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ESTRÉIAS
AMÉLIA TOLEDO. A inscrição em letras garrafais
Favor Tocar na parede da galeria recepciona o público para
a exposição da veterana artista paulistana. Os oito
trabalhos em grandes dimensões dão continuidade a
já consagrada carreira de Amélia. O uso de materiais
díspares, como pedra e acrílico, e sempre com a capacidade
de mexer com o lúdico fazem parte da pesquisa da artista.
Aos 75 anos, ela cria desenhos, pintura, gravuras, jóias,
instalações... R$ 22.000,00 a R$ 45.000,00. Galeria
Nara Roesler. Avenida Europa, 655, Jardim Europa,
3063-2344. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h
às 15h. Até 20 de outubro. Vernissage na quinta (20),
21h. A partir de sexta (21).
CULTURA BRASILEIRA I. A Casa das Rosas quer mesmo ser um foco de
resistência artística contra o mercantilismo e a globalização
cultural. Para tanto foi organizada essa exposição
dedicada a três pensadores da cultura brasileira. São
eles: Mário Pedrosa, Mário Schenberg e Darcy Ribeiro.
Participam, entre outros, Afrânio Pessoa, Antonio Henrique
Amaral, Dora Longo Bahia, Leda Catunda e Siron Franco. Estão
previstos debates e, na abertura, a apresentação musical
do grupo Ripa na Chulipa. Casa das Rosas. Avenida Paulista, 37,
251-5271, Metrô Brigadeiro. Terça a domingo, 12h às
18h. Grátis. Até 15 de novembro. Vernissage na quinta
(20), 20h. A partir de sexta (21).
IRAN DO ESPÍRITO SANTO. Sob o nome de Nada Mais Natural,
a individual do artista nascido em Mococa soma cinco conjuntos de
trabalhos realizados nos últimos três anos. Em Correções
estão três esculturas em granito. Na série Relevos
ele exibe pequenos quadros que fazem referências à
arquitetura. O terceiro trabalho trata-se de Floresta Paralela -
uma pintura em forma de código de barras na parede da galeria.
Completam a mostra a obra Nostalgia, um tapete de lã confeccionado
no Nepal, e uma escultura sem título que faz lembrar um buraco
de fechadura cromada. "Trabalho com a representação
da natureza e com a artificialidade", explica Iran. US$ 3.000,00
a US$ 30.000,00. Galeria Fortes Vilaça. Rua Fradique Coutinho,
1500, Vila Madalena,
3032-7066. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado,
10h às 17h. Até 20 de outubro. Vernissage na terça
(18), 20h. A partir de quarta (19).
MARIA VILLARES. A inspiração da desenhista e gravurista
para a sua produção atual é a paisagem urbana
do bairro londrino de Bloomsbury. Ela mostra em Papéis: 1998-2001
quarenta trabalhos, entre desenhos e monotipias. R$ 1.200,00 a R$
3.500,00. Galeria Nara Roesler. Avenida Europa, 655, Jardim Europa,
3063-2344. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h
às 15h. Até 21 de outubro. Vernissage na quinta (20),
21h. A partir de sexta (21).
OS 40 ANOS DO MUSEU DE ARTE BRASILEIRA. A exposição
comemorativa a um dos museus mais atuantes da cidade exibe apenas
76 peças de um acervo de 2.500 obras. A curadora Maria Izabel
Ribeiro selecionou trabalhos de mestres como Anita Malfatti, Lasar
Segall, Volpi, Portinari, Flávio de Carvalho e Ismael Nery.
Também podem ser conferidos alguns documentos da instituição,
que completa quatro décadas este mês. Museu de Arte
Brasileira. Rua Alagoas, 903 (Faap), Pacaembu,
3662-1662, ramal 1133. Terça a sexta, 10h às 21h;
sábado, domingo e feriado, 13h às 18h. Grátis.
Até 16 de dezembro. Vernissage na terça (18), 20h.
A partir de quarta (19). A exposição foi adiada.
PAULO VON POSER. O artista marca a sua presença no circuito
das artes plásticas voltando-se com freqüência
às rosas. Mais amadurecido, ele apresenta na individual Horizontes
um série de dezoito obras em que continua a recorrer à
flor. Ela aparece estilizada em paisagens tropicais e em ambientes
urbanos. O símbolo da rosa, bela e romantizada, se opõe
a agressividade urbana e em ambientes devastados pela poluição.
Há ainda fotografias e exercícios de desenhos ao ar
livre. R$ 350,00 a 10.000,00. Galeria Francine. Alameda Lorena,
1998, Jardim Paulista,
3081-5564. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h
às 14h. Até 6 de outubro. Vernissage na quarta (19),
20h. A partir de quinta (20).
WALDEMAR CORDEIRO. Ainda pouco valorizado no circuito das visuais,
o artista italiano morto em 1973 recebe homenagens de uma galeria
comercial. São 65 obras que traçam o perfil de um
pesquisador de primeira. Graças a Cordeiro tivemos os primeiros
trabalhos de arte eletrônica no país. Foi ele ainda
um dos introdutores do movimento concretista, através do
grupo Ruptura. A exposição coloca ao olhar do público
pinturas, estudos sobre a flora brasileira e fotografias realizadas
pelo artista que adotou a cidade. Muitos trabalhos, guardados pela
família, permaneciam inéditos. O panorama cobre dos
anos 40 aos 70. Está à venda um CD Rom sobre a produção
de Cordeiro no valor de R$ 30,00. Galeria Brito Cimino. Rua Gomes
Carvalho, 842, Itaim Bibi,
3842-0634. Terça a sábado, 11h às 19h. Grátis.
Até 13 de outubro. Vernissage na terça (18), 20h.
A partir de quarta (19).
EM CARTAZ
ARTE HOJE. Sob curadoria do crítico Carlos von Schmidt, a
coletiva inaugura uma nova galeria na cidade, dedicada à
arte moderna e contemporânea. Trinta e seis obras de vinte
artistas fazem a festa visual. Tocadores de Ganzá, pintura
de 1947 de Aldemir Martins, inicia o percurso da exposição.
Há trabalhos de Ubirajara Ribeiro, Evandro Carlos Jardim,
Luiz Sacilotto... e os novos talentos, como Alessandra Mastrogiovanni.
R$ 2.500,00 a R$ 40.000,00. Arvani Arte. Rua Oscar Freire, 540,
Jardim Paulista,
3082-1927. Segunda a sexta, 10h às 20h. Até dia 28.
ARTE NIPO-BRASILEIRA - MOMENTOS. A mostra faz um panorama dos artistas
de origem japonesa no Brasil. Muitas surpresas plásticas
e histórias foram levantadas pelo curador João Spinelli.
Ele selecionou 100 trabalhos, pertencentes a coleções
particulares, de 29 artistas. Entre eles, Flávio-Shiró,
Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Fukushima, Toyota, Kusuno, Foujita e
jovens revelações, como James Kudo. Galeria Euroart/Castelli.
Rua Colômbia, 157, Jardim Europa,
3088-9797. Segunda a sábado, 11h às 19h. Grátis.
Até 1º de outubro.
IV BIENAL BARRO DE AMÉRICA. O evento entrou de vez para o
calendário das artes da cidade e chega à quarta edição.
A mostra, realizada também em Caracas, exibe obras em barro
confeccionadas por artistas de renome do Brasil e da Venezuela.
Para representar os brasileiros foram convidados Sandra Cinto, Arthur
Lescher, Florian Raiss, Marco Paulo Rolla, Maria Bonomi, Marlene
Almeida e Menna Barreto. Os venezuelanos presentes são Mónica
Montañes, Mercedes Elena González, Tilena Morales
entre outros. Curadoria geral de Fábio Magalhães.
Memorial da América Latina - Galeria Marta Traba. Avenida
Auro Soares de Moura Andrade, 664, portão 5,
3823-9611, Metrô Barra Funda. Terça a sexta, 10h às
16h; sábado e domingo, 10h às 18h. Grátis.
Até 21 de outubro.
BRASILEIROS EM LONDRES. A mostra passa a ser o contraponto da exposição
Os Britânicos no Brasil, em cartaz no mesmo local. Em dezoito
painéis é revelada a atuação de 60.000
brasileiros que vivem e trabalham em Londres. Sete personagens ganham
destaque por meio de fotos, como o bailarino Jean Abreu, a artista
plástica Mariannita Luzzati e o escritor Jorge Fiori. Centro
Brasileiro Britânico. Rua Ferreira de Araújo, 741,
Pinheiros,
3039-0567. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h
às 13h. Grátis. Até dia 29.
CAMINHOS DA FORMA, TRIDIMENSIONAIS DA COLEÇÃO MAC/USP.
Cinqüenta e cinco esculturas do Museu de Arte Contemporânea
da USP espalham-se generosamente pela galeria, sem obedecer a regras
cronológicas ou temas limitadores. O visitante faz um passeio
entre obras-primas do italiano Umberto Boccioni, do americano Alexander
Calder e de muitos brasileiros, como Maria Martins, Luiz Hermano
e Alex Flemming. Galeria do Sesi. Avenida Paulista, 1313,
284-3639, Metrô Trianon-Masp. Terça a sábado,
10h às 20h; domingo e feriados, 10h às 19h. Grátis.
Até 28 de outubro.
CLAUDE VIALLAT. Com passagem pelas bienais de Veneza e São
Paulo, o artista francês volta à cidade para uma individual
de perfil retrospectivo. Ele traz 24 telas, pintadas de 1966 a este
ano. Sua trajetória é reconhecida mundialmente por
ser um dos líderes do movimento Support/Surfaces, originado
na França no final dos anos 60. Uma das marcas do artista
está em pintar repetidas manchas coloridas no espaço
de um quadro. MuBE. Avenida Europa, 218, Jardim Europa,
3081-8611. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 2,50 (estudantes
e pessoas com mais de 60 anos) e R$ 5,00. Até dia 30.
DE PICASSO A BARCELÓ. Uma das exposições mais
caras do ano, com patrocínio de US$ 2 milhões, propõe
uma viagem antológica pela arte espanhola do século
XX. Sete salas, dois corredores e um salão do primeiro andar
da Pinacoteca são ocupados por 103 obras de 73 artistas fundadores
da modernidade. Dividida em três módulos cronológicos,
a mostra reúne 82 pinturas e 21 esculturas vindas, na maioria,
do Museu Reina Sofía, de Madri. Trabalhos de mestres como
Picasso, Chillida, Miró, Dalí, Tàpies e, obviamente,
Barceló estão reunidos. Pinacoteca do Estado. Praça
da Luz, 2,
229-9844, Metrô Luz.
Terça a domingo e feriados, 9h às 19h. Os portões
fecham às 18h. Grátis. Até este domingo (16).
DESENHO NÃO É A COISA. O paulista Marcelo Salum e
a mineira Adriana Leão expõem na coletiva trinta desenhos
e gravuras. Os dois defendem o valor estético do desenho
na produção da arte contemporânea. R$ 200,00
a R$ 3.500,00 (Marcelo) e R$ 700,00 a R$ 1.200,00 (Adriana). Sesc
Paulista. Avenida Paulista, 119,
3179-3740, Metrô Brigadeiro. Segunda a sexta, 10h às
19h. Grátis. Até dia 28.
ESPELHO
CEGO - SELEÇÃO DE UMA COLEÇÃO CONTEMPORÂNEA.
Colecionador e marchand pernambucano radicado em São Paulo,
onde era sócio da extinta Galeria Camargo Vilaça,
Marcantônio Vilaça morreu no réveillon de 2000,
aos 37 anos. Deixou para a família cerca de 400 obras. Dessas,
140 compõem a mostra. Dividida em cinco módulos, a
exposição dá água na boca. Enfileiram-se
trabalhos de estrangeiros badalados, como Paul McCarthy, Lari Pittman
e Hernández-Diez. Dos brasileiros, a quem projetava comercialmente
mundo afora, surgem Leonilson, Leda Catunda, Ernesto Neto, Vik Muniz,
Adriana Varejão... MAM. Parque do Ibirapuera, portão
3,
5549-9688. Terça, quarta e sexta, 12h às 18h; quinta,
12h às 22h; sábado e domingo, 10h às 18h. R$
2,50 (estudantes) e R$ 5,00. Grátis às terças
(exceto feriados) e quintas a partir das 17h; grátis todos
os dias para menores de 10 anos e pessoas com mais de 65 anos. Até
14 de outubro.
ESTER GRINSPUM. A artista pernambucana inverte as convenções
e mostra ao público que o ateliê onde atua também
é arte - e não apenas uma mera fábrica de obras.
Setenta fotos escancaram seus afazeres. Na individual O Ateliê,
Ester enfoca vários ângulos do ambiente de produção.
Centro Universitário Maria Antônia. Rua Maria Antônia,
294, Vila Buarque,
255-5538. Segunda a sexta, 12h às 21h; sábado e domingo,
9h às 21h. Grátis. Até o próximo domingo
(23).
FÁBIO KNEESE FLAKS. O artista de 24 anos retoma a natureza-morta
e surpreende pela ironia. No lugar de frutas, legumes ou bichos,
ele pinta vidros de compotas vazios. Os cinco quadros mostrados
são enormes, com quase 2 metros de altura. R$ 2.000,00 a
R$ 3.000,00. Adriana Penteado. Rua Peixoto Gomide, 1503, Jardim
Paulista,
3081-1012. Terça a sábado, 14h às 18h. Até
sábado (22).
FELIZES PARA SEMPRE. Ambicioso projeto da dupla de diretores de
teatro formada pelos irmãos goianos Adriano e Fernando Guimarães.
A obra do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989) e
a crença de que teatro e artes plásticas têm
figurinhas a trocar são os pontos de partida. Três
instalações interativas remetem o espectador às
peças de Beckett: Abrigos, composta de armários hospitalares;
Chapéus, com dez fotografias acompanhadas de textos; e Paisagem,
duas séries de 100 fotos cada uma. Estão previstas
palestras com críticos de arte e com a curadora da exposição,
Marília Panitz. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares
Penteado, 112, centro,
3113-3600, Metrô São Bento.
Terça a domingo, 12h às 18h30. Grátis. Até
7 de outubro.
FUKUDA SHIGEO. O designer gráfico japonês de 79 anos
é homenageado com a exposição de 67 cartazes
promocionais, feitos por ele desde os anos 80. Identificado pelo
humor e pelo domínio da ilusão de ótica, seu
trabalho foi exposto em 1978 no Masp. Espaço Cultural Fundação
Japão. Avenida Paulista, 37, 1º andar,
3141-0843, Metrô Brigadeiro. Grátis. Até 5 de
outubro.
GILVAN
NUNES. O ofício do artista mineiro é dedicado à
pintura que, segundo ele, está mais viva do que nunca. Nas
12 acrílicas exibidas na individual, Nunes inscreve traços
e desenhos gestuais que se assemelham a papéis de parede.
O texto de apresentação da mostra é de autoria
do crítico Marcus Lontra. R$ 4.500,00 a R$ 7.500,00. Galeria
Thomas Cohn. Avenida Europa, 641, Jardim Europa,
3083-3355. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h
às 14h. Até 13 de outubro.
GRÁFICA 10. A exposição reúne obras
de artistas do grupo homônimo paulistano, fundado em 1992
pelas gravuristas Helena Freddi e Salete Mulin. Cinqüenta gravuras
em metal e trinta álbuns de gravuras exibem a pesquisa de
Francisco Maringelli, Léa Soibelman, Ana Kalassa, Augusto
Sampaio entre outros. R$ 100,00 a R$ 2.000,00. Escritório
de Arte Gravura Brasileira. Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1325,
Jardim Paulistano,
3064-8779. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 10h
às 14h. Até 5 de outubro.
IMAGENS DO LICEU: TRABALHO DE MESTRES. A exposição
procura reconstituir a presença do Liceu de Artes e Ofícios
na estética paulistana entre 1873 e 1950. Nas oficinas da
instituição foram produzidos com excelência
de qualidade todo tipo de manufatura, de móveis, esculturas,
ferramentas, vitrais e portas até detalhes de marcos da cidade,
como no Teatro Municipal e no Obelisco do Ibirapuera. Ramos de Azevedo,
Brecheret e Fiaminghi são alguns dos medalhões associados
ao Liceu. A curadora Margarida Cintra Gordinho organizou mais de
trinta painéis fotográficos e uma série de
peças. Centro Cultural Liceu de Artes e Ofícios. Rua
da Cantareira, 1351, Luz,
227-5611, Metrô Luz. Terça a domingo, 12h às
17h. Grátis. Até 31 de outubro.
IVANY KULCZYNSKI. As pesquisas sobre o potencial técnico
e poético do vidro centram as atenções da artista
gaúcha, que exibe 26 esculturas com o material. Tridimensionais,
as peças travam um diálogo com a pintura, ao tratar
da cor e de transparências. Conjunto Cultural da Caixa. Praça
da Sé, 111, centro,
3107-0498, Metrô Sé. Segunda a sexta, 9h às
15h. Grátis. Até 11 de outubro.
MANABU MABE. Nascido no Japão e radicado no Brasil aos 10
anos, Mabe (1924-1997) foi autor de uma das obras abstratas mais
líricas produzidas no país. Com ateliê ainda
preservado no Jabaquara, ele volta a ser lembrado com a exposição
de 27 pinturas e o lançamento do livro Chove no Cafezal (130
páginas, R$ 50,00), à venda no museu. A publicação
ilustrada reproduz textos escritos por Mabe para o jornal japonês
editado em São Paulo, Nihon Keizai Shimbun. Museu da Casa
Brasileira. Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano,
3032-3727. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 2,50 (estudantes
e pessoas com mais de 60 anos) e R$ 5,00. Até dia 28.
MARCO BUTI. O gravurista italiano realiza série de 27 trabalhos
em que os suportes são tampos de velhas mesas metálicas,
usadas normalmente em botecos. Ele aproveita os vestígios
deixados por usuários e redimensiona suas intervenções.
Centro Universitário Maria Antônia. Rua Maria Antônia,
294, Vila Buarque,
255-5538. Segunda a sexta, 12h às 21h; sábado e domingo,
9h às 21h. Grátis. Até o próximo domingo
(23).
MARCOS HERMES. Um dos fotógrafos mais badalados do mercado
fonográfico exibe quarenta imagens coloridas de gente famosa
do mundo da música. Marisa Monte, Ney Matogrosso, Caetano
Veloso e integrantes do Pavilhão 9, Planet Hemp e Raimundos
estão entre os retratados em plena atividade. Sting, Kiss,
Sex Pistols e U2 também ganharam clicagens de Hermes. Aos
27 anos ele é autor de capas de trinta CDs e DVDs nos últimos
dez anos. R$ 450,00 a R$ 3.000,00. Saraiva Mega Store. Shopping
Morumbi,
5181-7901. Segunda a sábado, 11h às 22h; domingo e
feriado, 14h às 20h. Grátis. Até 4 de outubro.
ODETTO GUERSONI. De gosto e técnicas refinados, o gravurista
exibe três séries de trabalhos, totalizando 35 obras:
xilogravuras, montagens modulares e gravuras-objetos. Premiado duas
vezes pela APCA e com passagens pela bienal, ele explora formas
geométricas e densidades cromáticas. Para Guersoni,
o geométrico está latente em toda a natureza. R$ 300,00
a R$ 600,00. A Hebraica - Galeria. Rua Hungria, 1000, Jardim Paulistano,
3818-8888. Terça a domingo, 9h às 20h. Até
17 de outubro.
ORLANDO.
O ilustrador expõe uma série de catorze desenhos batizada
de Olha o Passarinho!. Como o nome sugere, a mostra refere-se àquele
momento de suspense antes do clique fotográfico. Ele presta
um divertido culto a todo fotógrafo amador ou profissional
que busca a imagem certa para eternizá-la. Até o Lobo
Mau aparece procurando o enquadramento certo de Chapeuzinho Vermelho,
antes de atacá-la no bosque. R$ 1.560,00. Espaço Ophicina.
Rua Harmonia, 303, Vila Madalena,
3814-0094. Segunda a sexta, 9h às 18h. Até dia 28.
ROSANA MONNERAT. A artista carioca se debruçou sobre uma
das principais pinturas de Lasar Segall - a grande tela Navio de
Emigrantes, de 1941 - para produzir vinte gravuras e uma escultura
de grande formato. Rosana redesenha a cena dos europeus exilados
pelo nazismo em viagem na proa de um navio. A individual Esconderijos
da Memória abre nova temporada de mostras no museu. Museu
Lasar Segall. Rua Berta, 111, Vila Mariana,
5574-7322, Metrô Santa Cruz.
Terça
a sábado, 14h às 19h; domingo, 14h às 18h.
Grátis. Até 14 de outubro.
STENCIL ART NA CONTEMPORANEIDADE - HOMENAGEM A ALEX VALLAURI. O
grafiteiro Alex Vallauri (1949-1987) é relembrado em uma
coletiva montada na Zona Leste. Dele são exibidos 31 matrizes
ou estênceis. O autor da bem-humorada e inesquecível
Rainha do Frango Assado, estampada nos anos 80 em muros e viadutos
da cidade, ganha homenagem dos seguidores Celso Githay, Cláudio
Donato, Eduardo Castro, Eymard Ribeiro, Job Leocádio, Jorge
Tavares, Júlio Barreto e Ozéas Duarte. Espaço
de Artes Unicid - Universidade Cidade de São Paulo. Rua Cesário
Galeno, 475, Tatuapé,
6190-1310, Metrô Carrão. Segunda a sexta, 10h às
21h; sábado, 10h às 15h. Grátis. Até
dia 27.
TERESA BERLINK. Essa artista paulistana produziu série de
dobradinhas de trabalhos que surtem um sugestivo efeito visual.
Ela pintou quadros figurativos e deles reproduziu detalhes em forma
de pequenas esculturas. Sobre mesas o espectador vê fragmentos
que estão nos quadros. As imagens soturnas apelam, segundo
Magnólia Costa, autora do texto do catálogo da exposição,
ao universo feminino. Ou seja, realidade e fantasia se comunicam
intensamente sem censura. No total são exibidas dez obras.
R$ 2.500,00 a R$ 5.000,00. Galeria Millan. Rua Estados Unidos, 1581,
Jardim Paulista,
3062-5722. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h
às 14h. Até dia 25.
VERA SANDRONI. As marcantes lembranças pessoais do golpe
militar no Chile, em setembro de 1973, é a pedra de toque
da instalação No Prisma do Tempo, de autoria da artista
paulistana. Fotos digitalizadas, um painel espelhado e um vídeo
formam a obra, que remete à memória, ao horror às
guerras e à arte politizada. R$ 2.000,00 a R$ 17.000,00.
Espaço Virgílio. Rua Virgílio de Carvalho Pinto,
426, Pinheiros,
3062-9446. Segunda a sábado, 10h às 17h30; quarta,
14h às 20h. Até 1º outubro.
UMA VIAGEM COM ANITA - A FESTA DA FORMA E DA COR. A exposição
de 35 pinturas e quarenta fotos de Anita Malfatti (1889-1964) mobiliza
a participação das crianças. Além da
recriação da pintura modernista O Farol em grandes
dimensões, que leva à interatividade, há workshops
abertos aos visitantes. Salão Cultural da Faap. Rua Alagoas,
903, Pacaembu,
3662-1662, ramal 1123. Terça a sexta, 10h às 21h;
sábado, domingo e feriados, 13h às 18h. Grátis.
Até este domingo (16).
VIVA O KITSCH! A exposição pode render um passeio
divertido. Reúne 1.200 objetos que mostram o que é
ser cafona de verdade. Constituída pelo crítico de
arte Olney Krüse, a rica coleção foi integralmente
doada por ele ao Masp. Há, é claro, indispensáveis
pingüins de geladeira, boneca dorminhoca e muitas outras jóias
do kitsch. As peças ficam expostas em altares dedicados a
mitos pop, como James Dean, Elvis Presley e Marilyn Monroe. Masp
Centro. Galeria Prestes Maia (entre a Praça do Patriarca
e o Vale do Anhangabaú), Metrô Anhangabaú. Informações,
251-5644. Segunda a sábado, 11h às 17h. R$ 2,00 (estudantes)
e R$ 4,00. Grátis para menores de 10 anos e pessoas com mais
de 60 anos. Até 20 de dezembro.
VIK
MUNIZ. O artista paulistano de 39 anos conquistou público
e crítica na Europa e nos Estados Unidos, onde vive. Trabalha
com a ilusão, ao fotografar desenhos e formas feitos com
lixo, chocolate, cordas, arame, terra, açúcar... Aqui,
ele mostra a série de 65 belas imagens batizadas de Clayton
Days. Instituto Cine Cultural. Avenida Rebouças, 3507, Pinheiros,
3819-1666.
Terça a sexta, 12h às 19h; sábado, 10h às
17h. Grátis. Até sexta (21).
WALTÉRCIO CALDAS. Aclamado no exterior e disputado pelos
colecionadores, o artista reaparece no circuito de exposições
da cidade após sete anos. Caldas utiliza os materiais mais
diversos - pele de coelho, acrílico, granito e aço
inox - para compor oito esculturas surpreendentes. US$ 5.000 a US$
50.000. Gabinete de Arte Raquel Arnaud. Rua Artur de Azevedo, 401,
Pinheiros,
3083-6322. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h
às 14h. Até dia 29.
FOTOGRAFIA
LEONARDO FINOTTI. A individual Impercepções conta
com onze fotos coloridas. O fotógrafo mineiro expõe
um trabalho de minúcia técnica e extrema paciência.
Ele postou sua câmara diante de gotas de leite em queda sobre
uma superfície plana. Sem utilizar recursos tecnológicos
avançados, o artista contou com a ajuda de colegas instruídos
em engenharia mecânica para obter as impressionantes imagens.
Conjunto Cultural da Caixa. Praça da Sé, 111, centro,
3107-0498, Metrô Sé. Segunda a sexta, 10h às
15h. Grátis. Até 11 de outubro.
SANDRA SANTOS. Na individual Retro-Verso, a fotógrafa santista
exibe 28 imagens de elementos naturais do litoral nordestino. Ela
dispensou filtros e outros recursos tecnológicos ao fotografar
pedras, troncos e trechos de praias. R$ 300,00 a R$ 1.000,00. Salão
Caramelo da FAU-USP. Rua do Lago, 876, Cidade Universitária,
Butantã,
257-7688. Segunda a sábado, 8h às 18h. Grátis.
Até dia 29.
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