecht (dia 9), "O Noivo", musical de Sandy Wilson (dia 10), "O Grande Teatro do Mundo", de Hofmannsthal (dia 11), "Os Cúmplices", de Goethe, e "A Grande Raiva de F. Hotz", de Max Frisch (dia 12), e "A Viagem de Pedrinho à Lua", de Gerdt von Bassewitz (dia 13). São Pedro.

Recife

Filha de Bruxa não é Bruxinha. De Leandro Filho, diàriamente, às 16h, pelo Clube de Teatro Infantil. Direção de Otto Prado, incentivador do teatro infantil em Pernambuco. AABB.

Rio

Os Fuzis da Senhora Carrar. Fábula de Bertolt Brecht sôbre a responsabilidade do indivíduo na sociedade. A ação se desenrola na Espanha, durante a Guerra Civil (1936-1939). Êste espetáculo foi muito elogiado pela crítica. Direção de Flávio Império. Miguel Lemos, tel. 36-6343.

Ralé. Peça de Máximo Górki ("Os Pequenos Burgueses") sôbre a condição das camadas inferiores da sociedade russa antes da Revolução Bolchevista de 1917. Gianni Ratto dirige um elenco recrutado entre duzentos jovens da Guanabara. Teatro Nôvo, tel. 22-0271.

Os Inconfidentes. Baseado em trechos do "Romanceiro da Inconfidência", da poetisa Cecília Meireles, falecida em 1964, Flávio Rangel dirige um espetáculo definido como de "teatro total", reunindo música, declamação, balé, projeção de slides e teatro. Gláucio Gil, tel. 37-7003.

Êste Banheiro é Pequeno Demais para Nós Dois. Duas comédias do humorista Ziraldo — "Homens de Todo o Mundo, Uni-vos" e "A Revolução Intestina" — encenadas num só espetáculo. Assuntos: a mulher do futuro e um banheiro, pequeno para dois, mas suficiente para abrigar todo e estado-maior de uma república sul-americana. Direção de Leo Jusi. Santa Rosa, tel. 47-8641.

Minha Doce Subversiva. Alguns assuntos polêmicos, como a política estudantil e as novelas de televisão, abordados por Aurimar Rocha, que inaugura seu nôvo teatro no Leblon. Bôlso, tel. 27-3122.

O Preço. Dois irmãos, um rico e um pobre, se encontram após dezesseis anos de separação e recapitulam o passado da família. Drama de Arthur Miller dirigido por Luís de Lima. Princesa Isabel, tel. 36-2724.

São Paulo

A Prostituta Respeitosa. A segregação racial no Sul dos Estados Unidos serve de pretexto para o filósofo francês Jean-Paul Sartre — autor da peça — focalizar o drama particular da prostituta Lizzie. Teatro de Arte (TBC), tel. 36-4408.

O Burguês Fidalgo. Comédia de Molière traduzida por Stanislaw Ponte Preta, que usa expressões como "Vossa excelência está me gozando" e também estou nessa tá?, para dar atualidade ao texto. Um burguês nôvo-rico quer a todo custo igualar-se à nobreza, mas acaba ridicularizado e explorado por ela. Direção de Ademar Guerra. Bela Vista, tel. 239-0220.

Roda Viva. A ascensão e queda de Benjamim Silva, cantor medíocre transformado em ídolo da televisão (Ben Silver). Muitos palavrões e insultos nesta peça "vale tudo", encenada por José Celso Martinez Corrêa. Musical de Chico Buarque de Hollanda. Ruth Escobar (Galpão), tel. 35-8843.

A Cozinha. Arnold Wesker, jovem irado do teatro inglês, escreveu uma peça profundamente triste. A sua cozinha é um mundo opressivo e apressado, onde trinta cozinheiros, faxineiros e copeiras trabalham, zombam do patrão e, quando encontram tempo para sonhar, esperam escapar de lá. Ótimas a direção de Antunes Filho e a interpretação de Juca de Oliveira. Aliança Francesa, tel. 34-7759.

O Poder Negro. Em Nova York, dois viajantes do metrô — uma prostituta branca (Ítala Nandi) e um negro acomodado (Antonio Pitanga) — se encontram casualmente, se aproximam e estabelecem um diálogo. Mas a peça termina com um desfecho trágico. Drama de Leroy Jones dirigido por Fernando Peixoto. Oficina, tel. 32-3039.

Cemitério de Automóveis. Quatro míni-peças do autor espanhol Arrabal, num só espetáculo dirigido pelo argentino Victor Garcia: "A Oração, "Os Dois Carrascos", "Primeira Comunhão" e "Cemitério de Automóveis". Inaugura um nôvo teatro, adaptado de uma oficina mecância, na Rua Treze de Maio, 134, (Veja "Teatro", página 123.) Treze de Maio.




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