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revolução dos 64 bits A próxima
geração de computadores, com
superprocessadores, promete fazer as mais potentes máquinas atuais
parecer pré-históricas Uma comparação
entre os primeiros computadores pessoais fabricados no Brasil, no início
dos anos 80, e os disponíveis atualmente está longe de dar indícios
sobre como serão os PCs dentro de duas décadas. As máquinas
domésticas de vinte anos atrás carregavam processadores de 8 bits,
não podiam rodar vários programas de uma vez e levavam longos segundos
para completar tarefas pouco complexas. Os atuais têm chips de 32 bits,
desempenham várias funções ao mesmo tempo e são capazes
de milhões de cálculos por segundo. Essa geração aos
poucos será substituída por um novo tipo de computador, com processador
de 64 bits, que fará os mais potentes desktops atuais parecer pré-históricos.
Esse processador reunirá dois núcleos na mesma cápsula
tecnologia que é chamada de dual core pela indústria e que equivale
a duplicar uma estrada para permitir um tráfego maior.
Os 64 bits são como se, de uma hora para outra, o computador se tornasse
capaz de manipular "palavras" maiores. Um computador de 8 bits "lê" palavras
de oito letras; um de 64 bits lê palavras oito vezes maiores. Como grande
parte da capacidade de processamento de uma máquina vem da velocidade com
que ela trata blocos de informação, pode-se entender facilmente
o salto que isso representa. Não basta, porém, sair acumulando bits
para elevar a potência dos computadores domésticos. Essa evolução
tem de ser acompanhada pela criação de máquinas e programas
que consigam aproveitar o potencial dos novos processadores. A tecnologia para
fabricar chips de 64 bits já existe desde a década de 90, mas sua
aplicação comercial é bem mais recente. A IBM, a AMD e a
Intel, três líderes do setor, lançaram seus chips de 64 bits
nos últimos dois anos. Por ora, eles se destinam, na maioria dos casos,
a empresas que precisam de computadores de alto desempenho. O Power Mac G5, da
Apple, que tem processador dual core de 64 bits, custa 9 400 reais na versão
mais simples. Em abril deste ano a Microsoft lançou uma versão de
seu sistema operacional (o programa que permite rodar outros programas), o Windows,
para os 64 bits. Prevê-se que dentro de dez
anos, talvez menos, os 64 bits e os computadores dual core já sejam o padrão
da indústria de máquinas domésticas. Por mais potentes que
sejam, as máquinas atuais já encontram limitações.
Perdem desempenho, por exemplo, ao realizar duas tarefas pesadas simultaneamente
como baixar um filme da internet enquanto se converte outro arquivo de
vídeo de um formato para outro. Com o dual core é possível
rodar duas aplicações pesadas e o desempenho ficar inalterado. Se
o PC tornar-se uma central digital, que controle o funcionamento de outros aparelhos
da casa, também haverá necessidade de equipamentos mais robustos.
"O computador é forte candidato a ser o hub central da casa digital", diz
Sidnei Shibata, gerente de marketing e produtos da Dell no Brasil. | Duas
gerações lado a lado |  |  | | Fotos
Alice Hattori e divulgação | |
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