Honduras

Militares propõem um referendo

02/07/2009 21:40


O governo provisório de Honduras admitiu nesta quinta-feira a possibilidade de antecipar as eleições marcadas para novembro, como forma de encerrar a crise resultante do golpe de Estado que depôs o presidente do país, José Manuel Zelaya. O chefe do governo interino Roberto Micheletti disse ainda que está disposto a realizar um plebiscito para perguntar aos hondurenhos se querem a volta de Zelaya ao poder.

Micheletti ressaltou, porém, que acha "muito difícil" fazer um referendo rapidamente. Ele afirmou que a antecipação do pleito "possivelmente" seria parte de "um acordo político", desde que o trato seja "para o bem de todos os hondurenhos". Na quarta-feira, Micheletti havia dito que Zelaya "nunca mais voltará ao poder" no país.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, viajará nesta sexta-feira a Honduras para tentar restituir o presidente, derrubado pelos militares no último domingo. Ele apresentará às diferentes partes envolvidas no conflito os termos da resolução aprovada pela Assembleia Geral da OEA, que deu 72 horas às novas autoridades de Honduras para restituir Zelaya. O prazo expira sábado.

O deposto Zelaya disse que a visita de Insulza não tem o objetivo de negociar, mas de apresentar um ultimato ao governo provisório. As ruas da capital, Tegucigalpa, tiveram mais um dia de manifestações de apoio ao presidente deposto. Segundo a deputada Silvia Ayala, o Exército atirou contra manifestantes que exigiam a volta do presidente hondurenho em um protesto na cidade de San Pedro Sula, ferindo ao menos duas pessoas.
 

(Com agência France-Presse)